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	<title>gaburah.com &#187; Utilidade pública</title>
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	<description>Só eu mesmo me aturo 24hs por dia...</description>
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		<title>Dancem Macacos, dancem!</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 20:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ética na sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Brilhante. Pense nisso. De verdade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brilhante.</p>
<p>Pense nisso. De verdade.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DRJqrLd7MrE&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/DRJqrLd7MrE&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Wait No More* &#8211; a semana mais rock n&#8217; roll da minha vida</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 03:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Rock 'n' Roll]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[Citibank Hall]]></category>
		<category><![CDATA[Faith no More]]></category>
		<category><![CDATA[Maquinária Festival 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Second Coming Tour]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou uma prostituta. Vendi minha alma. Não valho nada. Tanta revolta tem uma razão: acabei me vendendo à ideia de assistir o show do Faith No More no Rio de Janeiro dentro da área vip. Eu sei, eu sei. Demagogo, hipócrita, pulha, vendido, etc, etc, etc&#8230; Vocês tem razão. Mas precisam entender meus argumentos: era um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">Eu sou uma prostituta.</div>
<p>Vendi minha alma.</p>
<p>Não valho nada.</p>
<p>Tanta revolta tem uma razão: <strong>acabei me vendendo à ideia de assistir o show do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Faith_No_More" target="_blank">Faith No More</a> no Rio de Janeiro dentro da área <em>vip</em></strong>. Eu sei, eu sei. <em>Demagogo, hipócrita, pulha, vendido</em>, etc, etc, etc&#8230; Vocês tem razão. Mas precisam entender meus argumentos: era um show aguardado demais, pesquisado demais. Um retorno acompanhado demais, como o de velhos amigos que não se veem há muito tempo. Era muita expectativa pra que eu pudesse acabar me frustrando por não enxergar nada direito a não sei quantos metros e cabeças de distância do palco.</p>
<p>Convenci? Acho que não&#8230; mas não me julguem, por favor. Leiam meu relato e me absolvam. Ou não.</p>
<div id="attachment_235" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-235" title="Faith No More" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/11/Faith+No+More+FNM.jpg" alt="O FNM (esq/dir): Hudson, Bordin, Bottum, Patton e Gould - faltaram os cabelos brancos" width="500" height="381" /><p class="wp-caption-text">O FNM (esq/dir): Hudson, Bordin, Bottum, Patton e Gould - faltaram os cabelos brancos</p></div>
<p><strong>Faith No More no Rio de Janeiro &#8211; Citibank Hall &#8211; 05/11/2009</strong></p>
<p>Usei a frase &#8220;<em>um retorno acompanhado demais, como o de velhos amigos que não se veem há muito tempo</em>&#8221; e fui feliz, porque o sentimento que permeou toda a apresentação do grupo foi exatamente esse. Ambos os lados estavam matando descaradamente a saudade. O público porque, como muito bem dito pelo empolgado baterista do honesto grupo <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moptop" target="_blank">Moptop</a></strong> (que abriu a apresentação do FNM no Rio), estava lá pra ver de novo uma banda que todo mundo ali cresceu ouvindo. Nessa hora involuntariamente retornei a 1990, ano em que descobri <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_AMS3XNK9CU" target="_blank"><em><strong>Epic</strong></em></a> e aqueles caras engraçados que fizeram um <em>clip</em> com um peixe fora d&#8217;água, com um vocalista que cantava com luvas de boxe que mais pareciam chapéus de cozinheiro. Não vou nem falar da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ymu7PxhXL0k" target="_blank">histórica apresentação no Rock in Rio II</a>, onde o Brasil inteiro descobriu e passou a amar o FNM.</p>
<p>Essa catarse durou uma fração de segundos, mas trouxe muita coisa de volta. Inclusive a lembrança de que gostava demais do <em><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Real_Thing_(Faith_No_More)" target="_blank">The Real Thing</a></strong></em>, que eu ouvia todo o santo dia quase até furar o vinil. Foi o álbum mais vendido da banda até hoje (apesar de não ser o melhor deles &#8211; esse é <strong><span style="text-decoration: underline;">fácil</span></strong> o <strong><em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/King_for_a_Day..._Fool_for_a_Lifetime" target="_blank">King for a day, fool for a lifetime</a></em></strong>).</p>
<p>E voltando à vaca fria, porque a banda? Bem, a banda porque assumidamente ama o Brasil, país que fez o Faith No More ser o Faith No More. Mike Patton disse (e diz) em diversas entrevistas que a história da banda teria sido bem diferente se não houvesse o Brasil. Esse amor fica evidente desde o esforço do polivalente vocalista em falar o português (que arranha muito bem) até a composição de uma bossa-nova do jeito <em>FaithNoMoreano</em> de ser, passando por inclusões de frases em português em diversas músicas e a paixão pelo grupo <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Mutantes" target="_blank">Os Mutantes</a></strong>. Além disso, sabem que um de seus públicos mais fiéis e saudosos permanece na ativa por aqui, e que sempre foram recebidos com audiências selvagens em todas as inúmeras apresentações na <em>terra brazilis</em>.</p>
<p>A noite era de extrema expectativa como se pode imaginar, e essa &#8220;tensão&#8221; dava pra ser sentida no ar sofregamente respirado pelos presentes, uma galera que variava dos 15 aos 50 anos e estava igualmente afiada nas letras das músicas.</p>
