Não é merchandising. Não é patrocínio do site.
É apenas o meu elo na corrente.
Eu participo. Já comprei minha camiseta e é bacana.
Dia 2 de janeiro de 2009 a nova diretoria eleita assume a gestão do Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas por três anos, após uma passagem brilhante do emérito esportista e botafoguense Bebeto de Freitas durante dois triênios.
A gestão de Bebeto foi um divisor de águas na forma de administração dos clubes cariocas. Bebeto assumiu o alvinegro com a proposta de uma gestão moderna, transparente, profissional e dentro da realidade financeira – catastrófica - do clube. Em seis anos deu mostras de sobra de que estava falando sério, defendendo o Botafogo em diversas situações (fisicamente, inclusive) e comprando muita briga feia (que os teóricos da conspiração – assim como eu – acreditam terem sido pivô de represálias pardas ao longo dos campeonatos em que o alvinegro foi reconhecidamente prejudicado).
Algumas das brigas do Bebeto:
É verdade que o descontrole finaceiro assolou o Botafogo no segundo semestre de 2008 e além disso a nova gestão enfrenta novos desafios como a melhor forma de se utilizar o Engenhão ou montar uma equipe praticamente do zero para 2009. Torço sinceramente para que a nova diretoria acerte e que tenha serenidade para superar todas as dificuldades que enfrentará. Torço também para que a passagem do Bebeto pelo Atlético-MG dê muito certo e que ele aprenda muito, para que num possível/provável retorno ele possa fazer o Botafogo crescer ainda mais.
Tenho a certeza de que não relatei tudo aquilo a que devo um OBRIGADO sincero ao Bebeto de Freitas. Ainda assim, manifesto meu reconhecimento e minha gratidão a um cara que renunciou de muita coisa ao longo desses seis anos em função de um amor “que ninguém cala!”.
Acordei nesta sexta-feira dia 22 ávido por informações sobre a situação dos aeroportos do país, pois precisava encarar um mais tarde. Recebida a má notícia às sete e meia da manhã, comecei o tradicional processo de zapping antes do café, e acabei dando de cara com uma SENSACIONAL entrevista do presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas ao Juca Kfouri.
Pouco se falou de futebol, na verdade. A maior parte do papo girou em torno do clube e dos projetos pra tirar o Botafogo do buraco que antes que esqueçamos, ainda é muito fundo. E bota fundo nisso.
Entre outras coisas, fiquei sabendo que Bebeto não recebe um tostão sequer por estar ocupando a presidência, e desde 2003 – quando assumiu – vive apenas de seus próprios recursos, adquiridos da sua vitoriosa carreira de esportista e treinador de sucesso internacional. E mesmo assim, só não repetirá o mandato porque o estatuto do clube não permite que haja nova reeleição. Mais ainda: que o Botafogo sobrevive também graças a recursos financeiros de benfeitores que colocam dinheiro no clube, entre outros o velho conhecido da galera Montenegro.
Achei uma entrevista maravilhosa, porque mostrou um pouco da relação totalmente apaixonada que Bebeto tem com o Botafogo, o que inclusive o levou a se afastar dos jogos para evitar que justamente essa paixão interfira no trabalho realizado dentro de campo.
Bebeto, meu chapa, sempre fui seu fã. E espero um dia poder encontrar você nas arquibancadas do Maraca (local que você tanto gosta e de onde sente tanta falta) para poder apertar sua mão e pessoalmente poder dizer “muito obrigado“. Você é FODA, cara.
Pra quem quiser ver (pra botafoguense é obrigatório), tem uma reprise ainda hoje às 19:30h. Não percam!
Extraído do Jornal O Globo:
Ibama multa dono que bateu em poodle na rua
Publicada em 06/06/2008 às 22h07m
BRASÍLIA – Patrick De Meauntroux, de 18 anos, foi multado em R$ 2 mil pelo Ibama e vai responder a processo por ter agredido com tapas e pontapés Bob, seu cachorro poodle, de cor preta. A agressão ocorreu no fim da tarde de quinta-feira, em Brasília. O jovem escapou de apanhar de populares depois de bater no cão. Patrick acabou fugindo, e sua namorada levou o animal a uma clínica veterinária, com uma das patas quebradas e problemas na bacia. Bob passou por cirurgia para colocar uma placa de metal na tíbia.
