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	<title>gaburah.com &#187; Opinião</title>
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	<description>Só eu mesmo me aturo 24hs por dia...</description>
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		<title>Botafogo de Futebol e Regatas &#8211; Campeão Carioca 2010</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 17:09:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Botafogo]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Campeão da Taça Guanabara. Campeão da Taça Rio. Campeão de absolutamente tudo no estado do Rio de Janeiro em 2010. É pouco ou quer mais? ***** Para mais detalhes, acesse o Blá Blá Gol. Lá a comemoração e o choro são livres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Campeão da Taça Guanabara.</strong></p>
<p><strong>Campeão da Taça Rio.</strong></p>
<p><strong>Campeão de absolutamente tudo no estado do Rio de Janeiro em 2010.</strong></p>
<p>É pouco ou quer mais?</p>
<div id="attachment_310" class="wp-caption alignnone" style="width: 527px"><img class="size-large wp-image-310   " title="Fogão Campeão!" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2010/04/Campeao-Carioca-2010-1024x639.jpg" alt="O Glorioso Campeão Carioca 2010" width="517" height="322" /><p class="wp-caption-text">O Glorioso Campeão Carioca 2010</p></div>
<p>*****</p>
<p>Para mais detalhes, acesse o <strong><a href="http://www.blablagol.com.br/botafogo-ultramerecido-campeao-carioca-2010-8232" target="_blank">Blá Blá Gol</a></strong>. Lá a comemoração e o choro são livres.</p>
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		<title>Wait No More* &#8211; a semana mais rock n&#8217; roll da minha vida</title>
		<link>http://gaburah.com/2009/11/10/a-semana-mais-rock-n-roll-da-minha-vida/</link>
		<comments>http://gaburah.com/2009/11/10/a-semana-mais-rock-n-roll-da-minha-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 03:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Rock 'n' Roll]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[Citibank Hall]]></category>
		<category><![CDATA[Faith no More]]></category>
		<category><![CDATA[Maquinária Festival 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Second Coming Tour]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou uma prostituta. Vendi minha alma. Não valho nada. Tanta revolta tem uma razão: acabei me vendendo à ideia de assistir o show do Faith No More no Rio de Janeiro dentro da área vip. Eu sei, eu sei. Demagogo, hipócrita, pulha, vendido, etc, etc, etc&#8230; Vocês tem razão. Mas precisam entender meus argumentos: era um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">Eu sou uma prostituta.</div>
<p>Vendi minha alma.</p>
<p>Não valho nada.</p>
<p>Tanta revolta tem uma razão: <strong>acabei me vendendo à ideia de assistir o show do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Faith_No_More" target="_blank">Faith No More</a> no Rio de Janeiro dentro da área <em>vip</em></strong>. Eu sei, eu sei. <em>Demagogo, hipócrita, pulha, vendido</em>, etc, etc, etc&#8230; Vocês tem razão. Mas precisam entender meus argumentos: era um show aguardado demais, pesquisado demais. Um retorno acompanhado demais, como o de velhos amigos que não se veem há muito tempo. Era muita expectativa pra que eu pudesse acabar me frustrando por não enxergar nada direito a não sei quantos metros e cabeças de distância do palco.</p>
<p>Convenci? Acho que não&#8230; mas não me julguem, por favor. Leiam meu relato e me absolvam. Ou não.</p>
<div id="attachment_235" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-235" title="Faith No More" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/11/Faith+No+More+FNM.jpg" alt="O FNM (esq/dir): Hudson, Bordin, Bottum, Patton e Gould - faltaram os cabelos brancos" width="500" height="381" /><p class="wp-caption-text">O FNM (esq/dir): Hudson, Bordin, Bottum, Patton e Gould - faltaram os cabelos brancos</p></div>
<p><strong>Faith No More no Rio de Janeiro &#8211; Citibank Hall &#8211; 05/11/2009</strong></p>
<p>Usei a frase &#8220;<em>um retorno acompanhado demais, como o de velhos amigos que não se veem há muito tempo</em>&#8221; e fui feliz, porque o sentimento que permeou toda a apresentação do grupo foi exatamente esse. Ambos os lados estavam matando descaradamente a saudade. O público porque, como muito bem dito pelo empolgado baterista do honesto grupo <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moptop" target="_blank">Moptop</a></strong> (que abriu a apresentação do FNM no Rio), estava lá pra ver de novo uma banda que todo mundo ali cresceu ouvindo. Nessa hora involuntariamente retornei a 1990, ano em que descobri <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_AMS3XNK9CU" target="_blank"><em><strong>Epic</strong></em></a> e aqueles caras engraçados que fizeram um <em>clip</em> com um peixe fora d&#8217;água, com um vocalista que cantava com luvas de boxe que mais pareciam chapéus de cozinheiro. Não vou nem falar da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ymu7PxhXL0k" target="_blank">histórica apresentação no Rock in Rio II</a>, onde o Brasil inteiro descobriu e passou a amar o FNM.</p>
<p>Essa catarse durou uma fração de segundos, mas trouxe muita coisa de volta. Inclusive a lembrança de que gostava demais do <em><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Real_Thing_(Faith_No_More)" target="_blank">The Real Thing</a></strong></em>, que eu ouvia todo o santo dia quase até furar o vinil. Foi o álbum mais vendido da banda até hoje (apesar de não ser o melhor deles &#8211; esse é <strong><span style="text-decoration: underline;">fácil</span></strong> o <strong><em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/King_for_a_Day..._Fool_for_a_Lifetime" target="_blank">King for a day, fool for a lifetime</a></em></strong>).</p>
<p>E voltando à vaca fria, porque a banda? Bem, a banda porque assumidamente ama o Brasil, país que fez o Faith No More ser o Faith No More. Mike Patton disse (e diz) em diversas entrevistas que a história da banda teria sido bem diferente se não houvesse o Brasil. Esse amor fica evidente desde o esforço do polivalente vocalista em falar o português (que arranha muito bem) até a composição de uma bossa-nova do jeito <em>FaithNoMoreano</em> de ser, passando por inclusões de frases em português em diversas músicas e a paixão pelo grupo <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Mutantes" target="_blank">Os Mutantes</a></strong>. Além disso, sabem que um de seus públicos mais fiéis e saudosos permanece na ativa por aqui, e que sempre foram recebidos com audiências selvagens em todas as inúmeras apresentações na <em>terra brazilis</em>.</p>
<p>A noite era de extrema expectativa como se pode imaginar, e essa &#8220;tensão&#8221; dava pra ser sentida no ar sofregamente respirado pelos presentes, uma galera que variava dos 15 aos 50 anos e estava igualmente afiada nas letras das músicas.</p>
<p>E a banda entrou no palco relaxada, à vontade como não visto até então em nenhuma outra apresentação da turnê <strong><em>Second Coming</em></strong> (ou <strong><em>Reunion -</em></strong> há quem chame das duas formas). Tanto é que nem abriram o show com o <em>neo-hit</em> <strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=S_mvIQPcdbc" target="_blank">Reunited</a></em></strong> (cover da dupla setentista <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peaches_&amp;_Herb" target="_blank">Peaches&amp;Herb</a></strong>). Não precisava. Não há cerimônia entre velhos amigos. Há sim que se abraçarem e sentarem pra uma boa e longa conversa. E foi o que aconteceu. Mais de duas horas de papo. Patton gritando e a galera respondendo, Patton contando histórias, Patton extremamente preocupado com o perfeito funcionamento das coisas (até um puxão de orelha leve num ansioso Mike Bordin &#8211; monstro soberano na bateria), Patton dando esporro no técnico de som; Roddy Bottum &#8211; performático como sempre, um tecladista que foge do convencional &#8211; lançando olhares reprovadores para todos os lados quando alguém errava.</p>
<p>E erravam? Sim, meus caros. O mais legal de ficar na fila do gargarejo é ver que todo mundo ali é humano, que todo mundo erra e torce pra que ninguém tenha percebido, que um sacaneia o outro (nesse caso, <strong>cobra</strong> do outro) quando alguém erra. Os únicos dois que passaram incólumes pelas mais de duas horas de apresentação foram o tecladista e o baixista Billy Gould, com seus potentes <em>grooves</em> cheios de <em>slaps </em>- ambos com domínio total dos arranjos e de seus respectivos instrumentos.</p>
