Rock Star Wars: Attack of the covers

Kill Em' All

Kill Em' All

 

Depois de um longo Verão venho iniciar os trabalhos em território Gaburahniano. O objetivo é montar uma lista de covers fodões que passam o bandão em seus originais.

Selecionei 40 canções. Outros covers de Rock e Metal ou de outros estilos serão bem-vindos (mas nos comentários, não me encham o saco!). Vamos montar uma enciclopédia de covers!

As canções coverizadas serão linkadas em seu próprio nome, enquanto as originais no nome do autor.

40 – Limp Bizkit – Faith (George Michael)

39 – Metallica – Commando (Ramones)

38 – Van Halen – You Really Got Me (The Kinks)

37 – Motorhead – God save the queen (Sex Pistols)

36 – Papa Roach – Gouge Away (The Pixies)

35 – Rolling Stones- Just My Imagination (The Temptations)

34 – Dropkick Murphys - Halloween (The Misfits)

33 – Foo Fighters – Baker Street (Gerry Rafferty)

32 – Guns N’ Roses – Knockin’ On Heaven’s Door’ (Bob Dylan)

31 – The Beatles – Twist and Shout (Top Notes)

30 – Megadeth - Anarchy in the UK (Sex Pistols)

29 – The White Stripes – Jolene (Dolly Parton)

28 – Sepultura – Orgasmatron (Motorhead)

27 – Metallica- Last Caress (The Misfits)

26 – Pennywise – Surfin’ in USA (Beach Boys)

25 – Kasabian – Runaway (Del Shannon)

24 – Faith No More – Easy (The Commodores)

23 – System of a Down – Shame – (Wu tang clan)

22 – Linkin park – Wish – (Nine Inch Nails)

21 – White Stripes – I Just Don’t Know What to Do With Myself (Tommy Hunt)

20 – Korn – Word up (Cameo)

19 – Black Label Society – I Never Dreamed – (Lynyrd Skynyrd)

18 – Jimi Hendrix – All Along the Watchtower (Bob Dylan)

17 – Anthrax – I’m eighteen (Alice Cooper)

16 – Nirvana – Love Buzz (The Shocking Blue)

15 – Oasis – I am the walrus (The Beatles)

14 – Californian Dreaming – Beach Boys (The Mamas and the Papas)

13 – ACDC – Baby please don’t go (Big Joe Willians)

12 – Rancid – The harder they come (Jimmy Cliff)

11 – Thin Lizzy – Rosalie (Bob Seger)

10 – Johnny Cash – Hurt (Nine Inch Nails)

9 – Joey Ramone – What a wonderful World (Louis Armstrong)

8 – Joe Strummer – Redemption Song (Bob marley)

7 – Megadeth – Paranoid (Black Sabbath)

6 – Nirvana – The Man Who Sold The World (David Bowie)

5 – Mark Lanegan – Man In The Long Black Coat (Bob Dylan)

4 – Metallica – Turn the page (Bob Seger)

3 – System of a down – Metro (Berlin)

2 – Raimundos – Oliver’s Army (Elvis Costello)

1 – Rage Against The Machine – Renegades of Funk (Afrika Bambaataa)

SWU 2011 – Da lama ao caos

Nem vou me ater muito ao empenho logístico demandado para o comparecimento da Caravana do Tio Virso ao SWU 2011. Só isso renderia outro post.

Dia escolhido, o 14 de novembro sagrou-se de cara como data inesquecível e imperdível aos fãs do (bom) rock em todas as suas vertentes: tinha o punk-pop-rock do Duff McKagan’s Loaded; o ska-rock do 311; o metal do Megadeth; o hardcore do Down de Phil Anselmo; o surpreendente hard-rock(abilly) do Black Rebel Motorcycle Club; o rock melancólico de altíssima qualidade do Alice in Chains; o hard rock do Stone Temple Pilots; e aqueles que se encaixam em todas mas não se encaixam em nenhuma: o Primus de Les Claypool e o sempre perfeito Faith No More do frontman Mike Patton.

Um line-up pra roqueiro nenhum botar defeito. Quase um dream team da camiseta preta, por assim dizer. Deu até pra perdoar a bobagem da escalação do inexplicável Sonic Youth no mesmo dia, banda que sempre parece não saber o que fazer no palco, daí fica inventando um monte de maneiras bizarras de esfregar a guitarra em qualquer lugar pra tirar som (barulho) e sair como vanguarda.

E de fato, musicalmente, o dia não deixou pedra sobre pedra. Faith No More e Stone Temple Pilots quebraram tudo e correspoderam às (sempre altas) expectativas dos fãs, com um Mike Patton inspirado (bem diferente das outras apresentação América do Sul afora) e um Scott Weiland com a voz visivelmente baleada (coisa que quase tirou o STP do festival), mas que nem por isso deixou de dominar palco e platéia com seu peculiar modus operandi.