<p>E a banda entrou no palco relaxada, à vontade como não visto até então em nenhuma outra apresentação da turnê <strong><em>Second Coming</em></strong> (ou <strong><em>Reunion -</em></strong> há quem chame das duas formas). Tanto é que nem abriram o show com o <em>neo-hit</em> <strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=S_mvIQPcdbc" target="_blank">Reunited</a></em></strong> (cover da dupla setentista <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peaches_&amp;_Herb" target="_blank">Peaches&amp;Herb</a></strong>). Não precisava. Não há cerimônia entre velhos amigos. Há sim que se abraçarem e sentarem pra uma boa e longa conversa. E foi o que aconteceu. Mais de duas horas de papo. Patton gritando e a galera respondendo, Patton contando histórias, Patton extremamente preocupado com o perfeito funcionamento das coisas (até um puxão de orelha leve num ansioso Mike Bordin &#8211; monstro soberano na bateria), Patton dando esporro no técnico de som; Roddy Bottum &#8211; performático como sempre, um tecladista que foge do convencional &#8211; lançando olhares reprovadores para todos os lados quando alguém errava.</p>
<p>E erravam? Sim, meus caros. O mais legal de ficar na fila do gargarejo é ver que todo mundo ali é humano, que todo mundo erra e torce pra que ninguém tenha percebido, que um sacaneia o outro (nesse caso, <strong>cobra</strong> do outro) quando alguém erra. Os únicos dois que passaram incólumes pelas mais de duas horas de apresentação foram o tecladista e o baixista Billy Gould, com seus potentes <em>grooves</em> cheios de <em>slaps </em>- ambos com domínio total dos arranjos e de seus respectivos instrumentos.</p>
<p>Patton mais de uma vez declarou seu amor ao Rio de Janeiro e ao Brasil, acompanhado de acenos de cabeça, toques no coração, agradecimentos e reverências de Bordin lá atrás. E tanto foi tudo assim, num clima de amizade tão fraterna, que lá no segundo bis a banda retornou ao palco sob o uníssono coro de <em><strong>FALLING TO PIECES! FALLING TO PIECES!</strong></em>, música que (segundo as más línguas) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=K--zdBQyWNc" target="_blank">o FNM jurou nunca mais tocar em shows</a>, sabe-se lá o porquê. Um resignado e sorridente Mike Patton soltou: &#8220;<em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=idW5N9mUExA" target="_blank">Somente porque estamos no Rio, hein&#8230;</a></strong></em>&#8221; ao que a galera delirou. Patton levantou as mãos como quem se eximia do fato de não lembrar mais a letra (que compôs) e não teve o menor pudor de pedir ajuda a quem sabia, no caso Bordin. Gould e Bottum riam de se acabar, radiantes. Na guitarra, para tristeza dos mais ortodoxos (na maioria aqueles que permaneceram agarrados à fase <em>The Real Thing</em> da banda) não estava o mala Jim Martin, mas sim o discreto e talentoso Jon Hudson &#8211; guitarrista que contribuiu com sua pegada mais <em>jazzística</em> (salvo engano) do <strong><em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Album_of_the_Year_(Faith_No_More_album)" target="_blank">Album of the year</a></em></strong> em diante. Mesmo assim, na hora de rasgar os <em>riffs</em> de <em>Epic</em> e cia, Hudson estava lá. Discreto porém presente, a guitarra nas alturas. Escolha acertadíssima.</p>
<p>Mas quer saber? Melhor do que explicar é mostrar:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/idW5N9mUExA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/idW5N9mUExA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p><span style="color: #000000;">E terminou tudo, entrando novamente a saudade em cena tão logo as luzes se acenderam. Mas desta vez, com a sensação de dever mais do que cumprido dos dois lados.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Faltou o <em>set list</em>! Mas quer saber? Eu também mostro:</span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_236" class="wp-caption aligncenter" style="width: 413px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-236   " title="Faltou Falling to Pieces, que obviamente não estava no roteiro. Mark Bowen não rolou." src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/11/Imagem0044.jpg" alt="A set list ganha no tapa e todas as suas marcas de guerra." width="403" height="538" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A set list ganha no tapa e todas as suas marcas de guerra.</dd>
</dl>
</div>
<p>A lamentar, somente a ausência dos petardos <strong><em>Digging the grave</em></strong>; <strong><em>Cuckoo for caca</em></strong>; <strong><em>Star A.D.</em></strong>; <strong><em>Collision</em></strong>; <strong><em>RV</em></strong>; <em><strong>Mark Bowen</strong></em>; <strong><em>The Real Thing</em></strong>; <em><strong>Mouth to mouth</strong></em>; <strong><em>Take this bottle</em></strong> e <strong><em>What a day</em></strong>. Mas quer saber? Seria necessário outro show só pra tocar as músicas que eu queria ouvir. Meus presentes ficaram por conta de <em><strong>King for a day</strong></em> (musicaço, mais do que esperada) e da surpresa absoluta <strong><em>Just a man</em></strong>, que me deixou inerte inclusive pelas peripécias de Patton, montado nas costas de um segurança levando o microfone de boca em boca na fila do gargarejo. <strong>Eu cantei uma música com o Faith No More</strong>. Chupa essa manga! RÁ!</p>
<p>*****</p>
<p>Eu disse acabou? Hahahahaha, <strong>NÃO PRA MIM!</strong></p>
<p><strong>*****</strong></p>
<p><strong>Maquinária Festival 2009 &#8211; São Paulo &#8211; 07/11/2009</strong></p>
<p>Rapaz, desde o show do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/INXS" target="_blank">INXS</a> (outra banda que em certa época tentou infrutiferamente recrutar Mike Patton para os vocais) em 2002 (o último por aqui, já sem o Michael Hutchence) eu tinha a vontade absurda de bancar o <em>groupie</em> e seguir a banda de uma apresentação para a outra. Por sorte, uma sucessão de eventos fortunamente infortunos me empurrou para realizar essa vontade.</p>
<p>E lá estava eu no sabadão sob o sol escaldante da cidade de São Paulo. Um dia que contou com bandas bem pesadas, a saber:</p>
<p><img class="alignnone" title="Derek urrando" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/11/IMG_0827.JPG" alt="O Sepultura fazendo o que sabe fazer melhor" width="717" height="403" /></p>
<ul>
<li><strong>Nação Zumbi</strong> &#8211; quem já viu um show deles sabe. Manguebeat pesado e contagiante. Bom show prejudicado pelo horário e pelo calor infernal;</li>
