O feriado do ano (ou “SWU – Começa com seu dinheiro”) – Dia 3

Tem certas coisas que um escritório de advocacia faz por você. Uma delas é não dar um pingo de sussego durante 6 meses, praticamente. Principalmente se você for o peixe fora d’agua naquele ambiente. Seja por ser um pouco diferente em suas opiniões ou não querer manter um padrão de comportamento que é imposto em função da combinação terno-gravata.

Não importa o curso, estagiário é tudo igual

Não importa o curso, estagiário é tudo igual

Pois é, por essas e algumas outras questões, eu não consegui escrever como foi o último dia do SWU. E, por sinal, o melhor deles. Tudo bem que posso estar correndo o risco de parecer um pouco fora do tom aqui, já que o bacana pra 2011 é o show do Macca no Rio, o Rock In Rio e mais algumas atrações que estão programadas. Mas, em virtude de preciosos momentos de procrastinação, resolvi dar vazão (ui!) ao que senti naquele que foi o melhor dia de 2010.

Dia que começou às 09:00h da segunda-feira, dia 11 de outubro de 2010. Uma das coisas mais bacanas de ir prum festival e acampar nele é ser acordado uma das suas bandas favoritas passando o som logo ali ao lado. O Queens of The Stone Age preparava tudo e eu começava a ter uma ideia do que me esperava ali.

Acordar com as bandas logo ali? Não tem preço

Acordar com as bandas logo ali? Não tem preço

Mas ainda demoraria um pouquinho. Com o esquema descoberto por um amigo, fui a uma das casas da Fazenda Maeda, consegui um banho quente e ilimitado por “módicos” R$ 10,00, sai mais feliz que pinto no lixo e fui comer qualquer coisa pro dia que se anunciava. A ideia era dar uma passada no “clube” que ficava atrás dos palcos principais e onde rolava um almoço de responsa. Não que fosse muito bom, mas era, pelo menos, arroz-feijão-e-qualquer-coisa. O almoço rolou meio que num calor de rachar, gastei um tempo conversando com meu irmão e a Nath que tinha ido com a gente e resolvemos dar uma volta no clube. Qual não foi a surpresa quando encontramos com o resto da trupe de Beagá “escornada” em volta de uma rodinha de violão em um lugar privilegiado no gramado do clube. Festivalfeelings total! Mandando de todo tipo de música, os caras que comandavam tavam agitando a galera, com direito até à narração de uma vida criminosa, aos que os intelectuiódes dão nome de “Faroeste Caboclo”. Pelo menos, foi engraçado. Até que alguém gritou o já famoso “TOCA RAUL!”. Eu, que gosto muito de Raul, mas odeio esse grito, meio que fiquei esperando pra ver o que ia acontecer até que um guri pegou a viola e, com ar de propriedade, falou: “me dá aqui que eu sei tocar”. Tudo que aconteceu depois disso vai fazer parte da minha memória pra sempre. O cara mandava bem e só soltava as melhores músicas (o que não quer dizer que fossem as mais famosas), todo mundo se animava e quando começou “Sociedade Alternativa” foi praticamente uma catarse coletiva. Sen-sa-cio-nal!

Tão sen-sa-cio-nal que rolou até gravação de um programa do Multishow com o Fernando Caruso. Um dos melhores momentos, com certeza.

Depois fui dar uma fragada no que rolava nos palcos e fui presenteado com uma ótima apresentação do Cavalera Conspiracy. Misturando faixas do novo projeto com sucessos do Sepultura, os irmãos Max e Igor Cavalera quebraram tudo e abriram o dia em grande estilo.

O pessoal se preparava pro show do Avenged Sevenfold e eu resolvi que não ia acompanhar. Na época, eu achava que seria mais um show meia-boca de uma banda emo qualquer que não teria nenhuma utilidade prática na minha vida. Por isso, fui ver o show do B-Negão e seus Seletores de Frequência. Não que eu tenha me arrependido, já que os caras do Rio mandaram muito bem, mas, depois, descobri o quanto o som do Avenged era bom. Muito bom. Uma pena não ter assistido, mas é um show que eu pretendo aparecer quando rolar novamente. E quem viu falou que foi dos melhores da noite.

Show esse que antecedeu uma das minhas maiores esperas. Incubus, banda californiana de ótimo som e extremamente competente, ia se apresentar num dos palcos principais e eu não ia perder. E valeu muito a pena correr pra não perder Brandon Boyd arrebentando nos vocais. O show ia muito bem, mas muito bem mesmo e quando começou a ficar ótimo, parou. Um dos grandes problemas de um festival com bandas boas é que algumas tem que ter menos tempo pra outras terem mais. Incubus foi assim. Apesar do setlist ter sido ótimo, faltaram alguns sucessos, como Made For TV Movie e , o que deixou um gosto de “quero mais” no fim do show dos caras.