O Alice in Chains fez mais um de seus belíssimos shows, coisa de gente que canta com as vísceras. Com homenagem (no gogó, sem telão, sem presepada) a Layne Staley e Mike Starr (50% da formação original da banda, já falecidos) em Black gives way to blue, foi impossível a qualquer espectador permanecer impassível durante sua execução. Como não canso de dizer, o Alice in Chains é o verdadeiro legado de Seattle para o mundo. Quem não assistiu, agarre-se com unhas e dentes à promessa de Jerry Cantrell sobre um breve retorno da banda ao Brasil. Com toda certeza, estarei lá.

Duas grandes surpresas no dia foram a devastadora apresentação do Black Rebel Motorcycle Club e a competência do Primus. Longe de serem conhecidos pela maioria dos presentes, as duas bandas – de estilos distintos entre si e dos demais - dominaram as atenções desde o momento em que pisaram no palco. Meu parâmetro para a eficiência de uma banda é sempre esse: se tem poucas músicas conhecidas pelo público, mas ainda assim fazem com que ninguém consiga desgrudar os olhos do palco e manifestem seu contentamento, então arrebentaram. BRMC e Primus cumpriram as duas exigências com sobras. Ao fim de seus shows, geral prometia recorrer a meios lícitos e ilícitos de conseguir suas discografias.

Não vi o Down e vi pouco do Loaded, por alguns dos motivos que discorrerei como negativos do festival. Relatos do RB apontam que a apresentação de Phil Anselmo foi no mínimo HISTÓRICA, de fazer os fãs do Pantera verterem lágrimas. Deixo essa pra quem assistiu, pois a organização do festival não me deu essa opção.

Mas no que se refere à música, mesmo com 16h de chuva temporal quase ininterrupta na cabeça, não há do que se reclamar.

*****

A primeira impressão ao se entrar na versão paulista da Cidade de Rock foi boa. Havia organização no sentido de saber onde estava aquilo que se queria encontrar. Muito bem sinalizado, de cara a gente sabia como chegar às praças de alimentação, à cada um dos três diferentes palcos, à tenda de música eletrônica, banheiros, etc.

Dito isso, vamos ao PEOR do SWU 2011:

  • Que se foda, minha saúde primeiro! – Eu disse banheiros? Bem, perdoem a força de expressão. Quis dizer CHIQUEIROS, pois na prática eram exatamente isso. Não sei quem foi o genial projetista do festival que resolveu achar boa ideia instalar os banheiros químicos em área de chão batido – sem considerar minimamente que fosse a possibilidade de chuva (entenda-se dilúvio), que foi EXATAMENTE o que aconteceu. Resultado: uma verdadeira IMUNDICE, onde não se sabia mais em que se estava pisando. A melhor alternativa era se hidratar pouco para precisar ir até o local o mínimo possível. Ou fazer em locais alternativos, mais limpos porém de desagrado da organização. Havia um banheiro propriamente dito na área das arquibancadas, porém igualmente sem a menor condição de higiene, pois SEQUER FAXINEIROS HAVIA (n.e. verbo Haver no sentido de existir não tem plural, ok?). Disparado a pior coisa do festival, coisa pra sofrer interdição pela Vigilância Sanitária municipal, sem o menor exagero. Mais do que a chuva – e pior pela associação a ela - o grande fator destruidor de bom humor do dia;
  • Praça de chafurdação - o mesmo projetista colocou também a praça de alimentação em área de terra. Virou outro lamaçal inóspito e inacessível, o que deve ter sido estratégico pra empurrar a galera para a praça de alimentação vegan (que era bem boa, registre-se). A saída foi comer kibe de soja o dia inteiro, pois quem quisesse algo mais tradicional corria o risco de atolar e não assistir mais nada até o resgate dos bombeiros;
  • Palcos pra que te quero? – No SWU, cada escolha implicava em uma renúncia. Isso é INADMISSÍVEL em um festival de música. Tive que optar entre assistir o STP ou o Alice in Chains, da mesma forma que houve a necessidade de se escolher entre Primus e Megadeth e entre AiC e Faith No More. Ou seja, quem sonhava em assistir todas essas bandas fodonas se fudeu de verde-e-amarelo. Com os dois palcos frente a frente e distantes cerca de 300m entre si, com 5 a 10 min de intervalo entre os shows, tornava-se humanamente IMPOSSÍVEL encontrar um bom lugar para assistir o show seguinte se você estivesse no outro palco. Tremenda bola fora;
  • Sonic Youth;
  • Rali compulsório - enquanto a galera se divertia como podia dentro do festival, a chuva comia solta lá fora. Na área de estacionamento inclusive. E só foram descobrir isso na hora de ir embora. Muita gente saiu do festival às 3:30h da manhã e ficou atolado até as 06h, quando por sorte ou imaginação conseguiam tirar os veículos dali. Organização? Nem tomou conhecimento disso. Ou o cara se virava sozinho ou estaria lá até agora;
  • Prejuízo inesperado - ao fim do festival, magicamente desapareceram todos os atendentes dos stands de comida/bebida. Os ambulantes credenciados só aceitavam dinheiro vivo. OU SEJA: quem comprou tickets (o dinheiro do SWU) com antecedência pra evitar as filas posteriormente MORREU SOLENEMENTE NA GRANA QUE NÃO CONSEGUIU CONSUMIR. Sem choro nem vela, sem ressarcimento. Deve ser pra obrigar o cara a voltar em 2012, só pode.