<p>Patton mais de uma vez declarou seu amor ao Rio de Janeiro e ao Brasil, acompanhado de acenos de cabeça, toques no coração, agradecimentos e reverências de Bordin lá atrás. E tanto foi tudo assim, num clima de amizade tão fraterna, que lá no segundo bis a banda retornou ao palco sob o uníssono coro de <em><strong>FALLING TO PIECES! FALLING TO PIECES!</strong></em>, música que (segundo as más línguas) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=K--zdBQyWNc" target="_blank">o FNM jurou nunca mais tocar em shows</a>, sabe-se lá o porquê. Um resignado e sorridente Mike Patton soltou: &#8220;<em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=idW5N9mUExA" target="_blank">Somente porque estamos no Rio, hein&#8230;</a></strong></em>&#8221; ao que a galera delirou. Patton levantou as mãos como quem se eximia do fato de não lembrar mais a letra (que compôs) e não teve o menor pudor de pedir ajuda a quem sabia, no caso Bordin. Gould e Bottum riam de se acabar, radiantes. Na guitarra, para tristeza dos mais ortodoxos (na maioria aqueles que permaneceram agarrados à fase <em>The Real Thing</em> da banda) não estava o mala Jim Martin, mas sim o discreto e talentoso Jon Hudson &#8211; guitarrista que contribuiu com sua pegada mais <em>jazzística</em> (salvo engano) do <strong><em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Album_of_the_Year_(Faith_No_More_album)" target="_blank">Album of the year</a></em></strong> em diante. Mesmo assim, na hora de rasgar os <em>riffs</em> de <em>Epic</em> e cia, Hudson estava lá. Discreto porém presente, a guitarra nas alturas. Escolha acertadíssima.</p>
<p>Mas quer saber? Melhor do que explicar é mostrar:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/idW5N9mUExA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/idW5N9mUExA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p><span style="color: #000000;">E terminou tudo, entrando novamente a saudade em cena tão logo as luzes se acenderam. Mas desta vez, com a sensação de dever mais do que cumprido dos dois lados.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Faltou o <em>set list</em>! Mas quer saber? Eu também mostro:</span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_236" class="wp-caption aligncenter" style="width: 413px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-236   " title="Faltou Falling to Pieces, que obviamente não estava no roteiro. Mark Bowen não rolou." src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/11/Imagem0044.jpg" alt="A set list ganha no tapa e todas as suas marcas de guerra." width="403" height="538" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A set list ganha no tapa e todas as suas marcas de guerra.</dd>
</dl>
</div>
<p>A lamentar, somente a ausência dos petardos <strong><em>Digging the grave</em></strong>; <strong><em>Cuckoo for caca</em></strong>; <strong><em>Star A.D.</em></strong>; <strong><em>Collision</em></strong>; <strong><em>RV</em></strong>; <em><strong>Mark Bowen</strong></em>; <strong><em>The Real Thing</em></strong>; <em><strong>Mouth to mouth</strong></em>; <strong><em>Take this bottle</em></strong> e <strong><em>What a day</em></strong>. Mas quer saber? Seria necessário outro show só pra tocar as músicas que eu queria ouvir. Meus presentes ficaram por conta de <em><strong>King for a day</strong></em> (musicaço, mais do que esperada) e da surpresa absoluta <strong><em>Just a man</em></strong>, que me deixou inerte inclusive pelas peripécias de Patton, montado nas costas de um segurança levando o microfone de boca em boca na fila do gargarejo. <strong>Eu cantei uma música com o Faith No More</strong>. Chupa essa manga! RÁ!</p>
<p>*****</p>
<p>Eu disse acabou? Hahahahaha, <strong>NÃO PRA MIM!</strong></p>
<p><strong>*****</strong></p>
<p><strong>Maquinária Festival 2009 &#8211; São Paulo &#8211; 07/11/2009</strong></p>
<p>Rapaz, desde o show do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/INXS" target="_blank">INXS</a> (outra banda que em certa época tentou infrutiferamente recrutar Mike Patton para os vocais) em 2002 (o último por aqui, já sem o Michael Hutchence) eu tinha a vontade absurda de bancar o <em>groupie</em> e seguir a banda de uma apresentação para a outra. Por sorte, uma sucessão de eventos fortunamente infortunos me empurrou para realizar essa vontade.</p>
<p>E lá estava eu no sabadão sob o sol escaldante da cidade de São Paulo. Um dia que contou com bandas bem pesadas, a saber:</p>
<p><img class="alignnone" title="Derek urrando" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/11/IMG_0827.JPG" alt="O Sepultura fazendo o que sabe fazer melhor" width="717" height="403" /></p>
<ul>
<li><strong>Nação Zumbi</strong> &#8211; quem já viu um show deles sabe. Manguebeat pesado e contagiante. Bom show prejudicado pelo horário e pelo calor infernal;</li>
<li><strong>Sepultura</strong> &#8211; cara, não sou ouvinte do Sepultura. Barulho demais pros meus ouvidos. No entanto, tenho que confessar que ao vivo os caras são extremamente competentes no que fazem de melhor: barulho e poeira (pelas rodinhas que rapidamente se formam). Quem quiser se aventurar um dia e assistir, não vai se arrepender;</li>
<li><strong>Deftones</strong> &#8211; eu falei que o Sepultura faz barulho? Putz, ainda não tinha visto nada até o show do Deftones. Cara&#8230; que gritaria. Tanta gritaria que ficou até monótono, pois parecia que estavam sempre na mesma música. Quem conhecia disse que o show foi memorável. Eu não conhecia e agradeci pela oportunidade de me afastar um pouco pra sentar na sombra;</li>
<li><strong>Jane&#8217;s Addiction</strong> &#8211; esse merece um parágrafo só pra ele.</li>
</ul>
<p>Sacaneei muito antes do show do Jane&#8217;s Addiction. Que ia ser rápido, que era show sem apelo, que era show exclusivo pra quem estava na área vip (e se isso me redime de alguma forma, não estava na vip desta vez)&#8230; enfim, não levava a menor fé, assim como 70% do público presente. <strong>Mifú bonito</strong>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/FD4WW2C3rk0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/FD4WW2C3rk0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>Só tenho uma palavra para o show do JA: consagrador. Aliás, tenho duas: <strong>consagrador</strong> e <strong>apoteótico</strong>. Um show daqueles que com certeza fez grande parte dos presentes correr pra internet atrás de músicas da banda. Produção impecável, com direito à <em>performances</em> de bailarinas, imagens no telão e alta interatividade com o público. Perry Farrel pode ser um cara esquisitão &#8211; e seu figurino totalmente Ney Matogrosso não deixou dúvidas sobre isso &#8211; mas é um <em>frontman</em> de mão cheia. O cara domou o público com suas reboladas, matando uma garrafa de vinho entre uma música e outra, com dois belos escorregões no palco &#8211; os quais tirou de letra arrancando aplausos, e conversando direta e confortavelmente com seus novos fãs, fazendo-se entender mesmo sem falar palavra sequer em português. &#8220;<em>Yes, everybody suffers. Take a look at Dave Navarro. Perfect stomach, perfect arms, perfect chest. But Dave Navarro suffers for love</em>&#8220;. E a platéia vinha abaixo. Farrel fez o público lamentar o fim do show do Jane&#8217;s Addiction, e na minha modesta opinião, fez com sua banda o grande show do dia. Vendeu seu <strong><em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lollapalooza" target="_blank">Loolapalooza</a></em></strong> direitinho. O Faith No More que não me ouça. O único senão ficou por conta exatamente da outra estrela da banda: o guitarrista Dave Navarro. Burocrático de dar raiva, Navarro parecia tocar por obrigação e poucas vezes recebia refletores mesmo durante seus solos de guitarra. Deixou a impressão de ser uma mala e realmente estar sofrendo por causa de alguma coisa. Talvez as calças de couro debaixo de um sol de mais de 30ºC.</p>
<ul>
<li><strong>Faith No More</strong> &#8211; a grande atração da noite, de longe o mais aguardado. Público nervoso, ainda mais quando no exato momento em que a banda pisava no palco cai uma chuva torrencial, fazendo a equipe técnica correr desesperadamente para cobrir tudo, atrasando o então iminente início do show. Meia hora depois a chuva parou, volta a equipe técnica para regular tudo de novo e vem a banda para o palco. Público delira freneticamente com a entrada de Patton no palco com um imenso guarda-chuva. Aqui sim abriram com <em>Reunited</em>, seguindo o resto do <em>set list</em> praticamente idêntico ao do Rio. A diferença ficou por conta dos dois bis, onde rolaram <strong><em>Godfather&#8217;s theme</em></strong>, <strong><em>Stripsearch</em></strong> e <strong><em>Digging the grave</em></strong> e do coro de <strong><em>PORRA! CARALHO!</em></strong> que Patton literalmente arrancou de vários integrantes da platéia ensandecida<em>.</em></li>