Tudo bem, ficou aquela pontada de decepção, ainda mais com o atraso de mais de 1 hora pro início do show da minha vida (juntamente com o Rage Against The Machine). Eu ainda não sabia o quanto me marcaria o show do Queens Of The Stone Age. Mas quando Josh Homme começou com “Feel Good Hit Of The Summer” eu já vi que os caras não estavam pra brincadeira. Um detalhe: foi o único show em que eu estava desacompanhado da galera. Uma pena pra eles porque ver alguém tão feliz deve ser muito bom. O setlist foi perfeito, manteve o público aceso 100% do tempo e os deixaram sua marca no que foi considerado “o melhor show de 2010”. Se foi mesmo, eu não sei. Mas que quando rolou “In My Head” eu me senti como o cara mais satisfeito do mundo, isso com certeza.

Eu já me sentia recompensado. Tudo tinha valido a pena, desde os perrengues pra chegar e se manter, o frio noturno e o calor diurno, o preço abusivo de muita coisa, a falta de estrutura e tudo mais. Faltavam ainda duas bandas muito boas e eu já sabia que, se tudo desse certo, eu voltaria em 2011. Foi mais ou menos nesse momento que me animei ainda mais. No telão do Festival apareceu a confirmação de que Alice In Chains tocaria em 2011. Quando vai ser ou se vai ser, eu ainda não sei. Mas que eu vou, é quase certeza. Ainda mais com a presença de System of A Down.

E veio o show do Pixies. Uma banda que eu não acompanho, mas que me surpreendeu. Eu sei que os caras são bons naquele tipo de música, mas eu nunca tinha parado pra escutar. Show sen-sa-cio-nal e felicidade geral de quem gosta da banda. Não posso adentrar em maiores detalhes, mas se alguém conhece e foi, fique a vontade pra dar a opinião. O que eu sei é que foi muito bom.

Pra finalizar o meu dia (mas não o do Festival, já que ainda teria Tiësto depois), Linkin Park botou pra fuder! Era outro show do qual eu não esperava muito, já que não sou mais o adolescente que curte os caras de outrora, mas o show foi ótimo. Mantiveram a pegada, mandaram um setlist surpreendente com músicas do novo álbum e grandes sucessos e, mesmo quem não era fã, gostou muito da apresentação dos caras. Fecharam muito bem o festival e demonstraram que o seu som, apesar de visto como ruim por muitos, ainda tem muita lenha pra queimar e agradar a muita gente. Enfim, fecharam com chave de ouro.

Assim como eu fecho aqui a saga dos meus post’s sobre esse assunto. Peço desculpas a quem esperou tanto pelo último post e espero ter passado pra geral um pouco do que eu senti ali. Foi meu primeiro festival, não tenho muito com que comparar, mas pra mim valeu o perrengue. É algo que farei mais vezes, ainda que das próximas eu vá melhor preparado (reservar um hotel é a primeira providência). Mas no frigir dos ovos, é tão legal que até hoje tenho pena de jogar meus ingressos fora. Eles tão lá esperando pro momento em que eu vou criar coragem e mandar enquadrar. Pra uma primeira vez, foi ótimo. E que venham os outros.

Um abraço!

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Pra fechar, um especial pra quem virou fã dela, como eu:

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O Lanterna Está Verde ou ‘Não esqueça de carregar seu anel a cada 24 horas’

     Admito, quando o filme do Lanterna estreou em julho nos EUA com bilheterias abaixo do padrão requerido pra esse tipo de filme(não foi baixa, foi abaixo do esperado), comecei a ficar bem pessimista. Mas já adianto: achei um filme legal, um bom filme, que poderia ser melhor, mas em si um bom filme. Tem defeitos sim, mas nada que não possa ser corrigido em uma continuação.

A primeira crítica que aqui faço é não só ao filme, mas à total falta de unidade entre os filmes da DC. A unidade que há entre os filmes da Marvel é bem legal, e a DC/Warner não precisava copiar, mas criar sua versão da continuidade nos filmes. Exemplo disso é a péssima forma que a personagem de Angela Basset, a agente governamental Amanda Waller (fundadora do Esquadrão Suicida nas hqs) é aproveitada no filme.

Bem,vamos ao que interessa: depois que assisti ao filme e cheguei à conclusão que ele é legal, vi que o filme merece um voto de confiança pra uma continuação (que até já foi confirmada). Esse foi um filme de origem, que é bem contada (com exceção à não citação dos caçadores cósmicos, que são a criação frustrada dos guardiões pré-lanternas) de introdução. Tanto que personagens coadjuvantes com potenciais incríveis – como os Lanternas Kilowog e Tomar-re (respectivamente com as vozes de Michael Clark Duncan e Geoffrey Rush, geniais) e o meu preferido do filme SINESTRO (com atuação breve porém soberba, em minha opinião, e com uma caracterização de personagem com uso de próteses e maquiagem que rivaliza com o Caveira Vermelha de Capitão América – O Primeiro Vingador), não tem a participação merecida no filme.