Fosse um dia ensolarado, alguns desses defeitos estariam minimizados. Mas quem projeta um festival grande assim necessariamente tem que atentar pra esses detalhes. Ainda mais porque a intenção da organização é realizar as próximas quatro edições do SWU neste exato mesmo local. Muita coisa precisa ser repensada, pois as expectativas eram altíssimas para o dia e acabaram (em parte) frustradas pelos acontecimentos e pela falta de planejamento para as contingências.

No frigir dos ovos, restou o rock pra salvar o povo.

Como sempre.

Paul in Rio, Beatles across the universe

Por Bender

Sou um cara privilegiado. Num espaço de 6 meses pude assistir 2 shows, ao vivo, do integrante da maior banda do mundo de todos os tempos.

Na segunda metade da década de 1960, os Beatles - por volta de 20 e poucos anos cada - anunciaram que não fariam mais turnês mundiais devido ao excessivo desgaste das mesmas. Diziam que não se ouviam no palco pelos gritos histéricos das fãs e isso comprometia a qualidade do produto que vendiam. O equipamento da época não suportava mesmo 30, 50 ou 70 mil pessoas gritando ensandecidamente. Surgiu a demanda, a revolução (tecnológica) teve que vir.

Liverpool UK, 1962

Fato é que hoje algumas nações tem poder bélico para destruir o planeta mais de 50 vezes, o equipamento sonoro disponível suporta com extrema facilidade 100 mil vozes gritando e Sir Paul McCartney roda o planeta atravessando oceanos para brindar, saudar, presentear seus fãs. Paul não precisaria se importar, seu patrimônio não vai alterar de forma relevante com mais algumas turnês, mas Sir tem exata noção da importância que tem. Hoje, MaCca, a beira dos 70 anos, faz a mala e pega o avião mundo afora.

Até novembro do ano passado, pensei que nunca mais iria num show de um beatle (a 1ª vez foi em 1990). O show do último final de semana, sua 2ª passagem pelo Rio, foi equivalente ao show do ano passado em SP, sublime. Cada show da turnê UP AND COMING dura quase 3 horas e é composto de um repertório aproximadamente 70% Beatles e outros 30% Paul carreira solo também fodásticos.

Como a ânsia de 20 anos foi saneada no Morumbi em 2010, controlei um pouco mais a emoção no domingo passado. Dessa forma, não consigo apontar um momento mais especial que outro durante as 2,5 horas. Teve a abertura com “Hello Goodbye”, a homenagem com “Something”, a emoção de “A Day in the Life”, o rock de “Drive my Car”, os fogos de “Live and let die”, o agito de “Back in the USSR”, o frenezi de “Helter Skelter”, a despedida em grand finale com “The End”O próprio evento em si como um todo foi o destaque. Inclusive na questão da administração. Pessoalmente, também teve o fato da galera estar mais completa do que o show em SP: fator incremental. Tomá na peida! Assistir o show da banda que você mais se amarra com mais de 30 amigos é foda pra caralho! I’ve got a feeling, a feeling I can’t hide, oh yeah.

Let 'Em In

Show do Paul é quase como aquele filme complicado de entender, cada vez que se vê pesca mais um detalhe – “quase” pois o show tem suas variações, o que o faz melhor que tal filme. Já estão falando de uma possível volta de MaCca ano que vem. Que seja em 2020 ou 2030. Irei assistir Sir com 80, 90 anos ou daqui a many years from now.

Por Gaburah

O tempo parou, literalmente.

Parou por duas razões: primeiro, um período de tempo de três horas passou em uma fração de segundos; e segundo, também porque em pleno século XXI parecia que uma multidão tinha caído num limbo, num paradoxo tempo/espaço…

Não há palavras suficientes para descrever o que é assistir um espetáculo desse calibre ao vivo. A produção megalômana, o cuidado com cada detalhe teatral minimamente elaborado durante a execução de cada música, o showman irrefreável que é Sir Paul McCartney… tudo se soma para tirar o espectador deste mundo durante a apresentação.

Uma experiência, um privilégio.