</ul>
<p>Duas coisas atrapalharam o bom show do FNM em São Paulo: a chuva e os vacilos da equipe técnica, que contribuíram para deixar os músicos visivelmente nervosos. Patton discutiu violentamente em pleno palco com algum técnico no <em>backstage</em>, e seus gritos e gestos deixavam clara a sua insatisfação. Jon Hudson passou praticamente o show inteiro olhando sobre seu ombro esquerdo e balançando a cabeça, igualmente contrariado. Coisas que devem ter passado batidas pra muita gente, ainda mais pra quem já estava chapado àquela altura do campeonato (e que não eram poucos). A nota triste foi a declaração de Mike Patton para o público informando que talvez esta fosse a última vez que o Faith No More se apresentava no Brasil. &#8220;<strong><em>Talvez, talvez&#8230; who knows</em></strong>&#8220;. Foi nessa hora em que com certeza arrancou o maior número de <strong><em>PORRA! CARALHO!</em></strong>&#8216;s da platéia.</p>
<p>De fato, Mike Bordin já disse que retorna à banda de Ozzy Osbourne ano que vem para lançamento de novo disco, saindo em turnê logo em seguida. O futuro do Faith No More é incerto até aqui. Certo mesmo é que, como todos puderam comprovar, seu público permanece fiel e apaixonado. E assim permanecerá enquanto houver malucos como esse que vos escreve. E certo também é que os laços afetivos da banda com o Brasil estão mais estreitos do que nunca.</p>
<p>*****</p>
<p>Sobre o <strong>Maquinária Festival 2009</strong>: não vi nada do alardeado &#8220;<em><a href="http://www.maquinariafestival.com/2009/index.php#/conceito" target="_blank">conceito de festivais europeus</a></em>&#8220;, a não ser que também tenham guardado isso com exclusividade para a área <em>vip</em> (o que a julgar pelas redes penduradas nas árvores em situação de camarote, é bem possível de ter acontecido). O que eu vi: um número ridículo de cabines de banheiro (<a href="http://gaburah.com/2009/09/01/o-rock-n-roll-morreu/" target="_blank">parece que eu tava adivinhando</a>); preços abusivos, pra variar (refrigerantes R$ 6,00, água R$ 4,00, camisetas R$ 50,00); proibição da entrada de alimentos mesmo numa maratona dessas, com mais de 10h de festival (algum segurança se fartou com as minhas barrinhas de cereal) e <strong>total e absoluta falta de planejamento para facilitar a vida das pessoas na saída</strong>. Não havia táxi nem ônibus. Um perrengue de dar ódio. Pra piorar a vida de todo mundo, a cidade de São Paulo recebia mais dois festivais de grande porte no mesmo dia e que estavam terminando praticamente no mesmo horário, o que contribuía ainda mais pra tirar qualquer Cristo do sério. Pra piorar ainda mais, alguns taxistas sem caráter estavam cobrando até R$ 200 por uma corrida, capitalizando em cima do desespero alheio.</p>
<p>Enfim, <strong>ao Maquinária Festival</strong>, <strong>NOTA ZERO em organização</strong>. Que revejam TODOS os seus &#8220;conceitos europeus&#8221; para 2010 antes de sair anunciando e <strong><span style="text-decoration: underline;">tirando</span></strong> qualquer vantagem por aí.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<div id="attachment_240" class="wp-caption alignnone" style="width: 527px"><img class="size-full wp-image-240   " title="Conceito europeu, é?" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/11/IMG_0799.JPG" alt="Você viu algum conceito europeu por aí?" width="517" height="290" /><p class="wp-caption-text">Você viu algum conceito europeu por aí?</p></div>
</div>
<p>*****<br />
<strong>*Post reentitulado devido ao brilhante título criado pelo amigo Virso!, agora co-autor do blog.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Rock n&#8217; Roll morreu</title>
		<link>http://gaburah.com/2009/09/01/o-rock-n-roll-morreu/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 16:49:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Rock 'n' Roll]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ética na sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu queria saber quem foi o mau caráter que inventou a área vip. &#8220;Área importante&#8221; pra mim é um banheiro limpo. Quero ver se com isso sim vão se preocupar. O show do Faith No More (banda cultuadíssima no Brasil, que retorna ao país depois de retomar as atividades interrompidas há mais de dez anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu queria saber quem foi o mau caráter que inventou a <em><strong>área vip</strong></em>.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_224" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-224" title="Pagou, vipou." src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/09/darth_vader_no_banheiro_quimico.jpg" alt="Área importante pra mim é um banheiro limpo. Quero ver se com isso sim vão se preocupar." width="480" height="267" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8220;Área importante&#8221; pra mim é um banheiro limpo. Quero ver se com isso sim vão se preocupar.</dd>
</dl>
</div>
<p>O show do <strong>Faith No More</strong> (banda cultuadíssima no Brasil, que retorna ao país depois de retomar as atividades interrompidas há mais de dez anos e dona de um fiel e gigantesco séquito de fãs) na merda do Citibank Hall vai ter “área vip”. No Maquinária FESTIVAL também. O FESTIVAL Planeta Terra também vai ter a sua.</p>
<p><strong>ÁREA VIP EM CASA DE SHOW?!?</strong> A p$%#@ da casa de show já não tem camarote, sacada, essas m#$%@ justamente para aqueles que querem pagar mais pra não ficar no aglomerado? VSF!</p>
<p>Área VIP (de <em>very important people</em>) em show de rock é a coisa mais mau-caráter já inventada pelo empresariado oportunista. Contraria em todos os sentidos o espírito de concepção da música e das apresentações. Festivais então nem se fala. Nada mais é do que uma putaria sem tamanho. É mais uma forma que os organizadores encontraram de tomar mais dinheiro dos fãs, ávidos por curtir seus ídolos mais de perto em oportunidades esparsas como essa. Infelizmente (e é por isso que essas práticas picaretas proliferam) vai ter muita gente pagando o preço de querer ficar mais perto. Até eu enquanto fã desesperado cheguei a cogitar a ideia, porque me sinto encurralado frente à opção de não poder assistir o show direito ou mais longe do palco.</p>
<p><strong>Que saudade da época em que se respeitava o público.</strong></p>
<p>Estou enojado desse papo. É a pá de cal que faltava para o enterro do rock n’ roll. Tudo agora é área vip. Nego só pensa na p%#$@ do dinheiro. Já era aquela história de confraternização, de curtir um bom show de rock no meio da galera, mais um na multidão. Agora os <em>vip&#8217;s</em> (termo de merda) ficam lá na frente separando as bandas do <em>resto</em>.</p>
<p>Também me pergunto o quanto de influência os artistas poderiam ter para evitar práticas ofensivas como essa. Se eu tenho uma banda foda e tenho milhões de fãs, de que me adiantaria fazer um show longe deles, com meia dúzia de endinheirados, artistas e <em>personalidades</em> na frente atrapalhando a minha interação com meu público?</p>
<p>Quanto aos festivais e à completa distorção de seu <em>entendimento</em> pelos seus <em>organizadore$$</em>, eu pergunto: Woodstock teve área vip? O Rock in Rio teve área vip (na frente de todo mundo)? Wembley tem área vip? A Brixton Academy tem área vip? O Download tem área vip? O Rock en Seine tem área vip? <strong><span style="text-decoration: underline;">Isso é coisa de republiqueta terceiro mundista</span></strong>.</p>
<p>Nem sei mais se vou nessa merda. Pra ficar atrás de área vip, já vou no Maquinária (outro festivalzinho filho da puta, que ainda tem a cara-de-pau de declarar que traz &#8220;a grandiosidade dos festivais europeus de música ao vivo em locais abertos&#8221;) ficar jogando areia em global.</p>
<p>Como já gritava Lenny Kravitz (mais um show que sofreu com essa merda) pra quem quisesse ouvir, <em>rock n&#8217; roll is dead</em>!</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GqzzAyGl3zA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/GqzzAyGl3zA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>Rock n&#8217; roll is dead</strong> &#8211; Music &#038; Lyrics: Lenny Kravitz<br />