<li><strong>Sepultura</strong> &#8211; cara, não sou ouvinte do Sepultura. Barulho demais pros meus ouvidos. No entanto, tenho que confessar que ao vivo os caras são extremamente competentes no que fazem de melhor: barulho e poeira (pelas rodinhas que rapidamente se formam). Quem quiser se aventurar um dia e assistir, não vai se arrepender;</li>
<li><strong>Deftones</strong> &#8211; eu falei que o Sepultura faz barulho? Putz, ainda não tinha visto nada até o show do Deftones. Cara&#8230; que gritaria. Tanta gritaria que ficou até monótono, pois parecia que estavam sempre na mesma música. Quem conhecia disse que o show foi memorável. Eu não conhecia e agradeci pela oportunidade de me afastar um pouco pra sentar na sombra;</li>
<li><strong>Jane&#8217;s Addiction</strong> &#8211; esse merece um parágrafo só pra ele.</li>
</ul>
<p>Sacaneei muito antes do show do Jane&#8217;s Addiction. Que ia ser rápido, que era show sem apelo, que era show exclusivo pra quem estava na área vip (e se isso me redime de alguma forma, não estava na vip desta vez)&#8230; enfim, não levava a menor fé, assim como 70% do público presente. <strong>Mifú bonito</strong>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/FD4WW2C3rk0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/FD4WW2C3rk0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>Só tenho uma palavra para o show do JA: consagrador. Aliás, tenho duas: <strong>consagrador</strong> e <strong>apoteótico</strong>. Um show daqueles que com certeza fez grande parte dos presentes correr pra internet atrás de músicas da banda. Produção impecável, com direito à <em>performances</em> de bailarinas, imagens no telão e alta interatividade com o público. Perry Farrel pode ser um cara esquisitão &#8211; e seu figurino totalmente Ney Matogrosso não deixou dúvidas sobre isso &#8211; mas é um <em>frontman</em> de mão cheia. O cara domou o público com suas reboladas, matando uma garrafa de vinho entre uma música e outra, com dois belos escorregões no palco &#8211; os quais tirou de letra arrancando aplausos, e conversando direta e confortavelmente com seus novos fãs, fazendo-se entender mesmo sem falar palavra sequer em português. &#8220;<em>Yes, everybody suffers. Take a look at Dave Navarro. Perfect stomach, perfect arms, perfect chest. But Dave Navarro suffers for love</em>&#8220;. E a platéia vinha abaixo. Farrel fez o público lamentar o fim do show do Jane&#8217;s Addiction, e na minha modesta opinião, fez com sua banda o grande show do dia. Vendeu seu <strong><em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lollapalooza" target="_blank">Loolapalooza</a></em></strong> direitinho. O Faith No More que não me ouça. O único senão ficou por conta exatamente da outra estrela da banda: o guitarrista Dave Navarro. Burocrático de dar raiva, Navarro parecia tocar por obrigação e poucas vezes recebia refletores mesmo durante seus solos de guitarra. Deixou a impressão de ser uma mala e realmente estar sofrendo por causa de alguma coisa. Talvez as calças de couro debaixo de um sol de mais de 30ºC.</p>
<ul>
<li><strong>Faith No More</strong> &#8211; a grande atração da noite, de longe o mais aguardado. Público nervoso, ainda mais quando no exato momento em que a banda pisava no palco cai uma chuva torrencial, fazendo a equipe técnica correr desesperadamente para cobrir tudo, atrasando o então iminente início do show. Meia hora depois a chuva parou, volta a equipe técnica para regular tudo de novo e vem a banda para o palco. Público delira freneticamente com a entrada de Patton no palco com um imenso guarda-chuva. Aqui sim abriram com <em>Reunited</em>, seguindo o resto do <em>set list</em> praticamente idêntico ao do Rio. A diferença ficou por conta dos dois bis, onde rolaram <strong><em>Godfather&#8217;s theme</em></strong>, <strong><em>Stripsearch</em></strong> e <strong><em>Digging the grave</em></strong> e do coro de <strong><em>PORRA! CARALHO!</em></strong> que Patton literalmente arrancou de vários integrantes da platéia ensandecida<em>.</em></li>
</ul>
<p>Duas coisas atrapalharam o bom show do FNM em São Paulo: a chuva e os vacilos da equipe técnica, que contribuíram para deixar os músicos visivelmente nervosos. Patton discutiu violentamente em pleno palco com algum técnico no <em>backstage</em>, e seus gritos e gestos deixavam clara a sua insatisfação. Jon Hudson passou praticamente o show inteiro olhando sobre seu ombro esquerdo e balançando a cabeça, igualmente contrariado. Coisas que devem ter passado batidas pra muita gente, ainda mais pra quem já estava chapado àquela altura do campeonato (e que não eram poucos). A nota triste foi a declaração de Mike Patton para o público informando que talvez esta fosse a última vez que o Faith No More se apresentava no Brasil. &#8220;<strong><em>Talvez, talvez&#8230; who knows</em></strong>&#8220;. Foi nessa hora em que com certeza arrancou o maior número de <strong><em>PORRA! CARALHO!</em></strong>&#8216;s da platéia.</p>
<p>De fato, Mike Bordin já disse que retorna à banda de Ozzy Osbourne ano que vem para lançamento de novo disco, saindo em turnê logo em seguida. O futuro do Faith No More é incerto até aqui. Certo mesmo é que, como todos puderam comprovar, seu público permanece fiel e apaixonado. E assim permanecerá enquanto houver malucos como esse que vos escreve. E certo também é que os laços afetivos da banda com o Brasil estão mais estreitos do que nunca.</p>
<p>*****</p>
<p>Sobre o <strong>Maquinária Festival 2009</strong>: não vi nada do alardeado &#8220;<em><a href="http://www.maquinariafestival.com/2009/index.php#/conceito" target="_blank">conceito de festivais europeus</a></em>&#8220;, a não ser que também tenham guardado isso com exclusividade para a área <em>vip</em> (o que a julgar pelas redes penduradas nas árvores em situação de camarote, é bem possível de ter acontecido). O que eu vi: um número ridículo de cabines de banheiro (<a href="http://gaburah.com/2009/09/01/o-rock-n-roll-morreu/" target="_blank">parece que eu tava adivinhando</a>); preços abusivos, pra variar (refrigerantes R$ 6,00, água R$ 4,00, camisetas R$ 50,00); proibição da entrada de alimentos mesmo numa maratona dessas, com mais de 10h de festival (algum segurança se fartou com as minhas barrinhas de cereal) e <strong>total e absoluta falta de planejamento para facilitar a vida das pessoas na saída</strong>. Não havia táxi nem ônibus. Um perrengue de dar ódio. Pra piorar a vida de todo mundo, a cidade de São Paulo recebia mais dois festivais de grande porte no mesmo dia e que estavam terminando praticamente no mesmo horário, o que contribuía ainda mais pra tirar qualquer Cristo do sério. Pra piorar ainda mais, alguns taxistas sem caráter estavam cobrando até R$ 200 por uma corrida, capitalizando em cima do desespero alheio.</p>