Mas confesso que esperava uma emoção maior por finalmente estar no mesmo ambiente que uma lenda viva da música. Longe de ser uma crítica isso, pois o bom e velho MaCca é um sujeito tão presente na vida das pessoas através da mídia que parece um cara que a gente encontra toda hora por aí. E além disso, é fato que todo mundo que curte Beatles já assistiu a pelo menos três ou quatro DVD’s de apresentações ao vivo pelo mundo. Já sabe que vai ter explosão em Live and let die, já sabe que ele vai reger o público em Hey Jude, já sabe que vai fazer caras e bocas… e ainda assim se surpreende a cada vez que uma coisa dessas acontece!

Parte da trupe na arquiba

Tive o privilégio de assistir a um show assim acompanhado pela fina nata da rapaziada mais rock and roll do planeta. Posso dizer que isso me torna duplamente afortunado em uma mesma oportunidade. A catarse potencializou, com certeza.

Meu destaque pessoal vai para Back in the USSR, cuja introdução me fez crer que havia uma turbina de avião de verdade ligada em pleno Engenhão (que som fuderoso, bicho…). Primeiro momento entre tantos em que perdi a linha pra valer.

You don't know how lucky you are, boys

E mesmo quando o show acabou, continuou divertido com todas as tentativas de captura dos milhares de papeizinhos coloridos que voaram do palco tomando todos os setores do estádio depois das explosões multicoloridas ao final de The End. Emocionante ver como tanta gente voltava a ser criança se divertindo com aquilo.

Restam agora quatro grandes sonhos pessoais a serem realizados: que venham o Ringo, meu Beatle favorito (ex-Beatle não existe); The Who; Van Halen e AC/DC. Mas o velho MacCa colocou a barra alta, aviso.

Por Matheus

Sábado, 22 de maio de 2011, 10 da manhã. Acordo com o telefone tocando e um cara que eu nunca vi na vida gritando do outro lado:

“Mineiro, onde você tá? Dormindo ainda?”

Se fosse um dia comum, eu mandaria uns três impropérios, desligaria e voltaria a dormir. Mas aquele não era um dia normal. De fato, àquela hora, já era pra eu ter rodado os 448km que separam minha casa da praia de Icaraí, “o skyline mais bonito do Rio de Janeiro”, e já estar pronto pro que seria um dos melhores fins de semana da minha vida. Mas eu ainda não sabia disso e o começo não foi dos melhores. Por um atraso, saí de BH ao meio-dia do dia 22 e tive muito medo de perder o tão esperado 1º Congresso Mundial Blablagoliano. Mas fizemos a viagem em bom tempo e às 18:30h fui recepcionado e, enfim, pude conhecer Victor, o Editor. Logo depois, Ana Paula e a irmã Fernanda, ótimas anfitriãs. A partir das 20:00h, todo o corpo editorial do Blá Blá Gol e parte da nossa maravilhosa audiência. E o Saulo. Mas esse encontro e todos seus detalhes é tema de outro papo. E vale muito a pena.

Meu fim de semana ia muito bem. E quando capotei bêbado, pensei que dificilmente poderia melhorar. Mas eu não contava com o poder de Sir Paul McCartney. Porque eu sabia que seria algo histórico pra mim. Mas não imaginei que seria tão inesquecível.

Bonde Popó Paul sem freio

A caravana formada pelo “mais experiente dos homens”, foi um sucesso. Fui muito bem recebido e a cada 5 minutos eu era apresentado a uma atração do Rio. Cristo Redentor, Cristo Redentor, Ponte Rio-Niterói, São Cristóvão, São Januário, Cristo Redentor, Fundão, Cristo Redentor, Cristo Redentor, Engenho de Dentro e Engenhão. Convenhamos, sen-sa-cio-nal acolhida, né não?

 

Olha o Cristo, Mineiro!

Olha o Cristo, Mineiro!

Diferentemente do Gaburah (e pra surpresa de todos, acredito) , eu odeio assistir DVD’s de shows. Nunca completei um, nem de bandas que sou muito fã, como The Who, Rolling Stones, Beatles e Rage Against The Machine. Eu não tinha a menor ideia de como seria a produção do show. E fui pego de surpresa em todos os momentos.

Paul e todo seu time de músicos (aliás, que time, com especial atenção pro batera) fizeram daquelas quase 3 horas, um dos momentos mais fodas da minha existência. Sem falar na catarse coletiva que acontecia ao meu lado com todos os membros da trupe, cada um ao seu jeito, com completa consciência de que ali escrevia-se a história. Ainda que seja menos emocionante pra quem já foi anteriormente.