You think you&#8217;re on top of the world<br />
But you know it&#8217;s really over<br />
Runnin&#8217; round with diamond rings<br />
And coke spoons that are overflowin&#8217;<br />
Rock and Roll is dead<br />
But all the money in the world<br />
Can&#8217;t buy you from the place you&#8217;re going to<br />
Rock and Roll is dead<br />
Rock and Roll is dead<br />
Rock and Roll is dead<br />
You can&#8217;re even sing or play an instrument<br />
So you just scream instead<br />
You&#8217;re living for an image<br />
So you&#8217;ve got five hundred women in your bed<br />
Rock and Roll is dead<br />
But it&#8217;s real hard to be yourself<br />
When you&#8217;re living with those demons in your head<br />
Rock and Roll is dead<br />
Rock and Roll is dead<br />
Rock and Roll is dead&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Who watches the Watchmen?</title>
		<link>http://gaburah.com/2009/03/12/who-watches-the-watchmen/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 13:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Com certo grau de constrangimento, confesso ter lido Watchmen numa época onde não tinha nem maturidade tampouco paciência para entender a trama com que Alan Moore e Dave Gibbons revolucionaram a história da hoje chamada nona arte: os quadrinhos. A revolução foi tão densa, tão séria, que elevou a outro nível não só os enredos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/03/watchmen.jpg"><img class="size-medium wp-image-164 alignleft" title="Watchmen - do azulão para a senhorita: Dr. Manhattan, Comediante, Ozymandias, Coruja, Rorschach, Capitão Metrópolis e Espectral" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/03/watchmen-239x300.jpg" alt="" width="239" height="300" /></a>Com certo grau de constrangimento, confesso ter lido <em><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen" target="_blank">Watchmen</a></strong></em> numa época onde não tinha nem maturidade tampouco paciência para entender a trama com que Alan Moore e Dave Gibbons revolucionaram a história da hoje chamada <em>nona arte</em>: os quadrinhos. A revolução foi tão densa, tão séria, que elevou a outro nível não só os enredos e os questionamentos existenciais (e principalmente <strong>morais</strong>) dos cruzados encapuçados, mas também o grau de avaliação crítica dos leitores. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen" target="_blank"><strong><em>Watchmen</em></strong> foi um marco nos quadrinhos</a>. Nada nem ninguém (nem o Batman, nem o Aranha, nem qualquer um dos veteranos de guerra) foi o mesmo depois deles.</p>
<p>Dito isso, tenho que avisar a quem estava em Marte com o Dr. Manhattan e que ainda não foi assistir o filme para que mantenha uma coisa em mente: não vá ao cinema esperando um filme convencional de super-heróis. Se for assim passe longe, pois se não sair da sala com 45min de projeção com certeza deverá sair falando horrores do filme. <a href="http://www.omelete.com.br/cine/100018417/Watchmen___O_Filme.aspx" target="_blank">Watchmen &#8211; o filme</a>, assim como o original em quadrinhos, é um filme difícil, duro, barra-pesada até. Heróis amorais, decepções, frases e decisões duras fazem parte da história - corretamente considerada inadaptável para as telas por muitos.</p>
<p>Zack Snyder (sujeito caprichoso esse, que dividiu opiniões com seu <em>300)</em> concebeu o filme (ao meu ver) da única maneira que poderia conceber. <a href="http://www.omelete.com.br/cine/100018488/Watchmen_Exclusivo__Diretor__roteiristas__produtor_e_ilustrador_discutem_o_final_.aspx" target="_blank">O que foi mudado</a> (sem entrar em detalhes) foi realmente necessário para que o filme não tomasse ares de Godzilla ou Jaspion (quem leu vai me entender), o que daria um tom ridículo nas telas. O que foi subtraído (apesar de muita coisa interessante ter ficado pelo caminho, por exemplo como Rorschach conseguiu a sua máscara), apesar de fazer falta aos ortodoxos, também foi necessário para deixar a trama mais enxuta e não aumentar ainda mais a impressionante duração de 2h36min (a versão do diretor em DVD promete 1h a mais). Aliás, creio que se preciso traçar um paralelo entre <em>300</em> e <em>Watchmen &#8211; o filme</em>, eu diria assim: similares em sua concepção, distintos em sua execução. Além disso, Snyder também foi muito feliz na escolha da trilha sonora recheada de clássicos do <em>flower power</em> em contraste com&#8230; bem, um interessantíssimo contraste. Deve ter sido difícil, já que nas HQ&#8217;s não se ouve nada.</p>
<p>Quem leu a história e não lembra direito ou quem não for muito corneteiro deve gostar. Quem não leu <strong><em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen" target="_blank">Watchmen</a></em></strong> mas lê Isaac Asimov também. Quem só conhece heróis pelo que vê no cinema (sim, mesmo <em><a href="http://gaburah.com/2008/07/19/o-cavaleiro-das-trevas/" target="_blank">O Cavaleiro das Trevas</a></em>), só vá se estiver a fim de pensar. E muito. Não há qualquer alívio cômico, pelo menos não de maneira voluntária. Pra ter só uma noçãozinha (não vou falar nada além do que as campanhas publicitárias já estão bombardeando), deixo três frases proferidas pelos <em>heróis</em> da história:</p>
<ul>
<li><strong>Rorschach</strong>: <em>&#8220;O mundo irá nos procurar gritando &#8220;Salvem-nos!&#8221;. E eu irei sussurrar: &#8220;<strong>Não!</strong>&#8220;</em></li>
<li><strong>O Comediante</strong>: <em>&#8220;O que aconteceu com o sonho americano? Ele se realizou.&#8221;</em></li>
<li><strong>Dr. Manhattan </strong>(sem dúvida a mais interessante de todas): <em>&#8220;A existência de vida é um fenômeno supervalorizado&#8221;.</em></li>
</ul>
<p>Eu gostei muito do filme. Achei um épico.</p>
<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2009/03/watchmen.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/nwrSgao6I4w&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/nwrSgao6I4w&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>Todos querem Bebeto de Freitas</title>
		<link>http://gaburah.com/2008/12/25/todos-querem-bebeto-de-freitas/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 15:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Botafogo]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Pequenos Gestos Grandes Seres Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 2 de janeiro de 2009 a nova diretoria eleita assume a gestão do Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas por três anos, após uma passagem brilhante do emérito esportista e botafoguense Bebeto de Freitas durante dois triênios. A gestão de Bebeto foi um divisor de águas na forma de administração dos clubes cariocas. Bebeto assumiu o alvinegro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/12/entrevista_017.jpg"><img class="size-full wp-image-120 alignright" title="Bebeto de Freitas, O cara" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/12/entrevista_017.jpg" alt="" width="170" height="247" /></a>Dia 2 de janeiro de 2009 a nova diretoria eleita assume a gestão do Glorioso <strong>Botafogo de Futebol e Regatas</strong> por três anos, após uma passagem brilhante do emérito esportista e botafoguense <strong>Bebeto de Freitas</strong> durante dois triênios.</p>
<p>A gestão de Bebeto foi um divisor de águas na forma de administração dos clubes cariocas. Bebeto assumiu o alvinegro com a proposta de uma gestão moderna, transparente, profissional e dentro da realidade financeira &#8211; catastrófica - do clube.  Em seis anos deu mostras de sobra de que estava falando sério, defendendo o Botafogo em diversas situações (fisicamente, inclusive) e comprando muita briga feia (que os teóricos da conspiração &#8211; assim como eu &#8211; acreditam terem sido pivô de represálias pardas ao longo dos campeonatos em que o alvinegro foi reconhecidamente prejudicado).</p>
<p>Algumas das brigas do Bebeto:</p>
<ol>
<li>Ao assumir o Botafogo, sua primeira ação foi contratar uma auditoria externa pra tomar conhecimento da situação financeira do clube. Quase caiu pra trás com o resultado, um fantasma que assombrou seus sonhos até o fim do mandato;</li>
<li>Recolocou o Botafogo na primeira divisão logo em seu primeiro ano de mandato;</li>
<li>Um campeonato carioca, dois vices discutíveis e recondução do time à elite do futebol, disputando títulos em todas as competições em que participou;</li>