Um dos problemas do filme é dedicar muito tempo do mesmo à relação amorosa/profissional entre Hal Jordan e Carol Ferris (Blake Lively ficou bem no papel) e pouquíssimo tempo o lado piloto destemido de Jordan. A adaptação tem elementos do grande trabalho que o roteirista (e atualmente um dos bam bam bams da DC) Geoff Johns, tem feito com a mitologia do personagem ao longo dos últimos anos (mas claro que este bebeu na origem definitiva do personagem escrita por Keith Giffen, Gerard Jones, James Owsley e com desenhos de M.D.Bright: Amanhecer Esmeralda). Um vilão clássico do Lanterna, Hector Hammond, ganha um intérprete à sua altura: Peter Sarsgaard rouba várias cenas.

Bem, estou eu aqui enrolando e nada de falar no protagonista: Hal Jordan/Ryan Reinolds. A grande questão é que ao mesmo tempo em que, em várias cenas, o ator faz o espectador crer que está vendo um jovem, arrogante e irresponsável Hal Jordan. Em outras cenas ele mostra os mesmos cacoetes e caretas que mostra em comédias românticas e afins. Mesmo tendo gostado parcialmente de sua atuação, ele pode render mais em uma continuação. A direção de Martin Campbell é competente, apesar do filme só empolgar em algumas cenas, porém o roteiro está meio aquém da mitologia do personagem.

Voltando à origem, um fato que existe na atual origem do personagem (Lanterna Verde – Origem Secreta,de Geoff Johns e Ivan Reis, Ed. Panini): o fato de que por um ato de rebeldia Jordan deixou a Força Aérea pra se tornar piloto de testes da Ferris Aeronáutica. Dessa mesma HQ, poderia ter sido retirado um grande easter egg: em determinado momento um grupo de cadetes da Força Aérea arranja briga com um grupo de fuzileiros navais, e neste grupo de fuzileiros estava um jovem John Stewart, o já clássico substituto de Hal Jordan como Lanterna do setor 2814 (cujo desenho da Liga da Justiça fez o grande favor de mostrar em uma nova  e incrível versão, popularizando-o – outra boa ideia para futuros filmes).

Agora, um lance que realmente me incomodou foi uma questão digamos “técnica” (que também me fez torcer o nariz para os filmes do Homem-Aranha): o Teioso não tinha, nos filmes de Sam Raimi, lançadores de teia artificiais. No filme do Lanterna não é mencionado de forma clara que o anel precisa ser carregado à cada 24 horas.

Aguardemos a já confirmada continuação, e que ela seja um “A Ira de Khan”, um “Superman 2”, um “Dark Knight”, um “X-Men 2”, um “Império Contra-Ataca” para essa franquia que, se tiver sua mitologia bem explorada, promete.

P.S.: Não perca de modo algum a cena pós-créditos. Ela é tudo, menos verde, e dá a indicação do que pode estar por vir…

O Primeiro Vingador – para @marifiorentino

Capitão América assistido faz umas duas semanas. E só agora sai post. E só porque a Marianna cobrou…

Ah, essa idade avançada… rsrs

A Marvel guardou o seu Vingador mais emblemático (vejam bem, não disse que guardou o seu melhor personagem, mas sim o mais emblemático) para o fim, uma espécie de cereja do bolo de expecativas (a esta altura insuportáveis) para o filme da sua super-boys band [Stark, Tony. 2010] em 2012.

Pra arrematar, as artes promocionais do filme foram sensacionais

Deu certo? Pode-se dizer que sim. Mas se a intenção era essa mesmo, teria sido melhor começar com outro e deixar o Homem de Ferro pro fim. Por mais legaizinhos que os filmes-solo de cada Vingador tenham sido, NENHUM chegou MINIMAMENTE PERTO do Latinha. A dupla Favreau-Downey Jr, temperada pelos brilhos de Jeff Bridges e  Gwyneth Paltrow, simplesmente colocou a barra alta demais para a Marvel. Criaram uma obra-prima do gênero. Chamar Homem de Ferro de algo menor que isso é uma injustiça imperdoável.

Os outros foram meio pra cumprir tabela, mas divertiram – fosse pela avidez de fã ou pelas produções caprichosas. Ainda assim, a Marvel deu show de inteligência (coisa que a DC simplesmente não consegue): sempre com o universo verossímil estabelecido pelo filme do Gladiador Dourado em mente, as sequências não fizeram feio e foram felizes no que se propuseram.

O filme de cada Vingador trouxe mais alguns elementos ao produto final, a ser lançado ano que vem e quando teremos então a conclusão de uma verdadeira SAGA de seis capítulos: dois Homem’s de Ferro, um Hulk (o de Ang Lee não conta nessa), um Thor e um Capitão América. Malandramente, a Marvel colocou pistas e informações em cada um deles que deliciaram os nerds aficcionados (meu caso) e não farão tanta falta assim pra quem não acompanha os quadrinhos. No fim, a garantia de satisfação é universal.