<p>Enfim, <strong>ao Maquinária Festival</strong>, <strong>NOTA ZERO em organização</strong>. Que revejam TODOS os seus &#8220;conceitos europeus&#8221; para 2010 antes de sair anunciando e <strong><span style="text-decoration: underline;">tirando</span></strong> qualquer vantagem por aí.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<div id="attachment_240" class="wp-caption alignnone" style="width: 527px"><img class="size-full wp-image-240   " title="Conceito europeu, é?" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/11/IMG_0799.JPG" alt="Você viu algum conceito europeu por aí?" width="517" height="290" /><p class="wp-caption-text">Você viu algum conceito europeu por aí?</p></div>
</div>
<p>*****<br />
<strong>*Post reentitulado devido ao brilhante título criado pelo amigo Virso!, agora co-autor do blog.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Rock n&#8217; Roll morreu</title>
		<link>http://gaburah.com/2009/09/01/o-rock-n-roll-morreu/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 16:49:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Rock 'n' Roll]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ética na sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu queria saber quem foi o mau caráter que inventou a área vip. &#8220;Área importante&#8221; pra mim é um banheiro limpo. Quero ver se com isso sim vão se preocupar. O show do Faith No More (banda cultuadíssima no Brasil, que retorna ao país depois de retomar as atividades interrompidas há mais de dez anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu queria saber quem foi o mau caráter que inventou a <em><strong>área vip</strong></em>.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_224" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-224" title="Pagou, vipou." src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/09/darth_vader_no_banheiro_quimico.jpg" alt="Área importante pra mim é um banheiro limpo. Quero ver se com isso sim vão se preocupar." width="480" height="267" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8220;Área importante&#8221; pra mim é um banheiro limpo. Quero ver se com isso sim vão se preocupar.</dd>
</dl>
</div>
<p>O show do <strong>Faith No More</strong> (banda cultuadíssima no Brasil, que retorna ao país depois de retomar as atividades interrompidas há mais de dez anos e dona de um fiel e gigantesco séquito de fãs) na merda do Citibank Hall vai ter “área vip”. No Maquinária FESTIVAL também. O FESTIVAL Planeta Terra também vai ter a sua.</p>
<p><strong>ÁREA VIP EM CASA DE SHOW?!?</strong> A p$%#@ da casa de show já não tem camarote, sacada, essas m#$%@ justamente para aqueles que querem pagar mais pra não ficar no aglomerado? VSF!</p>
<p>Área VIP (de <em>very important people</em>) em show de rock é a coisa mais mau-caráter já inventada pelo empresariado oportunista. Contraria em todos os sentidos o espírito de concepção da música e das apresentações. Festivais então nem se fala. Nada mais é do que uma putaria sem tamanho. É mais uma forma que os organizadores encontraram de tomar mais dinheiro dos fãs, ávidos por curtir seus ídolos mais de perto em oportunidades esparsas como essa. Infelizmente (e é por isso que essas práticas picaretas proliferam) vai ter muita gente pagando o preço de querer ficar mais perto. Até eu enquanto fã desesperado cheguei a cogitar a ideia, porque me sinto encurralado frente à opção de não poder assistir o show direito ou mais longe do palco.</p>
<p><strong>Que saudade da época em que se respeitava o público.</strong></p>
<p>Estou enojado desse papo. É a pá de cal que faltava para o enterro do rock n’ roll. Tudo agora é área vip. Nego só pensa na p%#$@ do dinheiro. Já era aquela história de confraternização, de curtir um bom show de rock no meio da galera, mais um na multidão. Agora os <em>vip&#8217;s</em> (termo de merda) ficam lá na frente separando as bandas do <em>resto</em>.</p>
<p>Também me pergunto o quanto de influência os artistas poderiam ter para evitar práticas ofensivas como essa. Se eu tenho uma banda foda e tenho milhões de fãs, de que me adiantaria fazer um show longe deles, com meia dúzia de endinheirados, artistas e <em>personalidades</em> na frente atrapalhando a minha interação com meu público?</p>
<p>Quanto aos festivais e à completa distorção de seu <em>entendimento</em> pelos seus <em>organizadore$$</em>, eu pergunto: Woodstock teve área vip? O Rock in Rio teve área vip (na frente de todo mundo)? Wembley tem área vip? A Brixton Academy tem área vip? O Download tem área vip? O Rock en Seine tem área vip? <strong><span style="text-decoration: underline;">Isso é coisa de republiqueta terceiro mundista</span></strong>.</p>
<p>Nem sei mais se vou nessa merda. Pra ficar atrás de área vip, já vou no Maquinária (outro festivalzinho filho da puta, que ainda tem a cara-de-pau de declarar que traz &#8220;a grandiosidade dos festivais europeus de música ao vivo em locais abertos&#8221;) ficar jogando areia em global.</p>
<p>Como já gritava Lenny Kravitz (mais um show que sofreu com essa merda) pra quem quisesse ouvir, <em>rock n&#8217; roll is dead</em>!</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GqzzAyGl3zA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/GqzzAyGl3zA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>Rock n&#8217; roll is dead</strong> &#8211; Music &#038; Lyrics: Lenny Kravitz<br />
You think you&#8217;re on top of the world<br />
But you know it&#8217;s really over<br />
Runnin&#8217; round with diamond rings<br />
And coke spoons that are overflowin&#8217;<br />
Rock and Roll is dead<br />
But all the money in the world<br />
Can&#8217;t buy you from the place you&#8217;re going to<br />
Rock and Roll is dead<br />
Rock and Roll is dead<br />