Patrick reapareceu nesta sexta e foi autuado pelo coordenador de Fiscalização de Fauna do Ibama, Antônio Paiva Ganme. O órgão ainda representará contra ele no Ministério Público Federal, e o jovem pode responder a processo com base na Lei de Crimes Ambientais. Patrick chegou a negar a agressão e disse que pisou sem querer no animal. Depois, admitiu aos fiscais do Ibama que perdeu a cabeça e não entendia a razão de ter agido com tanta violência.
Lendo essa matéria, me recorreu um pensamento de Mahatma Gandhi que diz mais ou menos isso:
“A GRANDEZA DE UMA NAÇÃO PODE SER JULGADA PELO MODO QUE SEUS ANIMAIS SÃO TRATADOS”
Até nisso o Brasil é um país de contrastes.
Se por um lado observamos diariamente casos de barbaridades e covardias promovidas contra animais de várias espécies, de outro enxergamos um número cada vez maior de pessoas que gastam uma bela soma no mês para cuidar de seus animais de estimação.
O fato é que muita gente se mete a arrumar um cão ou um gato ou qualquer outro mascote mas raramente se dá conta de que está assumindo um compromisso com e para uma vida toda, pois o mascote é um ser vivo que vai passar pelo menos uns bons quinze anos ao seu lado e é totalmente dependente do seu cuidado. “Cachorro é o filho que não cresce nunca”. O triste é que muita gente só se dá conta disso depois que passa a fase do filhote bonitinho, quando a sujeira fica maior, o gasto fica maior e o trabalho fica maior.
Em diversas regiões, infelizmente, o reflexo disso é o grande número de abandonos registrado principalmente nas épocas de férias, apesar das crescentes campanhas de conscientização e combate à tão covarde prática.
Nos Estados Unidos, se uma pessoa quer ter um animal de estimação, precisa registrá-lo e pagar uma licença para isso. E se por acaso o animal foge ou é abandonado, o dono é acionado e responde - podendo inclusive ser devidamente penalizado. Se antes eram usadas as plaquinhas de identificação (as famosas dog-tags – e essa é a origem do nome daquelas plaquinhas que os soldados utilizam), hoje - com toda a evolução da tecnologia – existem recursos como microships implantados sob a pele dos animais e localização por GPS. E o cerco aos responsáveis se fecha. O problema é a tal da carrocinha, que recolhe animais perambulantes que se não forem resgatados num prazo x, acabam virando sabão.
O Brasil precisa é adaptar sua legislação no que se refere à posse de animais domésticos. Primeiro para dar responsabilidade ao sujeito que quer ter um animal de estimação porém acha que é um bem descartável. Segundo porque essa talvez fosse a melhor maneira de resolver o problema do cada vez maior número de animais de rua nas cidades de todo o país, coisa que hoje é feita de maneira heróica por voluntários que recolhem, tratam, castram e TENTAM arranjar um dono. Só que para cada animal que é recolhido e tratado, outros cinco (em estimativa otimista) aparecem na rua, e o ciclo não acaba nunca.
Nos EUA (recorro ao exemplo estadunidense pois pra mim é um modelo eficiente), se uma pessoa se dispõe a ter um animal de estimação, ela precisa provar que pode cuidar e pagar para isso. No Brasil, cada mendigo de rua tem pelo menos dois companheiros, e normalmente um casal. Aí… E também acontece isso em casas bacanas, em barracos, em apartamentos… “Ah, deixa cruzar só uma vezinha…” Quem nunca ouviu ou se pegou falando uma sandice dessas?
O que entristece é ver o total desrespeito à vida, em todas as suas formas, pela sociedade atual. O homem cada vez mais agride o meio ambiente e insiste (apesar de toda a evolução da espécie) em tratar as outras criaturas que co-habitam este mundo de Deus como seres inferiores.
É fato que não existe criatura mais ou menos inteligente. Isso já foi amplamente discutido cientificamente, espiritualmente, filosoficamente, racionalmente e passionalmente. O que existe são diferentes inteligências entre todas as criaturas, inclusive o homem. E talvez o que atrapalhe tanto a verdadeira evolução do homem seja justamente a auto-proclamada superioridade (sic), que desde que nos entendemos por gente, lá no colégio primário, somos convencidos de ser donos. Depois de crescido, passei a acreditar que não passamos de mais uma espécie nesse mundo, que deveria justamente por sua inteligência aperfeiçoada saber respeitar os demais e promover uma existência harmônica e pacífica entre tudo e todos.
Analisando friamente, o homem se encaixa muito mais no conceito de praga, e por isso gostei tanto de um filme recente chamado Fim dos Tempos.