Na minha ótica dos filmes, ficou assim: Homem de Ferro >>>>>>>> Hulk > Capitão América > Thor

Quanto ao Capitão América, não dava pra esperar de Joe Johnston (que fez coisas legais pacas como Hidalgo e Jurassic Park III e salvou O Lobisomem na medida do possível) menos do que um filme divertido. Um certo clima de Indiana Jones que permeia a película dá o charme adequado à história do Bandeiroso, decisão acertada do estúdio e do inteligente diretor ao tentar dar uma personalidade distinta ao filme do herói. Foram felizes, sem dúvida.

Mas como em quase todo filme de heróis, o vilão é o grande ponto alto. Hugo Weaving, bicho… o cara é TÃO foda que não tem o menor medo de se esconder atrás de maquiagem pesada durante a maior parte do filme (coisa que já tinha feito em V de Vingança). E rouba a cena transpirando maldade e loucura na pele do Caveira Vermelha. Excelente mesmo. O previamente cotado para o papel era Christoph Waltz, que também teria tudo pra dar outro show. Mas Weaving só fez coisa boa, então era barbada. E Chris Evans não compromete. Apesar de ser um cara com uma forte veia cômica, conseguiu imprimir a ingenuidade inerente ao Steve Rogers primordial (lembrando que o Capitão tomou muito fogo – amigo e inimigo – até construir o perfil com que os quadrinhos o apresentam hoje).

Assim, enfim em 2012 é a hora de gritar dentro do cinema (tenho CERTEZA de que o farei):

AVENGERS ASSEMBLE!!

Tomara que o mundo não acabe antes.

A Nova DC Comics: Reinventar não quer dizer Inovar

A DC parece que nunca aprende...

Por Vinícius Chaves

Aviso aos amigos: esse não é um texto informativo acerca das (novas) mudanças na DC  Comics. É apenas a opinião de um fã de quadrinhos que está cansado do “me engana que eu gosto”  das gigantes DC e Marvel.

Os editores e Ceos da DC falam desse “Reboot” ou “Revamp” (Restart é um termo que devemos abolir em nosso país por motivos óbvios) como se fosse a coisa mais revolucionária e moderna já feita “Apresentando aos novos fãs MARCAS consagradas mas de uma maneira nova e contemporânea”. Se preocupar com novos fãs é muito legal, e justo, afinal de contas eles tem que vender gibis(sim sou velho e uso esse termo), mas colocar personagens que são clássicos amados (e odiados) como MARCAS ?!?! E os velhos fãs (como este que vos fala) ? Eu sinceramente estou cansado de ver mudanças que duram, sei lá 6 meses, um ano e depois o personagem volta ao que era antes.

Darei como exemplo o meu personagem preferido nas HQs, Superman, o popular Azulão. Já tive que vê-lo morrer, ressuscitar de cabelo comprido, perder os poderes, ficar elétrico e azul, ficar elétrico e vermelho e mais recentemente rechaçar sua cidadania americana (mudança que muito me agradou por sinal). Agora, a DC vai relançar 52 dos seus títulos (sim é uma alusão às 52 terras do universo DC, leiam a série “52” vale à pena). Na verdade eu atualmente compro alguns encadernados  e alguns gibis que encontro em sebos, parei de comprar todo mês na banca e etc, e estou procurando me inteirar o menos possível sobre essas mudanças que pelos novos visuais de alguns personagens, lembrei bastante dos visuais “radicais” da Image dos anos 90 (e não é que o Jim Lee agora é um dos editores-chefe da DC?).

Toda hora a DC arranja algo pra consertar as besteiras que faz em sua cronologia, até pouco tempo atrás rolou “A noite mais densa”, em que ao seu final vários “mortos” voltaram, como Aquaman, Gavião Negro, Nuclear (Ron Raymond) e Caçador de Marte, entre outros. Agora se você gastou sua grana (eu não gastei) em todas as revistas relacionadas, bem elas agora já podem forrar a gaiola do seu papagaio. A DC Entertraiment desesperada com a queda de suas vendas cria essa manobra de modernização dos seu personagens, quando seria muito mais fácil que pensassem e escrevessem histórias que fossem criativas,interessantes e pungentes.

Até me desculpo por minha indignação mas é que sou, uns 70% Dcnauta e uns 30% Marvete (novamente termos de quem lia quadrinhos da Ebal, RGE e Abril, ou seja: velho). O que seria isso tudo? Uma resposta à Marvel e suas excelente vendas?