<li>Encerrou a era da ditadura das fornecedoras de material esportivo, acertando com uma marca que finalmente trouxe vantagens à marca Botafogo;</li>
<li>Acertou com um patrocinador de peso, a Liquigás;</li>
<li>Largou na frente dos clubes cariocas para arrendar um dos estádios mais modernos do Brasil e transformá-lo na casa oficial do Fogão;</li>
<li><a href="http://www.blablagol.com.br/botafogo-sai-na-frente-de-novo/" target="_blank">Acabou com a moleza das <span style="text-decoration: line-through;">quadrilhas</span> torcidas organizadas</a>;</li>
<li><a href="http://www.blablagol.com.br/um-grande-motivo-para-chorar/" target="_blank">Ainda que não tenha feito qualquer propaganda, auxilia a recuperação de um dos maiores patrimônios ainda vivos do Botafogo: a enciclopédia Nilton Santos</a>.</li>
</ol>
<p>É verdade que o descontrole finaceiro assolou o Botafogo no segundo semestre de 2008 e além disso a nova gestão enfrenta novos desafios como a melhor forma de se utilizar o Engenhão ou montar uma equipe praticamente do zero para 2009. Torço sinceramente para que a nova diretoria acerte e que tenha serenidade para superar todas as dificuldades que enfrentará. Torço também para que a <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL934714-9825,00.html" target="_blank">passagem do Bebeto pelo Atlético-MG</a> dê muito certo e que ele aprenda muito, para que num possível/provável retorno ele possa fazer o Botafogo crescer ainda mais.</p>
<p>Tenho a certeza de que não relatei tudo aquilo a que devo um <strong>OBRIGADO</strong> sincero ao Bebeto de Freitas. Ainda assim, manifesto meu reconhecimento e minha gratidão a um cara que renunciou de muita coisa ao longo desses seis anos em função de um amor &#8220;que ninguém cala!&#8221;.</p>
<h6><a href="http://www.blablagol.com.br/bebeto-de-freitas/" target="_blank">Publicado por mim mesmo no Blá Blá Gol em 22/06/2007:</a></h6>
<blockquote><p style="padding-left: 30px;">Acordei nesta sexta-feira dia 22 ávido por informações sobre a situação dos aeroportos do país, pois precisava encarar um mais tarde. Recebida a má notícia às sete e meia da manhã, comecei o tradicional processo de <em>zapping</em> antes do café, e acabei dando de cara com uma SENSACIONAL entrevista do presidente do Botafogo, <strong>Bebeto de Freitas</strong> ao Juca Kfouri.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Pouco se falou de futebol, na verdade. A maior parte do papo girou em torno do clube e dos projetos pra tirar o Botafogo do buraco que antes que esqueçamos, ainda é muito fundo. E bota fundo nisso.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Entre outras coisas, fiquei sabendo que Bebeto não recebe um tostão sequer por estar ocupando a presidência, e desde 2003 &#8211; quando assumiu &#8211; vive apenas de seus próprios recursos, adquiridos da sua vitoriosa carreira de esportista e treinador de sucesso internacional. E mesmo assim, só não repetirá o mandato porque o estatuto do clube não permite que haja nova reeleição. Mais ainda: que o Botafogo sobrevive também graças a recursos financeiros de benfeitores que colocam dinheiro no clube, entre outros o velho conhecido da galera Montenegro.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Achei uma entrevista maravilhosa, porque mostrou um pouco da relação totalmente apaixonada que  Bebeto tem com o Botafogo, o que inclusive o levou a se afastar dos jogos para evitar que justamente essa paixão interfira no trabalho realizado dentro de campo.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Bebeto, meu chapa, sempre fui seu fã. E espero um dia poder encontrar você nas arquibancadas do Maraca (local que você tanto gosta e de onde sente tanta falta) para poder apertar sua mão e pessoalmente poder dizer “<strong>muito obrigado</strong>“. Você é FODA, cara.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Pra quem quiser ver (<strong>pra botafoguense é obrigatório</strong>), tem uma reprise ainda hoje às 19:30h. Não percam!</p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/12/fogao.jpg"><img class="size-full wp-image-121 aligncenter" title="Bebeto: vem, vem, vem pra arquibancada vem!" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/12/fogao.jpg" alt="" width="420" height="307" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A França é aqui</title>
		<link>http://gaburah.com/2008/11/02/a-franca-e-aqui/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 12:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro os comentários triviais de turista: Paris é uma cidade realmente bela, dona de uma arquitetura clássica e monumentos que fazem jus ao termo. Aliás, em Paris cada prédio é um monumento e por isso a cidade faz a alegria e inspira engenheiros e arquitetos do mundo todo. Entende-se como a cidade fez Hitler cair [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/tour-eiffel-et-louvre-13-10-078.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/tour-eiffel-et-louvre-13-10-080.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/tour-eiffel-11-10-035.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/photo-009.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/ozoir-04-10-091.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/carte-paris.gif"></a>Primeiro os comentários triviais de turista: Paris é uma cidade realmente bela, dona de uma arquitetura clássica e monumentos que fazem jus ao termo. Aliás, em Paris cada prédio é um monumento e por isso a cidade faz a alegria e inspira <a href="http://acasum.com.br" target="_blank">engenheiros</a> e <a href="http://edifick.com" target="_blank">arquitetos</a> do mundo todo. Entende-se como a cidade fez Hitler cair de joelhos mesmo a tendo invadido.</p>
<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/carte-paris.gif"><img class="alignnone size-medium wp-image-106 alignleft" style="float: left;" title="Quem vê assim pensa que é tudo perto..." src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/carte-paris-300x237.gif" alt="" width="300" height="237" /></a>Deslumbrante caminhar pela famosa Avenida de Champs Elysées e seu comércio de tirar o fôlego, dando de cara com l’Arc de Trioumphe ao final do caminho. Romântico caminhar às margens do Sena e suas praças arborizadas. Obrigatório visitar o Louvre e suas intermináveis e gigantescas alas – coisa que sinceramente o cara tem que tirar uma semana se quiser conhecer tudo como se deve. Caminhar pelo centro da cidade e observar como tudo é caprichosamente preservado, não existem espigões e arranha-céus, como a rede de metrô é ágil e onipresente. Constatar a famosa falta de cordialidade dos vendedores das lojas do centro – o que se não é regra, também está longe de ser exceção. E tudo isso à luz do dia. Porque à noite&#8230;</p>
<p>Paris realmente se transforma à noite. É uma outra cidade, a cidade-luz. E instantaneamente me veio a lembrança de um amigo fotógrafo que uma vez me disse: luz é tudo. A iluminação bem aplicada, estudada, planejada valoriza o que está sendo mostrado.</p>
<p>Outra coisa interessante é constatar a quantidade de etnias, idiomas e costumes que interagem em qualquer ponto da cidade. Africanos e suas túnicas, russos, árabes, portugueses, indianos, suecos, europeus de todos os lugares, turistas brasileiros e japoneses em profusão. Aliás, cheguei a comentar com o meu guia Philippe – codinome <em>O Francês</em>: “O Brasil é o novo Japão quando o assunto é turismo” (e aí o dólar diparou). Pra onde se vai tem brasileiro tirando foto*: é mineiro, é carioca, é paulista, é sulista, é nordestino e é claro, é niteroiense (Niterói ainda vai dominar o mundo). Todo mundo convivendo em uma harmonia que se não é perfeita (graças às brigas de gangues das periferias e à óbvia falta de oportunidades para todos), impressiona pela naturalidade. A França de maneira geral anda até preocupada com essa harmonia toda. O país é o centro nervoso da Europa: situado no meio do caminho pra qualquer lugar. Basta olhar pro céu e observar a assustadora quantidade de aviões voando ao mesmo tempo no espaço aéreo em todas as direções (sem exagero, teve um dia que contei <strong>14</strong>). E isso é claro possibilita a entrada e permanência de imigrantes de todas as partes, inclusive daqueles países que são ainda colônias francesas. Não estão colocando ninguém pra fora na marra, mas a política de imigração está se tornando mais rígida principalmente para os imigrantes que não se preocupam sequer em falar francês (é sério) e que permanecem à margem.</p>