Quanto às músicas, é difícil não falar de todas. Paul é um cara tão foda que rolam músicas tristes , alegres, dançantes, românticas e pauleiras. Chamo a atenção para Back In The USSR, por tudo que aconteceu naquele pedacinho de arquibancada durante a execução, All My Loving e Serginho fugindo e para Live And Let Die e Helter Skelter, momentos que chorei copiosamente, ainda que quieto no meu canto, como bom mineiro. Momento especial também foi quando liguei pros meus pais durante Hey Jude, primeira música do Beatles que eu ouvi quando era pequeno e minha mãe cantava uma versão nacional da mesma.

Eu só tenho a agradecer. Não esperava pela metade de tudo que houve. Valeu muito a pena. E eu espero ter sido um bom visitante, porque pretendo voltar. Se o Paul pode, eu posso também.

Top 10 – Why so hard?

Em semana de frenética expectativa pelo show do bom e velho Paul McCartney em terras cariocas (que terá cobertura em peso de todos os editores do BBG e do Gaburah.com) e, melhor ainda, na casa do Botafogo, saiu um início de discussão pra lá de bacana no Open-bar do Blá Blá Gol: Os 10 Maiores Álbuns de Rock (na opinião pessoal de cada um, claro). Em rara unanimidade, os editores do Oriente Médio dos blogs de futebol acharam por bem transportar a discussão (que promete) pra cá.

A lista pode ser feita de acordo com qualquer critério pessoal. No meu caso, minha lista foi baseada na influência que os álbuns tiveram sobre meu gosto musical – e como moldaram ou colaboraram para aprimorá/revê/refiná-lo. Em todos os casos, são álbuns que me fizeram construir os conceitos de música conforme acredito ser o ideal. 

Vou dar a cara a tapa e colocar a minha lista aqui, ciente de que está looooonge de ser unanimidade. Talvez não seja unanimidade nem pra mim mesmo, visto que posso revê-la daqui a duas semanas e achar que fiz alguma injustiça. Mas injustiça mesmo seria meramente tentar rankeá-los. Sendo assim, seguem em ordem de igual importância pessoal:

# King for a day, fool for a lifetime – Faith No More
# Rubber Soul – Beatles
# The Southern Harmony and Musical Companion - Black Crowes
# Tommy – The Who
# Pump – Aerosmith
# Are you gonna go my way – Lenny Kravitz
# The Dark Side of The Moon - Pink Floyd (sim, eu sei: QUEM DIRIA!)
# Back in Black – AC/DC
# X – INXS
# Unplugged – Alice in Chains

*****

Viva o rock and roll, bicho.

A briga já começa na ilustração: o MEU álbum definitivo do FabFour

A pirate’s life for me!

Já virou clássico pessoal. Esse vai desafiar os limites intransponíveis de tempo e espaço na minha preferência.

Piratas do Rock (The boat that rocked, 2009) ilustra o panorama das rádios (literalmente) piratas que transmitiam rock and roll e música pop na Inglaterra dos anos 60. À época o som era altamente marginalizado no Reino Unido, e pra quem pode imaginar que as causas dessa perseguição eram as boas e velhas moral e bons costumes, vai se surpreender com as razões apontadas de maneira simples, porém genial no filme.

No afiadíssimo elenco - todo excelente, desde os coadjuvantes menos conhecidos a Phillip Seymour Hoffman (hilário) – destacam-se as figuras de Rhys Ifans e principalmente Bill Nighy (num papel menor, mas que rouba o show), passando pelo figuraça Nick Frost e uma Emma Thompson porra-louquíssima. Até o antipático papel de Kenneth Branagh é divertido.

Se isso ainda não foi suficiente pra convencer a assistir, adicione a trilha sonora repleta de hits mais e menos conhecidos do rock and roll da época. Desde The Kinks, The Who, Stones, Hendrix, Beach Boys até Dusty Springfield e Smokey Robinson, com espaço também para a sempre sensacional versão de Burt Bacharach para This guy’s in love with you (aquela mesma que o Mike Patton tanto ama).

Fica a dica. Depois podem passar aqui pra agradecer.

Lennon/McCartney ou vice-versa

Quando constituíram a banda lá no início dos 60′s, John e Paul acordaram que todas seriam creditadas à parceria, mesmo que apenas um deles fosse o compositor da obra. Existem exemplos de músicas que ambos compunham, como “Love me Do”, “Eleanor Rigby” e “Can’t Buy Me Love”, mas a maioria realmente foi composta isoladamente e depois “juntada” pela dupla, pelos Fab Four e George Martin. Por algum motivo natural de ambos (talvez até um acordo tácito), depois da separação da banda nenhum tocava a música do outro, apesar de ter os direitos sobre a obra e poder usufruir.

Tal acordo ou apenas “ranhetice” impede os fãns de ouvirem Paul tocar “Help!”, “Ticket to ride”, “I wanna hold your hand”, “You gonna lose that gril”, “From me to you”, entre outras muitas… fico imaginando “A Hard Day’s Night”, a galera iria ao delírio e começar a cantar junto desde o primeiro, e talvez mais famoso acorde, dos Beatles. “She Loves You” foi pedida e até cantada pelos 65 mil presentes ao Morumbi em 21/11/2010, mas Paul se saiu bem no microfone com um “I love you yeh yeh yeh”.