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Palmas para o Ibama. O precedente aberto pelo órgão é um divisor de águas na questão da responsabilidade do brasileiro no trato com os animais. E que seja extrapolada para outras questões tão graves, como o tráfico de animais silvestres e a farra do boi em SC. São lutas espinhosas e árduas, mas é pra frente que se anda. E por mais que se diga o contrário, a reestruturação e renovação dos quadros do funcionalismo público pela qual os diferentes órgãos do governo vêm passando tem trazido também gás renovado para a eficiência dos mesmos.
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Outra reportagem que li há um certo tempo dava conta de que a corte marcial do exército americano prendera dois soldados que realizaram uma suposta filmagem no Iraque onde maltratavam animais de rua. A corte estava analisando para verificar a autenticidade e anunciava pesadas punições aos oficiais caso fossem comprovadas as denúncias.
Gosto de pensar que estes são sinais de que o mundo está mudando. A opinião pública pelo menos se faz manifestar hoje em dia, numa realidade em que os canais de comunicação estão cada vez mais rápidos, acessíveis e chegam a cada vez mais pessoas. E cada vez mais pessoas manifestam sua indignação frente a episódios de barbárie desta natureza.
Só que, como tudo, consciência sem ação não vale de nada. Então pense muito bem antes de arranjar um animal de estimação. E quando decidir que realmente vai arranjar, pense mais um pouco. Lembre que você vai assumir um compromisso para uma vida inteira, e que abandonar uma criatura que vai ter você como uma figura divina é uma covardia e uma falha de caráter repugnante.
O Mundo não é só seu. Nem meu. O Mundo é de todas as criaturas do Mundo!
*Originalmente publicado por mim mesmo no Blá Blá Gol

Esse final de semana foi marcado pela despedida oficial do maior tenista brasileiro de todos os tempos, o manezinho que levou o Brasil ao primeiro lugar do ranking mundial da Associação de Tênis Profissional – um lugar até então desconhecido e utópico no imaginário coletivo tupiniquim: Gustavo Kuerten, um brasileiro de Santa Catarina, o carinhosamente conhecido Guga.
Guga ergueu três vezes a taça em Roland Garros, um dos torneios mais tradicionais do tênis mundial. Não obstante, tornou-se reconhecido no meio como um dos maiores especialistas das quadras de saibro. Ganhou seu dinheiro honesto, juntou suas conquistas e nunca deixou de ser um cara família. Jamais perdeu a humildade. E nem mesmo a paciência, na época que era crucificado pela sua queda de rendimento justificada por uma lesão que o perseguiria para o resto da carreira.
Guga fez o tênis acontecer no Brasil. E ainda assim, encontrava resistências dentro da confederação brasileira do esporte (vai entender brasileiro…). As escolas de tênis viram acontecer um boom de alunos da noite para o dia, alavancado pela performance do brasileiro nas quadras do mundo inteiro, e todos dando suas raquetadas ao som do “ãhmm” que se tornou a marca pessoal do ídolo.
O que não dá pra entender é como todas as homenagens que Guga está recebendo – as mais apaixonadas, fervorosas e sinceras – são na França. Roland Garros e seu público amam de coração o catarinense, e a despedida do tenista não poderia ser mais emocionada da sua parte e da parte de seu fiel público, uma verdadeira legião de admiradores.
Ser brasileiro é foda. O mundo inteiro gosta da gente pelo perfil, pela simplicidade, pelo carisma.
Mas aqui dentro mesmo estamos anos-luz de servir de exemplo quando o assunto é o reconhecimento. Nesse ponto, é foda ser brasileiro…
Guga, obrigado por tudo. Ainda que eu mesmo não seja um notório apreciador do tênis, sei sim reconhecer um grande exemplo de brasileiro quando este leva o nome do Brasil com dignidade onde quer que vá.
Valeu, manezinho!
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Belíssima homenagem na França.
Um troféu magnífico, que muitos que chegarão às finais gostariam de estar ganhando como o herói que caiu ainda na primeira rodada.
Essa é, orgulhosamente, uma das fotos que ficam eternizadas na história do esporte brasileiro.
À 0:05h de hoje, o Brasil perdeu um de seus mais ilustres cidadãos.
Vítima de um quadro de insuficiência cardíaca, Beto Carrero faleceu aos 70 anos de idade.
Quando soube, tratei a notícia como mais uma daquelas piadas de morte que brasileiro adora. Mas quando constatei a veracidade, lamentei principalmente a perda de uma pessoa que realmente fará falta.