Rock and Roll is dead<br />
You can&#8217;re even sing or play an instrument<br />
So you just scream instead<br />
You&#8217;re living for an image<br />
So you&#8217;ve got five hundred women in your bed<br />
Rock and Roll is dead<br />
But it&#8217;s real hard to be yourself<br />
When you&#8217;re living with those demons in your head<br />
Rock and Roll is dead<br />
Rock and Roll is dead<br />
Rock and Roll is dead&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Adotar é tudo de bom!</title>
		<link>http://gaburah.com/2009/02/05/adotar-e-tudo-de-bom/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 15:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pequenos Gestos Grandes Seres Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ética na sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é merchandising. Não é patrocínio do site. É apenas o meu elo na corrente. Eu participo. Já comprei minha camiseta e é bacana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é <em>merchandising</em>. Não é patrocínio do <em>site</em>.</p>
<p>É apenas o meu elo na corrente.</p>
<p>Eu participo. Já comprei minha camiseta e é bacana.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adotaretudodebom.com.br/index.php/entenda" target="_blank"><img class="size-full wp-image-149 aligncenter" title="Campanha Pedigree® Adotar é tudo de bom" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/02/entenda_foto.jpg" alt="" width="373" height="384" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.adotaretudodebom.com.br/index.php/entenda" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-150" title="Entenda" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/02/entenda_selo_novo.gif" alt="" width="373" height="178" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Mundo é de todas as criaturas do Mundo!</title>
		<link>http://gaburah.com/2008/06/26/o-mundo-e-de-todas-as-criaturas-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 00:01:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Pequenos Gestos Grandes Seres Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ética na sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Extraído do Jornal O Globo: Ibama multa dono que bateu em poodle na rua Publicada em 06/06/2008 às 22h07m BRASÍLIA &#8211; Patrick De Meauntroux, de 18 anos, foi multado em R$ 2 mil pelo Ibama e vai responder a processo por ter agredido com tapas e pontapés Bob, seu cachorro poodle, de cor preta. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/o-mundo-e-de-todas-as-criaturas-do-mundo.jpg"></a>Extraído do <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/06/06/ibama_multa_dono_que_bateu_em_poodle_na_rua-546698547.asp" target="_blank">Jornal O Globo</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Ibama multa dono que bateu em poodle na rua</strong></p>
<p id="atual">Publicada em <strong>06/06/2008</strong> às 22h07m</p>
<p>BRASÍLIA &#8211; Patrick De Meauntroux, de 18 anos, foi multado em R$ 2 mil pelo Ibama e vai responder a processo por ter agredido com tapas e pontapés Bob, seu cachorro poodle, de cor preta. A agressão ocorreu no fim da tarde de quinta-feira, em Brasília. O jovem escapou de apanhar de populares depois de bater no cão. Patrick acabou fugindo, e sua namorada levou o animal a uma clínica veterinária, com uma das patas quebradas e problemas na bacia. Bob passou por cirurgia para colocar uma placa de metal na tíbia.</p>
<p>Patrick reapareceu nesta sexta e foi autuado pelo coordenador de Fiscalização de Fauna do Ibama, Antônio Paiva Ganme. O órgão ainda representará contra ele no Ministério Público Federal, e o jovem pode responder a processo com base na Lei de Crimes Ambientais. Patrick chegou a negar a agressão e disse que pisou sem querer no animal. Depois, admitiu aos fiscais do Ibama que perdeu a cabeça e não entendia a razão de ter agido com tanta violência.</p></blockquote>
<p>Lendo essa matéria, me recorreu um pensamento de <em><strong>Mahatma Gandhi</strong></em> que diz mais ou menos isso:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>&#8220;A GRANDEZA DE UMA NAÇÃO PODE SER JULGADA PELO MODO QUE SEUS ANIMAIS SÃO TRATADOS&#8221;</strong></p>
<p>Até nisso o Brasil é um país de contrastes.</p>
<p>Se por um lado observamos diariamente casos de barbaridades e covardias promovidas contra animais de várias espécies, de outro enxergamos um número cada vez maior de pessoas que gastam uma bela soma no mês para cuidar de seus animais de estimação.</p>
<p>O fato é que muita gente se mete a arrumar um cão ou um gato ou qualquer outro mascote mas raramente se dá conta de que está assumindo um compromisso <strong>com</strong> e <strong>para</strong> uma vida toda, pois o mascote é um <strong>ser vivo</strong> que vai passar pelo menos uns bons quinze anos ao seu lado e é <strong>totalmente dependente</strong> do seu cuidado. &#8220;Cachorro é o filho que não cresce nunca&#8221;. O triste é que muita gente só se dá conta disso depois que passa a fase do filhote bonitinho, quando a sujeira fica maior, o gasto fica maior e o trabalho fica maior.</p>
<p>Em diversas regiões, infelizmente, o reflexo disso é o grande número de abandonos registrado principalmente nas épocas de férias, apesar das crescentes campanhas de conscientização e combate à tão <strong>covarde</strong> prática.</p>
<p>Nos Estados Unidos, se uma pessoa quer ter um animal de estimação, precisa registrá-lo e pagar uma licença para isso. E se por acaso o animal foge ou é abandonado, o dono é acionado e responde - podendo inclusive ser devidamente penalizado. Se antes eram usadas as plaquinhas de identificação (as famosas <em>dog-tags</em> &#8211; e essa é a origem do nome daquelas plaquinhas que os soldados utilizam), hoje - com toda a evolução da tecnologia &#8211; existem recursos como <em>microships</em> implantados sob a pele dos animais e localização por GPS. E o cerco aos responsáveis se fecha. O problema é a tal da carrocinha, que recolhe animais perambulantes que se não forem resgatados num prazo x, acabam virando sabão.</p>