<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/photo-009.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-104 alignleft" style="float: left;" title="Vélib\'s pra todo o lado" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/photo-009-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Andando pelas ruas, observa-se as paixões do parisiense: os cães (que tem livre acesso à qualquer lugar – shoppings, banheiros públicos, ao metrô, bares), que não são mal-educados (e nem podem, porque senão o dono é multado); <a href="http://oglobo.globo.com/viagem/mat/2007/10/16/298176555.asp" target="_blank">a bicicleta</a> (que assim como os cães tem livre acesso pra qualquer lugar); o cigarro (ô povo pra fumar); o café; os quadrinhos (de acabamento fino, encadernados e de todos os tipos) e a política (Sarkozi é o alvo preferido de todos, amado e odiado). Um povo que trabalha muito, reclama mais ainda e faz barulho por tudo (passeata por qualquer coisa).</p>
<p>E aí alguém pergunta: qual foi a coisa que mais impressionou. Sem pestanejar eu mostro.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/tour-eiffel-et-louvre-13-10-078.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-101" title="A Torre Eiffel" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/tour-eiffel-et-louvre-13-10-078-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a> <a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/tour-eiffel-et-louvre-13-10-080.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-102" title="Deve ter dado um trabalho montar esse negócio" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/tour-eiffel-et-louvre-13-10-080-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/tour-eiffel-11-10-035.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-103" title="Asa 800" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/tour-eiffel-11-10-035-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Realmente até então nunca tinha entendido tão bem o significado do termo maravilha da engenharia. Talvez esse alguém até ache um exagero tanto deslumbre por um mero monumento, uma coisa que não tem lá tanta aplicação prática para facilitar a vida das pessoas. Mas o meu argumento é que nem só de pão vive o homem. Tem coisas que devem existir simplesmente para serem belas e inspirar, iluminar e alegrar a vida das pessoas – e isso a danada da torre cumpre à perfeição. As intermináveis filas de visitantes estão lá pra comprovar.</p>
<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/ozoir-04-10-091.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-105 alignleft" style="float: left;" title="Mega lixeiras de reciclagem" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/11/ozoir-04-10-091-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Uma cidade grande, bela, organizada e limpa demais (pra não dizer que não senti cheiro de urina nas ruas, aconteceu em apenas um dia perto de uma estação de metrô mais à noite – longe da realidade do centro das nossas capitais). Um passeio que merece ser feito.</p>
<p>Mas&#8230;</p>
<p>Passado o deslumbramento de turista (coisa que só acontece depois de uns 5 dias), a gente começa a olhar a cidade mais friamente. A maior vantagem de ficar em algum lugar com calma é essa: olhar e ver. Conseguir enxergar o quotidiano do lugar e o comportamento das pessoas, e isso só acontece se você tiver tempo de tirar os olhos do visor da máquina fotográfica.</p>
<p>Paris tem seus problemas também: tem mendigo na rua (cada um com pelo menos dois cachorros à tira-colo), tem cocô de cachorro na calçada (e que <strong>não é</strong> do cachorro do mendigo), tem assalto no metrô, tem acidente de trânsito, tem golpista às margens do Sena (quem tem “TURISTA” escrito na testa tem que abrir o olho – uma mulher tentou me passar um golpe que, enquanto niteroiense que sempre andou com a rapaziada de Piratininga, do Ingá e da Saldanha Marinho, saquei de longe que era conversa fiada. Um casal de alemães mais à frente não teve a mesma sorte. Nessa hora a melhor coisa é um “Je ne parle pas français” ou um “No, thanks”), tem engarrafamento à qualquer hora do dia, tem preços exorbitantes (3,50 euros por uma Coca-Cola, uma garrafa d’água <strong>ou</strong> uma grenadine – groselha de rico), tem bêbado inconveniente no metrô, tem vendedor mal-educado&#8230; enfim, tem vários problemas bastante terceiro-mundistas. Nada que prejudique o seu passeio, desde que você esteja preparado para encontrar os seus percalços e saiba ser incisivo quando precisar sê-lo.</p>
<p>E aí alguém me perguntou: “Dureza foi voltar depois dum passeio desses, hein?”</p>
<p>E eu respondo na lata: dureza foi ficar lá e sentir tanta falta do meu país. Dureza foi ficar lá e cair a ficha de não entender porque se fala tão mal do Brasil, porque o país é tão criticado, porque nossa economia é tão explorada e vulnerável à especulação&#8230; enfim, entender porque o Brasil não tem consciência da maravilha que é e (não tem como fugir do clichê) <strong>do potencial que o Brasil tem</strong>. Não vi sequer a cara do Lula em qualquer noticiário que fosse, mas tenho certeza que uma manchete sobre tiroteio, enchente ou qualquer desgraça teria destaque tranqüilamente (é só assistir um pouquinho de CNN).</p>
<p>O brasileiro é um povo que sabe viver a vida, mesmo apesar de todos os pesares. Bonito foi ouvir isso de gente lá de fora. E o Brasil não tem problemas diferentes do Primeiro Mundo. Infelizmente o que acontece aqui é que se perdeu o controle sobre o que está errado. Mas ainda assim vejo com otimismo todos os movimentos em prol da cidadania, da sustentabilidade e da ética, bem como reconheço os esforços do poder público em retomar as rédeas da situação &#8211; social, econômica e administrativamente. Eu acredito que esse país tem jeito.</p>
<p>A França ganhou o meu respeito e a minha admiração. Por ser um país que tem uma política internacional diplomática e não-extremista, mas principalmente por ser tão sincera com ela mesma quando o assunto são seus problemas internos.</p>
<p>Vive La France.</p>
<p><strong>AME O BRASIL.</strong></p>
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		<title>Ser inteligente não é moleza</title>
		<link>http://gaburah.com/2008/09/13/ser-inteligente-nao-e-moleza/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 11:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Beauty and Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Multishow]]></category>

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		<description><![CDATA[Cansado da babaquice atual que virou essa onda insuportável de reality-shows? Eu também. Até que assisti uma pérola chamada Beauty and the Geek (que no Brasil recebeu a infeliz alcunha de &#8220;As gostosas e os geeks&#8221;) no Multishow (um canal que vem crescendo bastante no meu conceito ultimamente). Definido como &#8220;um programa que não tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/09/dea0c365ed39f283bbc3697d85053e29.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/09/dea0c365ed39f283bbc3697d85053e29.jpg"></a>Cansado da babaquice atual que virou essa onda insuportável de reality-shows? Eu também. Até que assisti uma pérola chamada <em><strong>Beauty and the Geek</strong></em> (que no Brasil recebeu a infeliz alcunha de &#8220;As gostosas e os geeks&#8221;) no Multishow (um canal que vem crescendo bastante no meu conceito ultimamente).</p>
<p>Definido como &#8220;um programa que não tem por objetivo promover encontros, mas sim realizar um experimento social para buscar o crescimento de ambos&#8221;, a premissa do troço é a seguinte: 8 nerdões de carteirinha (daqueles inconfundíveis e aparentemente irrecuperáveis) são colocados numa casa com 8 beldades (do estilão americano), sendo que formam-se duplas (um nerdão e uma gostosa). Ao final, vence o casal que apresentar os melhores resultados de mudança: a socialização do cabeçudo e/ou o surgimento de alguns neurônios funcionantes na cabeça da gostosa. O detalhe é que os participantes são rigorosamente escolhidos: os nerds são sujeitos inteligentíssimos (esse é um dos critérios de seleção) &#8211; tem uns que fizeram até MIT &#8211; e as gostosas tem que apresentar o cérebro do tamanho de um amendoim ou Q.I. de ameba (não conseguir soletrar palavras do nível de dificuldade de <em>independence</em> também é um dos critérios de seleção).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/09/dea0c365ed39f283bbc3697d85053e29.jpg"><img class="size-medium wp-image-98 aligncenter" title="O programa é muito melhor que a foto" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/09/dea0c365ed39f283bbc3697d85053e29-300x259.jpg" alt="" width="300" height="259" /></a></p>