Nunca conheci pessoalmente, mas sem dúvida Beto Carrero é uma das referências construtivas da minha infância, bem como de muitos brasileiros de todas as idades.
Beto Carrero, e seu alter-ego João Batista Sérgio Murad, deixam o legado de um parque temático muito bem estruturado que resistiu a crises econômicas e modismos, além da imagem de uma pessoa de bem, preocupada em perpetuar os valores da preservação ambiental, do amor e respeito aos animais, do respeito aos idosos e da generosidade, calcada desde seus programas educativos até o simples gesto de estender a mão ao Dedé Santana quando todo o meio artístico lhe deu as costas.
O Brasil perde, talvez, mais até do que imagina. Perdeu um de seus cidadãos mais exemplares.
Que os responsáveis por seu legado saibam honrar e perpetuar a sua memória.
Obrigado, cowboy.
Se existe um cara off-mainstream no mainstream, esse cara atende pelo nome de Johnny Depp. O sujeito é reconhecidamente um ator de talento, mora na Europa, parece estar sempre de bem com a vida, faz questão de levar uma vida low-profile e é o responsável maior pela criação de um dos maiores ícones da cultura pop desde a virada do século: o CAPITÃO Jack Sparrow.
Já vi filmaços com ele, do tipo Gilbert Grape, Do Inferno, Edward Mãos de Tesoura, Chocolate, Ed Wood, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça etc, etc, etc…, mas recentemente li uma notícia de um feito do ator que deveria figurar no topo de sua brilhante carreira. E mesmo assim, quase ninguém ficou sabendo.
Da série Pequenos Gestos, Grandes Seres Humanos:
O ator Johnny Depp visitou secretamente o hospital Great Ormond Street, em Londres, na segunda-feira, para doar US$ 2 milhões de seu próprio bolso como forma de agradecimento à equipe que salvou a vida de sua filha. As informações são do jornal “The Daily Mail”.
Depp chegou de surpresa no hospital infantil de Londres onde a pequena Lily-Rose, de 8 anos, foi tratada no ano passado, quando teve uma infecção nos rins que quase a matou.
Na semana passada, o ator convidou cinco médicos e enfermeiros do Great Ormond Street para a première londrina de seu novo filme, “Sweeney Todd: O barbeiro demoníaco da Rua Fleet”.
E no dia 29 de novembro, sem levar a público, Depp passou quatro horas no hospital contando histórias para dormir aos pacientes vestido como o Capitão Jack Sparrow, depois de mandar buscar em Los Angeles seu figurino do filme “Piratas do Caribe”.
Em março do ano passado, Lily-Rose passou nove dias internada no hospital Great Ormond Street depois de uma infecção que levou a uma falência dos rins.
Ela foi contaminada por uma bactéria enquanto vivia com Depp, 43 anos, e sua mãe Vanessa Paradis, 34 anos, em uma mansão alugada em Richmond, na Inglaterra, enquanto ele filmava “Sweeney Todd”.
Depp teve que suspender as filmagens quando as condições da menina pioraram, a ponto de temer pela vida de Lily.- Foi a coisa mais assustadora por que já passei. Foi um inferno. Mas foi mágico como ela superou isso lindamente. O Great Ormond Street foi fantástico, é um grande hospital – declarou Depp, pouco depois da recuperação da filha.
A Disney, que produziu os filmes da série “Piratas do Caribe”, também vai doar nesta terça-feira US$ 20 milhões para o Great Ormond Street, que precisa levantar cerca de US$ 340 milhões em cinco anos para reformar dois terços do hospital.
A doença de Lily-Rose quase fez com que “Sweeney Todd” fosse engavetado. O filme ganhou dois Globos de Ouro na premiação do último domingo, rendendo a Depp o prêmio de melhor ator de comédia ou musical e conquistando o título de melhor filme na categoria. (Agência O Globo)
Antes que algum mal-humorado de plantão questione, eu mesmo falo: é o mínimo que o cara poderia fazer por uma instituição que salvou a vida da sua filha de uma situação tão crítica. Ao prezado mal-humorado (meu outro leitor é bem-humorado), eu questiono: quantas pessoas fazem esse mínimo? E coloque na equação a variante “celebridades” (ô termo enojante), repita o cálculo e veja o resultado.
Eu enquanto brasileiro, mal-humorado, cinéfilo, botafoguense e ser humano, não achei pouca coisa.