<p>O Brasil precisa é adaptar sua legislação no que se refere à posse de animais domésticos. Primeiro para dar responsabilidade ao sujeito que quer ter um animal de estimação porém acha que é um bem descartável. Segundo porque essa talvez fosse a melhor maneira de resolver o problema do cada vez maior número de animais de rua nas cidades de todo o país, coisa que hoje é feita de maneira heróica por voluntários que recolhem, tratam, castram e <strong>TENTAM</strong> arranjar um dono. Só que para cada animal que é recolhido e tratado, outros cinco (em estimativa otimista) aparecem na rua, e o ciclo não acaba nunca.</p>
<p>Nos EUA (recorro ao exemplo estadunidense pois pra mim é um modelo eficiente), se uma pessoa se dispõe a ter um animal de estimação, ela precisa provar que pode cuidar e pagar para isso. No Brasil, cada mendigo de rua tem pelo menos dois companheiros, e normalmente um casal. Aí&#8230; E também acontece isso em casas bacanas, em barracos, em apartamentos&#8230; &#8220;Ah, deixa cruzar só uma vezinha&#8230;&#8221; Quem nunca ouviu ou se pegou falando uma sandice dessas?</p>
<p>O que entristece é ver o total desrespeito à vida, em todas as suas formas, pela sociedade atual. O homem cada vez mais agride o meio ambiente e insiste (apesar de toda a evolução da espécie) em tratar as outras criaturas que co-habitam este mundo de Deus como seres inferiores.</p>
<p><strong>É fato</strong> que não existe criatura mais ou menos inteligente. Isso já foi amplamente discutido cientificamente, espiritualmente, filosoficamente, racionalmente e passionalmente. O que existe são diferentes inteligências entre todas as criaturas, inclusive o homem. E talvez o que atrapalhe tanto a verdadeira evolução do homem seja justamente a auto-proclamada <em>superioridade</em> (sic), que desde que nos entendemos por gente, lá no colégio primário, somos convencidos de ser donos. Depois de crescido, passei a acreditar que não passamos de mais uma espécie nesse mundo, que deveria justamente por sua inteligência aperfeiçoada saber respeitar os demais e promover uma existência harmônica e pacífica entre tudo e todos.</p>
<p>Analisando friamente, o homem se encaixa muito mais no conceito de <strong>praga</strong>, <a href="http://gaburah.com/2007/10/13/al-gore-e-suas-verdades-inconvenientes/#comment-644" target="_blank">e por isso gostei tanto de um filme recente chamado <em><strong>Fim dos Tempos</strong></em></a>.</p>
<p>*****</p>
<p>Palmas para o Ibama. O precedente aberto pelo órgão é um divisor de águas na questão da responsabilidade do brasileiro no trato com os animais. E que seja extrapolada para outras questões tão graves, como o tráfico de animais silvestres e a farra do boi em SC. São lutas espinhosas e árduas, mas é pra frente que se anda. E por mais que se diga o contrário, a reestruturação e renovação dos quadros do funcionalismo público pela qual os diferentes órgãos do governo vêm passando tem trazido também gás renovado para a eficiência dos mesmos.</p>
<p>*****</p>
<p>Outra reportagem que li há um certo tempo dava conta de que a corte marcial do exército americano prendera dois soldados que realizaram uma suposta filmagem no Iraque onde maltratavam animais de rua. A corte estava analisando para verificar a autenticidade e anunciava pesadas punições aos oficiais caso fossem comprovadas as denúncias.</p>
<p>Gosto de pensar que estes são sinais de que o mundo está mudando. A opinião pública pelo menos se faz manifestar hoje em dia, numa realidade em que os canais de comunicação estão cada vez mais rápidos, acessíveis e chegam a cada vez mais pessoas. E cada vez mais pessoas manifestam sua indignação frente a episódios de barbárie desta natureza.</p>
<p>Só que, como tudo, <strong>consciência sem ação não vale de nada</strong>. Então pense muito bem antes de arranjar um animal de estimação. E quando decidir que realmente vai arranjar, pense mais um pouco. Lembre que você vai assumir um compromisso para uma vida inteira, e que abandonar uma criatura que vai ter você como uma figura divina é uma covardia e uma falha de caráter repugnante.</p>
<p>O Mundo não é só seu. Nem meu. <strong>O Mundo é de todas as criaturas do Mundo!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/o-mundo-e-de-todas-as-criaturas-do-mundo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-95 aligncenter" title="Pense nisso" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/o-mundo-e-de-todas-as-criaturas-do-mundo-230x300.jpg" alt="" width="230" height="300" /></a></p>
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		<title>Uma dupla que deixa o céu mais alegre</title>
		<link>http://gaburah.com/2008/04/03/uma-dupla-que-deixa-o-ceu-mais-alegre/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 23:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Rock 'n' Roll]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>

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		<description><![CDATA[O INXS de Michael Hutchence acompanhado de Ray Charles! Mais um dos memoráveis e excelentes números musicais apresentados no talk show do David Letterman, um cara que entende das coisas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O INXS de <strong>Michael Hutchence</strong> acompanhado de <strong>Ray Charles!</strong></p>
<p>Mais um dos memoráveis e excelentes números musicais apresentados no <em>talk show</em> do David Letterman, um cara que entende das coisas.</p>
<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2hP4dqv-os4&#038;hl=en"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2hP4dqv-os4&#038;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
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		<title>Uma equação simples</title>
		<link>http://gaburah.com/2008/03/29/uma-equacao-simples/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 02:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>

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		<description><![CDATA[Mera coincidência? &#160; &#160; &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mera coincidência?</p>
<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/03/eco.jpg" title="eco.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/03/eco.jpg" title="eco.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/03/eco.jpg" title="eco.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/03/eco.jpg" title="eco.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/03/eco.thumbnail.jpg" alt="eco.jpg" align="left" /></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Adeus, Beto Carrero</title>