Lennon, aliás, depois de 1970, extrapolava a ranhetice e não gostava nem de tocar suas próprias músicas da época dos Beatles. Clássico é um show que fez em NY (fácil de encontrar em DVD) com o diabo do oriente ao seu lado no palco, onde depois de encherem o saco, John manda: “então vamos voltar ao passado, apenas 1 vez“, e toca “Come Together” para o delírio da galera.

Fato é que as apresentações do Paul não tinham músicas efetivamente compostas apenas por John, até a turnê UP AND COMING. McCartney ao tocar “A Day In The Life” e “Give Peace a Chance” me emocionou mais do que a própria homenagem que fez “ao amigo John”.

Paul in Sampa: O Maior Show de Coverdose do Mundo

Rock ‘n’ Roll mesmo que sexagenário preconiza aperto e perrengue. Sir Paul McCartney 4 anos acima de 64 fez seu show e este escriba teve que deslocar-se de sua provinciana Niterói para a cosmopolita São Paulo. Ingressos adquiridos (obrigado, Marianna) a opção do translado deu-se através do Maradona, um clássico para dos postes e muros de Icaraí nos anos 80 e 90.

A ideia era ir em um pé só, ver o show e voltar na mesma perna. E assim a trupe deveria estar descansada 6 da matina de domingo encaroçando no ônibus rumo àquela terra cheia de curinthiano. Naturalmente que a madrugada foi com olhão aberto na ansiedade.

- Foda-se. Durmo no ônibus

Aroz e Zovos

Pouco necessário dizer que dormir no ônibus foi impossível. Ana Paula, Serginho, Carol², Karla, Marianna e Beth não se aguentavam de ansiedade e tagarelando o tempo todo obrigou-me a mais uma pá de horas acordado (para não parecer implicância minha, Bender se queixou da mesma coisa).

Chegamos em Sampa e os Primes de nossa trupe apressaram-se a ir a uma típica praia paulistana para devorar qualquer sanduba e ir para a fila (Sampa é o oposto do oposto mesmo. Os Primes tem de ficar na fila, a ralé pode chegar em cima da hora). A ralé se espalhou e de repente se viu em um Shopping sem muito o que fazer, faltando boas horas para o show e um sono da porra quando Serginho do alto de toda sua experiência pela longa vida teve A idéia. Comprar ingresso para o pior filme possível e roncar.

Aí o show começou.

A Maior Escada do Cancun do Mundo

Separados, a trupe dividiu-se por diversos setores: Primes, Geraldinos e Arquibaldos. E a mim coube a primazia de ver tudo do alto de forma geral e irrestrita.

Nas arquibancadas, é necessário que se faça valer as consequências de escolha. Ao entrar, o efeito manada te leva para o meio da mesma, local onde todo o palco é visualizado, além do telão, embora com estruturas metálicas à frente. No entanto, a estrela máxima da noite ficaria pequenininha. Desbravando os espaços, a opção era aproximar-se do palco e perder ângulo do fundo do palco e visualização do telão. Esta segunda opção foi a que me agradou e posicionei-me para acompanhar Paul McCartney da mesma forma que sofro ao mirar em Washington no Maracanã perdendo gols com a camisa do Flu.

O show, transmitido ao-ressucitado pela TV já está mais que batido para qualquer um que se aventure em ler este relato. Por isso preocupa-me em passar o que foi ser um feliz arquibaldo na mão do palhaço nesta noite sensacional como se estivesse no show de Coverdose mais foda de toda a História.

Quem já ocupou as Escadas do Cancun sabe o que pode fazer a combinação: fácil acesso à cerveja + degraus livres + excelente rock ‘n’ roll. Honrando as tradições coverdosinianas, eu e Ana Paula transformamos a arquibancada azul na Maior Escada do Cancun do Mundo, percebendo o show do Paul McCartney como ele merece: participando insandecidamente e consequentemente contagiando os vizinhos que por sua vez em um processo iterativo recontagiavam-se em uma orgia rocknrolliana.

Daí, para juntar uma coisa com outra foi um pulo. Qualquer sentimento de emoção descrito aqui serve para descrever algum momento do show. O choro podia vir desde uma tocante Hey Jude (DESAFIO que se ouça no show impassível) ou na frenética Live and Let Die. Cada um com seu cada um. Do alto, era perceptível que estivesse onde estivesse, qualquer um naquele Estádio estava em deleite e torpor em um senhor show de rock ‘n’ roll com 3 horas sem sair de dentro. Tanto que quem deixou para comprar lembranças oficiais no final do show saiu de mãos abanando (meu caso)

Mas nem tudo foram flores. Como ser pragmático e calcado em critérios bem definidos, senti meu Mundo desabar ao ter de abdicar de minhas convicções de uma vida ao perceber que Rolling Stones e Queen são poeira cósmica do Rock.