A Marvel também não é santa, vide as besteiras e idiotices que fazem com o Aranha, mas aí é outro papo.  A minha opinião é a de que essa história de mudança tem a ver com esse novo nicho de marcado que se criou e onde a DC, com a exceção do Batman, vêm levando uma surra da Marvel: Os filmes baseados em HQs. A DC é da Warner, aí você já começa a desconfiar das intenções por trás da “reinvenção” . Enquanto a Marvel faz filmes  surpreendente bons como “Thor” e “X-Men-Primeira Classe”, a DC amarga fracassos como “Os Perdedores”, “Jonah Rex” e “Lanterna Verde”(sim, já vem sendo considerado um fracasso e olha que nem estrou por aqui ainda).

Essas são medidas tão equivocadas quanto desesperadas e acima de tudo um grande desrespeito à inteligência dos fãs de quadrinhos ,que são tão apaixonados quanto coléricos, nesse caso quando mexem com “o que é seu”.  Não me espantaria se daqui há algum tempo tudo voltasse ao que era antes , como se tivesse sido um “evento transdimensional”  ou alguma interminável crise . Continuo amando quadrinhos na sua essência e tudo relacionado à esse universo, mas cheguei à conclusão tempos atrás que as “grandes mudanças” perpetradas pelas grandes editoras não visam mais criar grandes histórias e personagens: visam as nossas carteiras com visão de raios X pra ver de quanto dispomos e visão de calor pra queimar  toda a nossa grana.

Da série “Post’s Polêmicos”: Top 10 videoclipes da história

O Open-Bar do Blá blá Gol é, quase sempre, palco de discussões extremamente interessantes. Quase sempre porque, vez ou outra, aparece um comentarista cabeludo para proferir bobagens e acusações a torto e a direito, mas isso é outro papo. O caso em comento é um link postado por nosso amigo Júlio Cesar Bastos, o famigerado Xerox, sobre uma lista DEVERAS polêmica. Não que todas as listas não sejam polêmicas, mas essa, por sinal, vai dar pano pra manga.

Enfim, a revista inglesa New Musical Express elegeu os 100 melhores videoclipes da história. De cara, fui procurar pelos meus preferidos. Alguns encontrados, outros não, do alto da minha sabedoria musical (MENTIRA!) me senti obrigado a emitir alguns comentários sobre a mesma.  Depois pensei melhor e, com base no que o Xerox mandou no BBG, pensei numa lista dos meus preferidos. Por fim, cheguei à conclusão de que o melhor mesmo era usar o “salva-cu” de não ter uma ordem específica, apenas elencar. O post é pra gerar discussão e, por isso, num primeiro momento não vou dar os meus motivos. Mas que eles existem, existem.

Sendo assim, aí vai:

# Michael Jackson / Thriller

# KoRn / Freak On A Leash

# Metallica / Enter Sandman

# Jethro Tull / Too Old To Rock & Roll

# Michael Jackson / Smooth Criminal

# Rage Against The Machine / Testify

# Beastie Boys / Sabotage

# Rage Against The Machine / Sleep Now In The Fire

# Foo Fighters / Everlong

# Pearl Jam / Do The Evolution

Tirei muita coisa boa. Urge Overkill emplacaria uma, Pearl Jam teria mais uma, Alice In Chains tava por ali também, Audioslave e muitos outros. Mas 10 é muito pouco. Serve meramente para iniciar as discussões.

Enfim, QUE A BATALHA COMECE!

A primeira vez dos X-Men

AVISO: este texto contém pesados SPOILERS. Se ainda não viu o filme, é recomendável que dê meia volta e retorne outro dia. Eu avisei.

Cerca de uns cinco meses atrás começou uma polêmica danada na internet com foco em algumas imagens publicitárias inacabadas dos personagens de X-Men: First Class. Geral caiu de pau e deu-se início então a uma vasta campanha difamatória do filme, que até levou o diretor Matthew Vaughn (que já tem fama de ser um sujeito tradicionalmente pouco paciente) a perder a compostura em entrevista.

A First Class original

Devo ter alguma testemunha sobre isso: se houve uma dúvida que NUNCA tive, foi a de que esse filme seria, invariavelmente, bom. Minha lista de razões era encabeçada pelos selos de qualidade James McAvoy e Michael Fassbender (atores absurdamente bons), o próprio diretor (que fez o injustamente subestimado Stardust e o divertido Kick-Ass) e o fato de Bryan Singer estar fora da direção (é produtor neste aqui).

Se magoei alguém, explico: simplesmente não gostei de nenhum dos filmes anteriores dos X-Men, isso pra nem mencionar o samba do crioulo doido que foi o filme solo do Wolverine. Singer divide essa culpa com a FOX (detentora dos direitos cinematográficos de todo e qualquer mutante que a Marvel tenha criado em seus mais de oitenta anos de história, e que justamente por isso toma toda e qualquer liberdade que queira com os personagens) e com a própria Marvel (que os vendeu na base do sufoco). Mesmo no ótimo Os Suspeitos, Singer (na minha modesta opinião) mostrou que é um cineasta de roteiro, um cara que prima o que faz puxando pela inteligência (do texto e de quem assiste).