		<link>http://gaburah.com/2008/02/01/adeus-beto-carrero/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 15:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasileiros à vera]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Pequenos Gestos Grandes Seres Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ética na sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[À 0:05h de hoje, o Brasil perdeu um de seus mais ilustres cidadãos. Vítima de um quadro de insuficiência cardíaca, Beto Carrero faleceu aos 70 anos de idade. Quando soube, tratei a notícia como mais uma daquelas piadas de morte que brasileiro adora. Mas quando constatei a veracidade, lamentei principalmente a perda de uma pessoa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À 0:05h de hoje, o Brasil perdeu um de seus mais ilustres cidadãos.</p>
<p>Vítima de um quadro de insuficiência cardíaca, <strong>Beto Carrero</strong> faleceu aos 70 anos de idade.</p>
<p>Quando soube, tratei a notícia como mais uma daquelas piadas de morte que brasileiro adora. Mas quando constatei a veracidade, lamentei principalmente a perda de uma pessoa que realmente fará falta.</p>
<p>Nunca conheci pessoalmente, mas sem dúvida Beto Carrero é uma das referências construtivas da minha infância, bem como de muitos brasileiros de todas as idades.</p>
<p>Beto Carrero, e seu alter-ego João Batista Sérgio Murad, deixam o legado de um parque temático muito bem estruturado que resistiu a crises econômicas e modismos, além da imagem de uma pessoa de bem, preocupada em perpetuar os valores da preservação ambiental, do amor e respeito aos animais, do respeito aos idosos e da generosidade, calcada desde seus programas educativos até o simples gesto de estender a mão ao Dedé Santana quando todo o meio artístico lhe deu as costas.</p>
<p>O Brasil perde, talvez, mais até do que imagina. Perdeu um de seus cidadãos mais exemplares.</p>
<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/02/beto-carrero.jpg" title="beto-carrero.jpg"><img src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/02/beto-carrero.thumbnail.jpg" alt="beto-carrero.jpg" align="left" /></a>Que os responsáveis por seu legado saibam honrar e perpetuar a sua memória.</p>
<p>Obrigado, <em>cowboy</em>.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bruce Lee: the lost interview</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Dec 2007 15:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aikido]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Marciais]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce Lee]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Karate-Do]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>

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		<description><![CDATA[A famosa entrevista de Bruce Lee onde ele declama a jóia: Be like water, my friend. A entrevista dura uns 25 min e é toda em inglês, sem legendas, mas quem quiser fazer uma forcinha pra entender tudo com certeza não vai se arrepender. Entenda (um pouco) porque Bruce é um cara tão cultuado até hoje, uma referência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A famosa entrevista de Bruce Lee onde ele declama a jóia: <em>Be like water, my friend</em>. A entrevista dura uns 25 min e é toda em inglês, sem legendas, mas quem quiser fazer uma forcinha pra entender tudo com certeza não vai se arrepender.</p>
<p align="left"><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2007/12/blee.jpg" title="blee.jpg"><img align="right" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2007/12/blee.jpg" alt="blee.jpg" title="blee.jpg" /></a>Entenda (um pouco) porque Bruce é um cara tão cultuado até hoje, uma referência para praticantes de artes marciais que buscam o caminho. E como ele transportava tanto a parte técnica quanto a filosofia de tudo o que praticava para a sua vida, e seu entendimento sobre o mundo. </p>
<p><strong>Um presente de Natal antecipado do <a href="http://gaburah.com">Gaburah.com</a></strong></p>
<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eZ0RF_QetSQ&#038;rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/eZ0RF_QetSQ&#038;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Pro S.I.F não se f&#8230;</title>
		<link>http://gaburah.com/2007/10/31/pro-sif-nao-se-f/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 13:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ética na sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[O Serviço de Inspeção Federal brasileiro é o Judas da vez. E como era de se esperar, a imprensa já disparou sua cobertura carnavalesca e deu início à histeria coletiva. Semana passada, a Polícia Federal desbaratou um esquema de adulteração de leite (com uso de conservantes &#8211; soda cáustica e água oxigenada) por parte de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Serviço de Inspeção Federal brasileiro é o Judas da vez.</p>
<p>E como era de se esperar, a imprensa já disparou sua cobertura carnavalesca e deu início à histeria coletiva.</p>
<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2007/10/vaca.jpg" title="vaca.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2007/11/leite.jpg" title="leite.jpg"><img align="left" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2007/11/leite.thumbnail.jpg" alt="leite.jpg" title="leite.jpg" /></a>Semana passada, a Polícia Federal desbaratou um esquema de adulteração de leite (com uso de conservantes &#8211; soda cáustica e água oxigenada) por parte de cooperativas no estado de Minas Gerais. Ontem (30/11), os jornais já veiculavam a descoberta de uma nova falcatrua: a alteração da data de validade do queijo tipo muzzarela, também no estado de MG.</p>
<p>Hoje de manhã, vi num canal televisivo a coluna de um jornalista pelo qual tenho certo respeito, <strong>indagado sobre como comprovar a qualidade do leite brasileiro</strong> (sic).</p>