<p>A mistura não podia ser mais engraçada: no primeiro dia, os caras se apresentam um a um para as gostosas (que estão todas de biquini à beira da piscina) e vão sendo escolhidos por elas, que não escondem a cara de pavor à medida que eles entram. Só esse início já valeria o programa inteiro.</p>
<p>Mas em meio à farra toda, é comovente observar a sinceridade com que (principalmente) os CDF&#8217;s se expõem. Os caras são extremamente desesperados por conseguir ter alguma vida social ou mesmo serem aceitos como &#8220;caras comuns&#8221;. Chega mesmo a ser emocionante ouvir depoimentos do tipo: &#8220;Eu daria qualquer coisa para me livrar dessa ansiedade, qualquer coisa. Daria até mesmo uma parte da minha inteligência pra superar isso&#8221;.  Faz pensar, né?</p>
<p>Só consigo assistir no sábado à noite e sei que rola reprise no domingo de tarde (mas aí é hora da rodada do Brasileirão e fica difícil acompanhar). A foto aí é da primeira temporada (que não acompanhei). Mas duvido que tenha sido mais hilária do que a segunda (atualmente em exibição). Recomendo.</p>
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		<title>O Cavaleiro das Trevas</title>
		<link>http://gaburah.com/2008/07/19/o-cavaleiro-das-trevas/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 11:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Na verdade não vou escrever nada demais agora. Criei o post só pra dizer que vi o filme e recomendar a todos que assistam. Acho que isso é inédito: QUALQUER coisa que eu diga será um spam em potencial (só pode ser obra do Coringa&#8230;). Mesmo assim, escolhi as fotos que ilustram o post criteriosamente (principalmente a segunda), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na verdade não vou escrever nada demais agora. Criei o <em>post</em> só pra dizer que vi o filme e recomendar a todos que assistam.</p>
<p>Acho que isso é inédito: <strong>QUALQUER</strong> coisa que eu diga será um <em>spam</em> em potencial (só pode ser obra do Coringa&#8230;). Mesmo assim, escolhi as fotos que ilustram o <em>post</em> criteriosamente (principalmente <a href="http://lh5.ggpht.com/gutogabura/SIHG_FK_-2I/AAAAAAAAAa8/x-JOhE4UwJA/s800/O%20Cavaleiro%20das%20Trevas.jpg" target="_blank">a segunda</a>), tentando dar uma dica do que esperar do filme. É o Coringa fazendo escola.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" src="http://lh5.ggpht.com/gutogabura/SIHJX8I0ahI/AAAAAAAAAbc/KZJnVqShOBE/s800/thedarkknight_68.jpg" alt="Vai ficar difícil vender bonequinho desse sujeito..." /></p>
<p>Daqui a uma semana mais ou menos, depois que a poeira e as emoções deixadas pelo filme baixarem, aí sim eu me manifesto.</p>
<p>Nesse meio tempo, assistam.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" src="http://lh5.ggpht.com/gutogabura/SIHG_FK_-2I/AAAAAAAAAa8/x-JOhE4UwJA/s400/O%20Cavaleiro%20das%20Trevas.jpg" alt="O Cavaleiro das Trevas" /></p>
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		<title>O Mundo é de todas as criaturas do Mundo!</title>
		<link>http://gaburah.com/2008/06/26/o-mundo-e-de-todas-as-criaturas-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 00:01:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Pequenos Gestos Grandes Seres Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ética na sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Extraído do Jornal O Globo: Ibama multa dono que bateu em poodle na rua Publicada em 06/06/2008 às 22h07m BRASÍLIA &#8211; Patrick De Meauntroux, de 18 anos, foi multado em R$ 2 mil pelo Ibama e vai responder a processo por ter agredido com tapas e pontapés Bob, seu cachorro poodle, de cor preta. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/o-mundo-e-de-todas-as-criaturas-do-mundo.jpg"></a>Extraído do <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/06/06/ibama_multa_dono_que_bateu_em_poodle_na_rua-546698547.asp" target="_blank">Jornal O Globo</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Ibama multa dono que bateu em poodle na rua</strong></p>
<p id="atual">Publicada em <strong>06/06/2008</strong> às 22h07m</p>
<p>BRASÍLIA &#8211; Patrick De Meauntroux, de 18 anos, foi multado em R$ 2 mil pelo Ibama e vai responder a processo por ter agredido com tapas e pontapés Bob, seu cachorro poodle, de cor preta. A agressão ocorreu no fim da tarde de quinta-feira, em Brasília. O jovem escapou de apanhar de populares depois de bater no cão. Patrick acabou fugindo, e sua namorada levou o animal a uma clínica veterinária, com uma das patas quebradas e problemas na bacia. Bob passou por cirurgia para colocar uma placa de metal na tíbia.</p>
<p>Patrick reapareceu nesta sexta e foi autuado pelo coordenador de Fiscalização de Fauna do Ibama, Antônio Paiva Ganme. O órgão ainda representará contra ele no Ministério Público Federal, e o jovem pode responder a processo com base na Lei de Crimes Ambientais. Patrick chegou a negar a agressão e disse que pisou sem querer no animal. Depois, admitiu aos fiscais do Ibama que perdeu a cabeça e não entendia a razão de ter agido com tanta violência.</p></blockquote>
<p>Lendo essa matéria, me recorreu um pensamento de <em><strong>Mahatma Gandhi</strong></em> que diz mais ou menos isso:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>&#8220;A GRANDEZA DE UMA NAÇÃO PODE SER JULGADA PELO MODO QUE SEUS ANIMAIS SÃO TRATADOS&#8221;</strong></p>
<p>Até nisso o Brasil é um país de contrastes.</p>
<p>Se por um lado observamos diariamente casos de barbaridades e covardias promovidas contra animais de várias espécies, de outro enxergamos um número cada vez maior de pessoas que gastam uma bela soma no mês para cuidar de seus animais de estimação.</p>
<p>O fato é que muita gente se mete a arrumar um cão ou um gato ou qualquer outro mascote mas raramente se dá conta de que está assumindo um compromisso <strong>com</strong> e <strong>para</strong> uma vida toda, pois o mascote é um <strong>ser vivo</strong> que vai passar pelo menos uns bons quinze anos ao seu lado e é <strong>totalmente dependente</strong> do seu cuidado. &#8220;Cachorro é o filho que não cresce nunca&#8221;. O triste é que muita gente só se dá conta disso depois que passa a fase do filhote bonitinho, quando a sujeira fica maior, o gasto fica maior e o trabalho fica maior.</p>
<p>Em diversas regiões, infelizmente, o reflexo disso é o grande número de abandonos registrado principalmente nas épocas de férias, apesar das crescentes campanhas de conscientização e combate à tão <strong>covarde</strong> prática.</p>
<p>Nos Estados Unidos, se uma pessoa quer ter um animal de estimação, precisa registrá-lo e pagar uma licença para isso. E se por acaso o animal foge ou é abandonado, o dono é acionado e responde - podendo inclusive ser devidamente penalizado. Se antes eram usadas as plaquinhas de identificação (as famosas <em>dog-tags</em> &#8211; e essa é a origem do nome daquelas plaquinhas que os soldados utilizam), hoje - com toda a evolução da tecnologia &#8211; existem recursos como <em>microships</em> implantados sob a pele dos animais e localização por GPS. E o cerco aos responsáveis se fecha. O problema é a tal da carrocinha, que recolhe animais perambulantes que se não forem resgatados num prazo x, acabam virando sabão.</p>
<p>O Brasil precisa é adaptar sua legislação no que se refere à posse de animais domésticos. Primeiro para dar responsabilidade ao sujeito que quer ter um animal de estimação porém acha que é um bem descartável. Segundo porque essa talvez fosse a melhor maneira de resolver o problema do cada vez maior número de animais de rua nas cidades de todo o país, coisa que hoje é feita de maneira heróica por voluntários que recolhem, tratam, castram e <strong>TENTAM</strong> arranjar um dono. Só que para cada animal que é recolhido e tratado, outros cinco (em estimativa otimista) aparecem na rua, e o ciclo não acaba nunca.</p>
<p>Nos EUA (recorro ao exemplo estadunidense pois pra mim é um modelo eficiente), se uma pessoa se dispõe a ter um animal de estimação, ela precisa provar que pode cuidar e pagar para isso. No Brasil, cada mendigo de rua tem pelo menos dois companheiros, e normalmente um casal. Aí&#8230; E também acontece isso em casas bacanas, em barracos, em apartamentos&#8230; &#8220;Ah, deixa cruzar só uma vezinha&#8230;&#8221; Quem nunca ouviu ou se pegou falando uma sandice dessas?</p>