E é bem aí que mora o problema. Uma das razões da Marvel ser tão querida é justamente porque em suas páginas a porrada canta solta. É ação em cima de ação. E ação não é o forte de Singer.

Mas pra falar deste filme aqui, o primeiro verdadeiramente bom sobre o mais famoso grupo de mutantes da Casa das Ideias, funciona. E é simplesmente empolgante enquanto gira suas atenções na origem e nas ações de seus protagonistas (Magneto e Professor X). Se o filme pairasse somente sobre a história de ambos, seria um épico. O tom de filme de espionagem, a estética, a trilha sonora… tudo funciona e contribui para adensar a atmosfera histórica em cujo contexto o enredo está enraigado. Michael Fassbender faz um Magneto literalmente magnético, um personagem com o qual é simplesmente impossível não se envolver. E até torcer, mesmo do alto de suas ações radicais (mas a gente entende porque ele chegou àquele ponto). O que só fez crescer a qualidade de James McAvoy por tabela, colocando seu Professor X em pé de igualdade com o mestre do magnetismo na tela. Fosse outro ator, provavelmente teria sido colocado no bolso por Fassbender. Uma aula de dramaturgia, pasmem, num filmão descaradamente pipoca.

E se Magneto não é, por definição, o grande antagonista do filme, nenhum dos dois teria condição de mostrar serviço não fosse a caracterização brilhante que Kevin Bacon dá a seu Sebastian Shaw (um mutante que, confesso, em minha adolescência quadrinista nunca entendi direito qual poder possuía. Só percebia que ele era um pica das galáxias e tal, mas não sabia bem o porquê). Quando o chefão do Clube do Inferno aparece na tela, faz medo em Charles e Eric. Não é tarefa fácil, acreditem.

O cara é O CARA.

E aí entra o calcanhar de Aquiles do filme: justamente, oras oras, os próprios X-Men. Pra começo de conversa, a FOX paga de cara pela sua ingerência dos personagens. Já que já usou uma penca dos X-Men da Primeira Classe original nos outros filmes, não dava pra respeitar a mitologia neste (os outros filmes são referências intangíveis, porém frequentes durante o First Class). Então saem o Anjo, o Cíclope, o Homem de Gelo e Jean Grey e entram o Destruidor (vá lá, é contemporâneo), Darwin (nem lembrava desse, se é que existiu nos quadrinhos), MÍSTICA (!!) e a Firefly (obscura personagem de enésimo escalão, que na tradução em português sofreu o infeliz rebatismo de… ANJO! Puta que pariu…). O resultado é uma espécie de Malhação: Mutante, que tem toda a cara de que foi feito para agradar aos fãs de Crepúsculo.

Da First Class mesmo, sobraram Banshee (forcei?) e o Fera (cuja origem até que foi respeitada, apesar de um certo exagero nas atribuições do Dr. McCoy). Aliás, outro ponto fraco é justamente o visual do Azulão. Ficou parecendo bicho de pelúcia daqueles brinquedos caça-níquel… muito esquisito. Dava impressão que espetava.

E falando em pontos fracos, outro deles é uma caricata cena de combate aéreo entre Banshee e Firefly. Coisa de filme dos Trapalhões aquilo ali.

E Azazel no filme? Cronologicamente errado, mas uma figura importante que protagoniza algumas das melhores cenas de ação. Noturno ficaria orgulhoso de ver o papai em combate.

E faltou peito à FOX na hora de mostar PORQUE Magneto é vilão mesmo. Quem conhece alguma coisa dos quadrinhos, deve se rasgar de raiva com o desfecho da cena do embate entre ele e as frotas navais americana e soviética. Afinaram bonito e perderam a chance de fazer um troço denso, adulto, a la Watchmen. Mas é um filme pra criança, Gaburah… eu sei, mas sou chato. Nas HQ’s aquilo é altamente impactante. Ilustro minha frustração mais ou menos assim.

Mas nada, repito: NADA supera minha decepção com a Rainha Branca. Emma Frost mereceria (e poderia ter tido) um acabamento MUITO melhor nas telas. Jogaram um balde de água gelada em cima de um dos meus maiores fetiches adolescentes. Essa eu não perdôo, entra como uma das maiores decepções pessoais nas adaptações cinematográficas de quadrinhos.

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Se um dia considerarem Fassbender para ser o próximo James Bond, desde já garanto meu apoio incondicional.

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Não, Wolverine não está mesmo (…) no filme. Mas a razão que arranjaram pra isso é tão simples quanto GENIAL.

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Não tem cena pós-créditos. Podem sair correndo pro banheiro tranquilos.

Top 10 – Why so hard?