<p>Ora, vamos por partes. Primeiro de tudo: desde quando a um jornalista cabe a emissão de um parecer técnico quanto à qualidade de um produto de origem animal que regularmente é alvo (assim como todos os produtos de origem animal que carregam o selo do S.I.F.) de constantes análises oficiais em laboratórios credenciados? Se o espectador, do alto da sua ignorância, deseja uma opinião técnica e <strong>fidedigna</strong> (e não um palpite, por maior que seja a boa vontade do jornalista &#8211; o que talvez não seja o caso, já que o negócio da imprensa é criar polêmica) então que ele procure um técnico habilitado e especializado no assunto. Em todos os estados brasileiros existem as <strong>Superintendências Federais de Agricultura</strong>, representantes estaduais do MAPA, onde irão encontrar muitos profissionais capacitados a sanar qualquer dúvida de maneira racional e embasada, e não mais um pra colocar lenha na fogueira.</p>
<p>Segundo de tudo: pra quem não sabe (e isso a imprensa NUNCA diz), o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal brasileiro é tido como <strong>O MELHOR SISTEMA DE INSPEÇÃO DO MUNDO</strong>, com uma das legislações mais completas, rigorosas e eficientes - o RIISPOA (Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal), datado de 1952 e (pasmem!) utilizado eficientemente até hoje, claro que passando por constantes atualizações e adequações às crescentes tecnologias e exigências internacionais.</p>
<p>E agora vêm <strong>diversas empresas</strong> declararem (como eu assisti em entrevistas na TV) que desejam que <strong>o sistema de fiscalização do governo seja intensificado, que as empresas precisam de maiores garantias sobre a qualidade do que é produzido, QUE SEJAM MAIS FISCALIZADAS</strong> e etc e tal.</p>
<p>O que me deixa mais puto é a CARA DE PAU que alguns empresários têm de soltar uma declaração dessas. Claramente, essa é uma tentativa TORPE de queimar toda a estrutura do Serviço de Inspeção Federal brasileiro junto à opinião pública. Se a gente fizer uma forcinha, só uma forcinha de raciocínio, vamos pensar no seguinte: quem é o maior interessado em adulteração de produtos? Quem é que busca várias maneiras (lícitas e eventualmente ilícitas) de aumentar os rendimentos e conseqüentemente os lucros do que produz? É o fiscal? É o agente de inspeção? Para aqueles que não quiseram fazer a forcinha: <strong>NÃO! É O PRÓPRIO EMPRESÁRIO MAL INTENCIONADO QUE VAI APROVEITAR O MOMENTO PRA LIVRAR A CARA E QUEIMAR O GOVERNO E O SERVIÇO DE FISCALIZAÇÃO! ÓBVIO!</strong></p>
<p><strong>Quem tem que garantir a qualidade do que está sendo produzido é A EMPRESA, e ao S.I.F cabe fiscalizar, permanente ou esporadicamente, aquilo que é produzido. Não vamos permitir que haja essa inversão de valores. A EMPRESA É A GRANDE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE PRODUZ.</strong></p>
<p>Não estou aqui pra livrar a cara do fiscal envolvido no caso, caso seja comprovada sua conivência ou sua participação no esquema. Muito menos estou aqui pra dizer que todas as empresas e seus proprietários não prestam. Tem muita gente boa, consciente e preocupada com a qualidade daquilo no que estão colocando o nome estampado.</p>
<p>Existem excelentes empresas e maus profissionais de fiscalização. Assim como excelentes profissionais de fiscalização e empresas criminosas. São os dois lados da moeda, que dizem respeito ao caráter do ser humano (<a href="http://gaburah.com/2007/10/18/tropa-de-elite/">o que já foi brevemente discutido em outro tópico</a>), e que infelizmente podem fazer a diferença na balança para o bem ou para o mal.</p>
<p>O que eu gostaria de chamar a atenção dos meus quatro leitores é o cuidado que devemos ter quando nos depararmos com uma notícia sensacionalista veiculada sem o menor cuidado a fim de vender jornal. <strong>Isso inclusive é jogar contra o patrimônio:</strong> os mercados internacionais estão cada vez mais exigentes, e o Brasil desponta hoje como um dos maiores (senão O maior) produtor de alimentos do mundo &#8211; o que sinceramente desperta um feroz e perigoso jogo de mercados no cenário internacional. Uma notícia dessas, tratada da forma leviana como tem sido feito, colocando em xeque a eficiência da fiscalização e a qualidade higiênico-sanitária dos produtos brasileiros, literalmente é dar munição pro inimigo. E daí tome de barreiras alfandegárias, tome de queda de preços, tome de queda de vendas, tome de encalhe de produção, tome de desemprego, tome de pobreza, tome de violência, tome de tudo quanto é lado&#8230;</p>
<p>É preciso que a população se tranqüilize quanto a qualidade do que está consumindo, ainda que o faça de forma consciente, procurando conhecer as empresas das quais consome ou procurando as <a href="http://www.agricultura.gov.br/">SFA&#8217;s estaduais</a> para tirar as suas dúvidas. E é preciso que a imprensa cesse esse tipo de exploração do medo e da histeria pra vender jornal, mas isso seria querer demais. Mas se não muda a imprensa, que mude a consciência e a maturidade de quem lê (se é que também não é querer demais).</p>
<p><strong>O Serviço de Inspeção Federal do Brasil é sim o melhor do mundo</strong>. <strong>Isso ninguém fala, mas essa é uma briga que o governo brasileiro <u>tem que comprar,</u> e não deixar pedra sobre pedra quanto à qualquer dúvida sobre sua seriedade</strong>.</p>
<p>No entanto, é claro que o serviço precisa de modificações, grande parte delas urgente: é preciso que se crie uma escola de formação e atualização dos profissionais de fiscalização oficial; é preciso que se melhorem as condições de trabalho oferecidas a estes mesmos profissionais (que muitas vezes trabalham em condições heróicas), <strong>e é preciso sim que a parte do empresariado que quer armar tramóia e depois enfiar tudo via enema no S.I.F seja devidamente identificada e limada do mercado</strong>, porque em muitos casos (com ou sem o envolvimento de profissionais desvirtuados do serviço) serão eles que promoverão casos tristes como estes que temos assistido, colocando em risco a imagem do país frente ao resto do mundo.</p>
<p>Consuma e se informe de verdade.</p>
<p>Inspecionado.</p>
<p align="center"><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2007/10/selo-sif.JPG" title="selo-sif.JPG"><img align="middle" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2007/10/selo-sif.JPG" alt="selo-sif.JPG" title="selo-sif.JPG" /></a></p>
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