And in the end, the rock you take is equal to the rock you make.

*Por estar inebriado com o show, não me preocupei em tirar fotos, e por isso agradeço a Drª Karla pela foto dos zovos e ao Dr. Tomyo Nishida pelas fotos de Sir Paul McCartney aqui postadas.

O feriado do ano (ou “SWU – Começa com seu dinheiro”) – Dia 2

Continuando a saga de se divertir aos montes com os amigos (da época do meu avô, isso) no que seria o maior festival sustentável (mentira!) já realizado no Brasil, acordei no 2º dia pronto pra mais uma batalha por banho, comida e correria pra pegar bons shows.

2º dia (10/10/2010) – Surpresas boas e ruins.

Com aquela ressaca normal, me equilibrei no colchão de ar pra tirar a roupa do dia anterior e colocar uma bermuda, porque às 09:00h o calor já era quase insuportável dentro da nossa “casita”. Foi quando meu irmão virou e meio que com muito sono ainda, mandou a pérola: “Má, tem algo fedendo aqui e não fui eu.” Como eu também não tinha sido, achei estranho. Abri a barraca e…

“PORRA! MAS QUE MERDA É ESSA?”

Algum infeliz tinha…ahn…como eu vou falar…cagado na frente da nossa barraca durante a noite. E sai Matheus com galão de água pra limpar a bosta (literalmente). 20 minutos depois a situação já tava controlada, mas aquilo me deixou puto. Muito puto. Resolvi ir tomar banho e até os preparativos ficarem prontos e o Lucas acordar, já era por volta das 10:40. Até eu sair do banho, 12:45h.

Duas horas de fila para tomar um banho gelado e sem shampoo (valeu, Lucas!) não deveriam ser motivo para um parágrafo especial do post. Mas como ocorreram coisas legais, vale a pena. Primeiro, o Henrique, amigo nosso, já reclamando do sol batendo na calva. “Tá tudo ardendo, pô”. Confesso que nessas horas, especialmente, é bom ter cabelo. Algum tempo depois, chega uma Land Rover e estaciona exatamente ao lado da fila. Eduardo Fischer, o homem que comandava tudo ali, sai do carro e vem falar exatamente com a gente: “eu quero que vocês reclamem diretamente comigo, agora”. Foi bem legal da parte dele, a galera ficou meio calada no começo, mas quando alguém soltou que “o maior problema é essa fila”, todo mundo deu opinião. Banheiro, chuveiro, cerveja à R$ 7,00 com os ambulantes (o que deixou ele bastante nervoso), comida cara, tudo foi falado. Ele se comprometeu a buscar soluções pra situação da galera naquele momento (soluções que não vieram, diga-se de passagem) e afirmou que tudo vai ser anotado (como realmente foi) pra próxima edição do SWU.

Depois, ainda na fila, conheci um flamenguista do Rio (camisa legal a de 81 dele) que tinha curtido muito o show do Rage e dando ideia do Rock In Rio IV que, segundo ele, pode ter Bob Dylan e AC/DC. Aquilo me deixou bastante interessado, mas de qualquer forma já devo ir pelas razões expostas por Gaburah.

Saí do banho sentindo uma puta dor no pescoço (fruto da noite mal dormida e do peso da toalha por 2 horas) e pouco preparado pros shows. Comi qualquer coisa com meu irmão e fomos pra arena, onde o resto da galera de BH já esperava ansiosamente (eu não) pelo show do Teatro Mágico. Na boa, a ideia dos caras pode até ser legal, as músicas bonitinhas e fofinhas, mas aquilo não me pega. Não sei se foi na onda do Rage que o Fernando Anitelli, vocalista, também tocou demonstrando apoio ao MST, mas isso nem foi tão notado. Pessoal que gosta ficou emocionado e tudo mais  e o show foi uma demonstração do que seria o 2º dia. Muito pouco rock de verdade.

O Teatro Mágico

O Teatro Mágico

Continuando as atrações brasileiras, subiu ao palco o Jota Quest. Show que não assisti. Como não ouvi falar nem bem nem mal, deve ter sido normalzinho o show. Mais emocionante pros caras que tavam tocando do que pra qualquer um que estivesse vendo. Tocar num evento desse porte não é brincadeira e, ao que me consta, o Jota Quest nunca tinha participado. Deve ter sido bom pros caras. Aliás, alguém já se perguntou porque esse nome da banda?