Em semana de frenética expectativa pelo show do bom e velho Paul McCartney em terras cariocas (que terá cobertura em peso de todos os editores do BBG e do Gaburah.com) e, melhor ainda, na casa do Botafogo, saiu um início de discussão pra lá de bacana no Open-bar do Blá Blá Gol: Os 10 Maiores Álbuns de Rock (na opinião pessoal de cada um, claro). Em rara unanimidade, os editores do Oriente Médio dos blogs de futebol acharam por bem transportar a discussão (que promete) pra cá.

A lista pode ser feita de acordo com qualquer critério pessoal. No meu caso, minha lista foi baseada na influência que os álbuns tiveram sobre meu gosto musical – e como moldaram ou colaboraram para aprimorá/revê/refiná-lo. Em todos os casos, são álbuns que me fizeram construir os conceitos de música conforme acredito ser o ideal. 

Vou dar a cara a tapa e colocar a minha lista aqui, ciente de que está looooonge de ser unanimidade. Talvez não seja unanimidade nem pra mim mesmo, visto que posso revê-la daqui a duas semanas e achar que fiz alguma injustiça. Mas injustiça mesmo seria meramente tentar rankeá-los. Sendo assim, seguem em ordem de igual importância pessoal:

# King for a day, fool for a lifetime – Faith No More
# Rubber Soul – Beatles
# The Southern Harmony and Musical Companion – Black Crowes
# Tommy – The Who
# Pump – Aerosmith
# Are you gonna go my way – Lenny Kravitz
# The Dark Side of The Moon – Pink Floyd (sim, eu sei: QUEM DIRIA!)
# Back in Black – AC/DC
# X – INXS
# Unplugged – Alice in Chains

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Viva o rock and roll, bicho.

A briga já começa na ilustração: o MEU álbum definitivo do FabFour

A pirate’s life for me!

Já virou clássico pessoal. Esse vai desafiar os limites intransponíveis de tempo e espaço na minha preferência.

Piratas do Rock (The boat that rocked, 2009) ilustra o panorama das rádios (literalmente) piratas que transmitiam rock and roll e música pop na Inglaterra dos anos 60. À época o som era altamente marginalizado no Reino Unido, e pra quem pode imaginar que as causas dessa perseguição eram as boas e velhas moral e bons costumes, vai se surpreender com as razões apontadas de maneira simples, porém genial no filme.

No afiadíssimo elenco – todo excelente, desde os coadjuvantes menos conhecidos a Phillip Seymour Hoffman (hilário) – destacam-se as figuras de Rhys Ifans e principalmente Bill Nighy (num papel menor, mas que rouba o show), passando pelo figuraça Nick Frost e uma Emma Thompson porra-louquíssima. Até o antipático papel de Kenneth Branagh é divertido.

Se isso ainda não foi suficiente pra convencer a assistir, adicione a trilha sonora repleta de hits mais e menos conhecidos do rock and roll da época. Desde The Kinks, The Who, Stones, Hendrix, Beach Boys até Dusty Springfield e Smokey Robinson, com espaço também para a sempre sensacional versão de Burt Bacharach para This guy’s in love with you (aquela mesma que o Mike Patton tanto ama).

Fica a dica. Depois podem passar aqui pra agradecer.

O Oscar vale como indicador?

A cerimônia do Oscar no final de fevereiro desse ano premiou como melhor filme o “Discurso do Rei”. Fui assistir o filme durante o primeiro carnaval que fico no Rio depois de uns quinze anos. Gostei.

Conversando com colega que também assistiu e não achou o filme nada demais comentei de supetão: “Porra, ganhou o Oscar”. Na mesma hora ele me lembrou do recente “Guerra ao Terror” que nem como filme ele classificou, mas como um ruim documentário. Eu não vi esse.

Recorri, então, à Wikipedia para pegar os filmes vencedores do prêmio máximo do cinema desde 1991 e verificar sua eficácia. Para tentar minimizar um pouco o subjetivismo da simples análise não coloquei como ‘gostei’ ou ‘não gostei’, mas se ‘valeu’ ou ‘não valeu’ ir assistir (de azul estão as opiniões que não são minhas pois não assisti tais filmes).

Academia com bom aproveitamento

Ou seja, eu tenho aproveitamento total. Recomendo todos esses que assisti. No agregado, por volta de 86% dos filmes que faturaram o Oscar agradaram nesses últimos 20 anos. Com esse bom aproveitamento a resposta para o título-pergunta ficou fácil.

Stone Temple Pilots no Circo Voador/RJ 2010

Uma mesma pergunta deve ter assombrado as cabeças de Scott Weiland, Robert DeLeo, Dean DeLeo e Eric Kretz na noite de 11 de dezembro de 2010: Why the hell we never came to Brazil before??