<p>O que entristece é ver o total desrespeito à vida, em todas as suas formas, pela sociedade atual. O homem cada vez mais agride o meio ambiente e insiste (apesar de toda a evolução da espécie) em tratar as outras criaturas que co-habitam este mundo de Deus como seres inferiores.</p>
<p><strong>É fato</strong> que não existe criatura mais ou menos inteligente. Isso já foi amplamente discutido cientificamente, espiritualmente, filosoficamente, racionalmente e passionalmente. O que existe são diferentes inteligências entre todas as criaturas, inclusive o homem. E talvez o que atrapalhe tanto a verdadeira evolução do homem seja justamente a auto-proclamada <em>superioridade</em> (sic), que desde que nos entendemos por gente, lá no colégio primário, somos convencidos de ser donos. Depois de crescido, passei a acreditar que não passamos de mais uma espécie nesse mundo, que deveria justamente por sua inteligência aperfeiçoada saber respeitar os demais e promover uma existência harmônica e pacífica entre tudo e todos.</p>
<p>Analisando friamente, o homem se encaixa muito mais no conceito de <strong>praga</strong>, <a href="http://gaburah.com/2007/10/13/al-gore-e-suas-verdades-inconvenientes/#comment-644" target="_blank">e por isso gostei tanto de um filme recente chamado <em><strong>Fim dos Tempos</strong></em></a>.</p>
<p>*****</p>
<p>Palmas para o Ibama. O precedente aberto pelo órgão é um divisor de águas na questão da responsabilidade do brasileiro no trato com os animais. E que seja extrapolada para outras questões tão graves, como o tráfico de animais silvestres e a farra do boi em SC. São lutas espinhosas e árduas, mas é pra frente que se anda. E por mais que se diga o contrário, a reestruturação e renovação dos quadros do funcionalismo público pela qual os diferentes órgãos do governo vêm passando tem trazido também gás renovado para a eficiência dos mesmos.</p>
<p>*****</p>
<p>Outra reportagem que li há um certo tempo dava conta de que a corte marcial do exército americano prendera dois soldados que realizaram uma suposta filmagem no Iraque onde maltratavam animais de rua. A corte estava analisando para verificar a autenticidade e anunciava pesadas punições aos oficiais caso fossem comprovadas as denúncias.</p>
<p>Gosto de pensar que estes são sinais de que o mundo está mudando. A opinião pública pelo menos se faz manifestar hoje em dia, numa realidade em que os canais de comunicação estão cada vez mais rápidos, acessíveis e chegam a cada vez mais pessoas. E cada vez mais pessoas manifestam sua indignação frente a episódios de barbárie desta natureza.</p>
<p>Só que, como tudo, <strong>consciência sem ação não vale de nada</strong>. Então pense muito bem antes de arranjar um animal de estimação. E quando decidir que realmente vai arranjar, pense mais um pouco. Lembre que você vai assumir um compromisso para uma vida inteira, e que abandonar uma criatura que vai ter você como uma figura divina é uma covardia e uma falha de caráter repugnante.</p>
<p>O Mundo não é só seu. Nem meu. <strong>O Mundo é de todas as criaturas do Mundo!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/o-mundo-e-de-todas-as-criaturas-do-mundo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-95 aligncenter" title="Pense nisso" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/o-mundo-e-de-todas-as-criaturas-do-mundo-230x300.jpg" alt="" width="230" height="300" /></a></p>
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		<title>Hulk in Rio</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 15:24:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaburah</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos clássicos]]></category>
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		<description><![CDATA[Assisti O Incrível Hulk ontem, e de cara tenho que registrar que pelo menos o público daqui parece muito reticente em relação ao filme. Possivelmente porque todo mundo acha que vai ser do mesmo nível da primeira e (&#8230;) equivocada versão dirigida por Ang Lee em 2003. Mas podem ficar tranqüilos que não é. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/hulk.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/edward-norton.jpg"></a><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/o-incrivel-hulk.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-92" title="o-incrivel-hulk" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/o-incrivel-hulk-202x300.jpg" alt="O Incrível Hulk" width="202" height="300" /></a>Assisti <strong>O Incrível Hulk</strong> ontem, e de cara tenho que registrar que pelo menos o público daqui parece muito reticente em relação ao filme. Possivelmente porque todo mundo acha que vai ser do mesmo nível da primeira e (&#8230;) equivocada versão dirigida por Ang Lee em 2003. Mas podem ficar tranqüilos que não é.</p>
<p>O diretor deste é o francês Louis Leterrier (que assinou entre outros <em>Cão de Briga</em> do Jet Li e a série <em>Carga Explosiva</em> com Jason Statham). Ele e principalmente o protagonista e excelente ator Edward Norton resolveram bancar a investida e referenciar esta nova versão 50% nas HQ&#8217;s e 50% na antiga série de televisão, com Bill Bixby e Lou Ferrigno. Foi uma bela aposta estratégica. Primeiro porque nada melhor pra que conseguissem fazer um filme diferente do primeiro (que pra falar a verdade, não foi baseado em nem um nem outro); e depois porque a imagem que a maioria do público guarda na memória em relação à carismática série é muito forte.</p>
<p><img class="size-full wp-image-93" title="hulk" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/hulk.jpg" alt="Hulk" width="450" height="338" /></p>
<p><a href="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/edward-norton.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-94 alignright" style="float: right;" title="edward-norton" src="http://gaburah.com/wp-content/uploads/2008/06/edward-norton-150x150.jpg" alt="Edward Norton é Bruce Banner" width="150" height="150" /></a>E nisso, os dois (que andaram até mesmo se indispondo com a Marvel por conta das intervenções que novo estúdio quis fazer no filme) e o grupo de roteiristas foram simplesmente geniais: a todo o tempo se vê o esforço em amarrar todas as pontas soltas deixadas pelo primeiro filme (que se levando em consideração o ponto de vista deste aqui, <strong>não existiu</strong>) e principalmente nas diferenças que a série de televisão tinha em relação aos quadrinhos originais (pra citar só um exemplo que não é <em>spam</em>, no seriado o nome do Dr. Banner era <strong>David</strong>, enquanto nos quadrinhos originalmente é <strong>Bruce</strong>). E por aí vai. O filme está cheinho de referências da série e é um barato ficar tentando encontrá-las ao longo da projeção. Depois entro em detalhes, pois há quem considere esses <em>easter eggs</em> um <em>spam</em> leve. Ainda assim, detalhes típicos das HQ&#8217;s foram resgatados no personagem, e a comunhão entre todas as características da série e dos quadrinhos tem uma harmonia perfeita, irretocável.</p>
<p>Acertaram também em desencavar um inimigo dos quadrinhos - o Abominável &#8211; e dar-lhe uma origem que inclusive já faz referência a um próximo e aguardado filme da Marvel, que mais tarde digo nos <em>comments</em> pra não cortar o barato de ninguém. O problema do Hulk era mesmo se arranjar um inimigo decente pra ele, porque no final das contas o Hulk <strong>em si</strong> é o problema. O Hulk dá dor de cabeça para todos os heróis da Marvel que não sabem o que fazer com ele, e seu principal inimigo é sem dúvida o General Ross, ou seja, o exército americano. Seria um dilema danado pra qualquer diretor colocar o verdão exterminando o exército e esperar empatia do público com isso. Com o Abominável, o exército ainda está lá, seus objetivos ainda são torpes, porém no momento que a coisa pega mesmo ele sai só como a eminência parda da história. Bela sacada.</p>
<p>O filme é muito bom. Uns bons 20% dele se passam num Rio de Janeiro retratado dignamente, o que pra mim foi um atrativo a mais. E com <strong>O Incrível Hulk</strong> a Marvel coloca mais um tijolo na construção que está fazendo para o vindouro filme dos Vingadores (cuja espera pra mim já está tomando ares de agonia), mas também não vou estragar surpresas contando o porquê. A boa notícia para <a href="http://edifick.com" target="_blank">Ana Paula</a> é que desta vez não tem cena pós-créditos e ela vai poder ir ao banheiro tranqüila.</p>
<p>Maiores detalhes depois que todo mundo vir o filme, lá nos <em>comments</em>.</p>
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