Eu, enquanto rolava o show do Jota Quest e parte do show do Capital Inicial estava tentando comprar cerveja e comida. Tentando, porque a máquina de passar cartão não funcionava nem a porrete, eu não tinha um puto no bolso, meu irmão tinha sumido e eu tava sozinho. Ao que me consta, durante todo o 2º dia a tal da máquina não funcionou e eu teria ficado o dia inteiro me estressando se o Lucas não tivesse me achado e comprado duas geladas pra gente.

Jota Quest e Capital Inicial

Jota Quest e Capital Inicial

Voltei pra arena dos shows a tempo de pegar o Capital mandando músicas de bandas que fizeram o rock em Brasília nos anos 80 e 90 (“Mulher de fases” botou todo mundo pra pular e se perguntar por que o Raimundos não volta com o Rodolfo) e deixando o clima bom para a próxima atração.

Sublime With Rome

Sublime With Rome

Sublime With Rome entrou botando pra fuder com um ótimo setlist que deixou a galera pulando na mistura de reggae, rock e aspectos de rap. O destaques ficam para as famosas “Date Rape”, “Wrong Way”, “Santeria”, “What I Got” e “Summertime”. Mas isso só pra quem não conhece muito a banda e só ouviu com mais força os sucessos. O show inteiro foi muito bom e todas músicas caíram muito bem. O pôr-do-sol acontecendo no momento e o clima legal ajudaram a tornar esse um dos melhores shows do festival, apesar de ter durado pouco mais de 1 hora. O melhor show do 2º dia com certeza. E uma surpresa pra quem imaginava que o moleque de 22 anos que conduzia a banda não aguentaria a pressão. Rome mandou muito bem e a banda está muito bem representada.

Regina Spektor

Regina Spektor

Logo depois começou o show de Regina Spektor, ou se vocês preferirem, o “show mais sem sentido do SWU”. Quer dizer, eu entendo que a música dela possa ser boa, mas, além de ter sido prejudicado pelo som baixo, a voz e o estilo de música não cabiam nesse festival. Deve ser um show bom pra você levar aquela mina, fazer uma graça e tudo mais. Mas com 50 mil roqueiros ela não se deu bem.

Mas quando a MUSA-MOR apareceu no palco, os ânimos se exaltaram novamente.

Joss Stone, a MUSA deste espaço.

Joss Stone, a MUSA deste espaço.

Além de cantar uma barbaridade, Joss Stone é linda. Muito, muito, muito linda. Pra mim era difícil tirar os olhos do palco, e olha que eu tinha bons motivos para tirá-los. Eu não fazia ideia do quanto a musa cantava até assistir ao show, que valeu muito a pena. Fato é que Joss Stone merece um post só pra ela. E como ela merece, ela terá. Aguardem…

Dave Matthews Band

Dave Matthews Band

Com o melhor time de músicos do festival, o Dave Matthews Band entrou no palco Água com muita expectativa em cima deles. Muitos esperavam pelo melhor show do festival, o que não aconteceu, a não ser para os fãs. Por outro lado, o show foi muito bom. A Banda do Davi Matheus só tem cara que conhece daquilo ali e o som, ainda que baixo (como foi durante todo o 2º dia), manteve a galera acesa. Além de Carter Beauford ser um show à parte. O cara deu uma aula de bateria. Mas uma aula muito bem dada. Um dos melhores do Mundo com certeza, Carter mandou algumas viradas arrepiantes e, na minha opinião, se a banda levasse também o nome dele, não seria injustiça.

Ficava claro que a pegada era mais leve no 2º dia. Além disso, minhas costas e o frio estavam me matando. Ficar velho não é fácil, que o diga Serginho, o Eterno. Mas chegava a hora do último show e esse prometia ainda mais que o anterior.

Kings Of Leon

Kings Of Leon

Muitos me falaram que só o Kings Of Leon valeria todo o SWU. Gaburah, inclusive, falava muito bem dos caras. Caras que gosto muito, por sinal. Mas o show foi decepcionante. Tocando quase que só músicas do novo álbum, o Kings Of Leon não mexeu com ninguém ali, a não ser com os sucessos “Molly’s Chambers” e “Be Somebody”. A minha opinião pode até estar um pouco corrompida, em função do sono, do frio e da dor nas costas, mas ao que me parece, realmente o show não foi nada demais. Cabe um destaque apenas para a produção, que foi a melhor do festival. O pessoal que controlou o telão central, principalmente, ao passar imagens diferentes do show, ganhou meu respeito.

Na verdade, o dia foi salvo por Sublime With Rome e pela Musa. Se não fosse por eles, teria passado em branco. Mas, quando eu digo que os dois shows valeram a pena, quero dizer que valeram muito a pena.

Fui comer qualquer coisa depois do show, quase morri de frio na fila, que durou uns bons 40 minutos e, de barriga cheia, dormi para o que seria um dos melhores dias da minha vida. Rock N’ Roll de verdade, um moletom muito bom e uma rodinha de violão que acabou sendo um dos melhores momentos do festival.

Hasta!