O Stone Temple Pilots pisou no palco do Circo Voador para sua primeira apresentação no Rio de Janeiro (e segunda no Brasil) após inúmeras especulações, confirmações e cancelamentos. Se o Circo à princípio gerava dúvidas se apresentaria as dimensões ideais para receber um show desta envergadura, talvez justamente por isso tenha se mostrado uma escolha extremamente feliz. A acústica impecável e a proximidade da apaixonada platéia presente com o palco mostraram-se coadjuvantes importantíssimos para o impacto da apresentação da banda, que em vários momentos parecia não estar acreditando em toda a energia que fluía ininterruptamente entre ela e o público durante as quase duas horas do show.

O STP subiu e modestamente se acomodou no palco às 23:40h, e somente então um elegante Scott Weiland se aproximou do microfone e soltou: Hello. We are the Stone Temple Pilots. Platéia abaixo e Crackerman, seguida de Wicked Garden e Vasoline. Quem conhece, já entendeu que não estavam pra brincadeira. Três socos na boca do estômago de cara, pra entorpecer o público e ganhar logo a parada. Daí o resto era fácil: foi só administrar o jogo. Coisa de gente grande que sabe direitinho o que está fazendo.

Não que também precisassem fazer muita força com um set list que apresentava as músicas mais conhecidas da banda, alternando com as mais pesadas do último álbum (Between the lines – musicaço, Huckleberry Crumble e Hickory Dichotomy) e com espaço ainda para a versão de Dancin’ Days que o Led Zeppelin queria ter feito e que todo mundo conhece. Competência até dizer chega.

E falando em competência, nenhum desavisado seria capaz de dizer que o STP esteve separado de 2003 a 2008, ano em que se reuniram para apresentações até lançar o último (e homônimo) álbum em 2010. A cozinha formada pelo preciso Eric Kretz (bateria) e pelo pilhadaço (e simpaticíssimo) baixista Robert DeLeo – que fez questão de mandar um belo Garota de Ipanema no bis – mais o incansável Dean DeLeo (guitarra, que ganhou uma faixa com os dizeres ‘With D.DeLeo we don´t need another guitar hero‘) pavimenta com segurança e firmeza o caminho para o talento de Scott Weiland, sem dúvida um dos meus grandes heróis do rock. A banda não errou NADA durante um show inteiro, e ainda se atreveu a duas breves sessões de improvisos com Weiland balbuciando melodiosamente ao fundo.

Quanto ao vocalista – um cara que foi (e ainda vai de vez em quando) ao inferno, deu (e ainda dá de vez em quando) um abraço apertado no capeta e voltou – de cara mostrou-se muito disposto ao microfone. Porém foi nítido o cansaço físico que se abatia sobre ele com o decorrer do show, embora em momento algum sua voz tenha demonstrado qualquer sinal neste sentido. O estilo de voz de Weiland, aliás, sofreu uma mudança radical a partir do álbum Tiny Music… Songs from the Vatican Gift Shop (1996), quando abandonou o timbre grave e potente para adotar um estilo mais anasalado e melódico. Quem viu o clip de Big Bang Baby e achou muito foda (ou não), talvez entenda o exemplo que estou dando. Aliás essa ficou de fora do show, para lamento de todos.

Mas não atrapalhou em nada. Ainda mais depois do estado de êxtase coletivo proporcionado pelo STP durante a execução de Plush, cantada em uníssono, música que à época de seu estouro lançou sobre o STP a maldição da (injusta, inapropriada, infeliz e infundada) comparação com o Pearl Jam. Quem comprou essa bobagem, perdeu a oportunidade de conhecer uma senhora banda de rock and roll. STP e PJ são bandas totalmente diferentes, musicalmente distintas. Ambas tem sua importância na história do rock, mas sem dúvida a comparação foi mais prejudicial ao STP. E talvez tenha impedido a banda de alçar vôos ainda mais altos. Azar de quem não conhece a diferença.

Alguma alma generosa disponibilizou a gravação da música do YouTube, e dá pra ter uma ideia da excelência do som do Circo:

Saldo pessoal: eu e minha Celeste Alvinegra de alma lavada, voz total e irrecuperavelmente rouca durante dias. Feliz, muito feliz. O honesto show de uma banda competente, segura de si e dona de hits de tirar o fôlego, que ainda teve o plus de saber se aproveitar disso direitinho.

Posso dizer que tive a sorte de assistir alguns grandes shows de rock ao vivo. E só não direi que o Stone Temple Pilots no Circo Voador em 2010 foi o melhor show de rock que já assiti na vida porque ele teria que bater de frente com o Page&Plant (e o set de Led Zeppelin) no Hollywood Rock 1996 e o Faith No More de 2009 (RJ). Ainda assim, balançaria na hora de decidir.

Vida longa ao Stone Temple Pilots. Quantas vezes vierem ao Brasil, quantas vezes irei encontrá-los. Eletricidade pura.

*Para ver uma penca de fotos, acesse o álbum do Estaca Zero. Show de bola!