Em semana de frenética expectativa pelo show do bom e velho Paul McCartney em terras cariocas (que terá cobertura em peso de todos os editores do BBG e do Gaburah.com) e, melhor ainda, na casa do Botafogo, saiu um início de discussão pra lá de bacana no Open-bar do Blá Blá Gol: Os 10 Maiores Álbuns de Rock (na opinião pessoal de cada um, claro). Em rara unanimidade, os editores do Oriente Médio dos blogs de futebol acharam por bem transportar a discussão (que promete) pra cá.
A lista pode ser feita de acordo com qualquer critério pessoal. No meu caso, minha lista foi baseada na influência que os álbuns tiveram sobre meu gosto musical – e como moldaram ou colaboraram para aprimorá/revê/refiná-lo. Em todos os casos, são álbuns que me fizeram construir os conceitos de música conforme acredito ser o ideal.
Vou dar a cara a tapa e colocar a minha lista aqui, ciente de que está looooonge de ser unanimidade. Talvez não seja unanimidade nem pra mim mesmo, visto que posso revê-la daqui a duas semanas e achar que fiz alguma injustiça. Mas injustiça mesmo seria meramente tentar rankeá-los. Sendo assim, seguem em ordem de igual importância pessoal:
# King for a day, fool for a lifetime – Faith No More # Rubber Soul – Beatles # The Southern Harmony and Musical Companion - Black Crowes # Tommy – The Who # Pump – Aerosmith # Are you gonna go my way – Lenny Kravitz # The Dark Side of The Moon - Pink Floyd (sim, eu sei: QUEM DIRIA!) # Back in Black – AC/DC # X – INXS # Unplugged – Alice in Chains
*****
Viva o rock and roll, bicho.
A briga já começa na ilustração: o MEU álbum definitivo do FabFour
Rafael Bender é rubronegro tradicional, ou seja, chato pra cacete. Mas toda a celeuma em torno das questões futebolísticas fica restrita ao Blá Blá Gol, blog reconhecido pela ONU como o Oriente Médio dos blogs sobre futebol. No geral, é uma cara bacana, um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones…
Por Rafael Bender
Tropa de Elite já tinha virado polêmica antes mesmo de começar com toda a pirataria que envolveu o lançamento do 1º filme. Para a segunda trama foi montado um grande esquema de segurança. Um filme que suscita séries de discussões já pode ser considerado bom. Mas Tropa 2 é ainda mais. Como o Tropa 1 prende a atenção desde o primeiro minuto.
O filme mostra um Capitão Nascimento (agora Tenente-Coronel do BOPE) 10 anos mais maduro. Quando “cai pra cima”, como ele mesmo define no filme, torna-se subsecretário de Segurança Pública do Estado do Rio. Com o up-grade, reestrutura o BOPE, transformando-o “numa máquina de guerra”. Tema muito atual da realidade do Rio de Janeiro: com o combate ao crime organizado sendo eficaz, os policiais corruptos sacaram a chance de uma nova forma de organização (auto-ajuste do “sistema”) em detrimento ao tráfico de drogas, as milícias. Dessa forma, vai-se direto na fonte e elimina-se o intermediário (traficantes), o que sempre aumenta o lucro.
Ali, Nascimento percebe (ou demora a perceber) que o buraco é mais embaixo. A rede é maior do que se imagina. O “sistema” é todo interligado. Desde os peixes grandes aos nanicos. Padilha escancara toda a hipocrisia e cara-de-pau dos políticos brasileiros como a participação do governador em festividades nas favelas com milicianos armados e com sensacionalistas apresentadores de TV de duas caras (políticos). Assistindo ao filme pensava comigo: “corajoso esse cara é”.
O filme ainda traz uma figura manjada na nossa vida real, porém essencial para as discussões no filme: um pseudo-intelectual de esquerda. Capitão Nascimento trava uma batalha pessoal no campo ideológico com o cara dos “Direitos Humanos” que quase chega às vias de fato (assistindo ao filme entende-se o por quê). Posteriormente, percebem que estão do mesmo lado, mas com visões diferentes.
As politicagens, artimanhas, os detalhes, os mecanismos, os interesses diversos, tudo é abordado na trama. Muito interessante é o foco do filme, principalmente nessa época de campanhas eleitorais e seus “financiamentos”. A maconha e o pó, objetos de consumo do Tropa 1, dão lugar ao voto. É a corrida, a busca pelo poder. O “sistema” é todo voltado visando à perpetuação dos corruptos.
Capitão Nascimento parte para o combate, mas percebe que a guerra que trava contra o “sistema” é inútil, através de sua relação (até certo ponto complicada) com seu filho adolescente. A cena final do filme deixa claro quando o protagonista solta o verbo na Assembléia Legislativa dizendo que não tinha como responder à pergunta feita pelo filho quando ainda era criança. Se a louça está acumulada, imunda e cheia de resto de comida, não adianta matar a barata, pois aparece outra. É preciso fazer a limpeza da pia. Dá muito mais trabalho, mas é o que resolve.
Como tudo é jogado na cara, você passa a refletir sobre alguns problemas do seu próprio cotidiano que, na teoria, seriam simples de serem resolvidos. Dois exemplos que me veem é o acúmulo da função de trocador nos ônibus pelo motorista e a merda do comprovante de pagamento que apaga 1 mês depois. Era para ser simples. Determinava uma lei impedindo tais abusos e ponto. Mas a força política dos donos de empresas de ônibus e dos bancos provavelmente é grande. Está tudo no “sistema”.
Depois, para não deixar dúvidas, Padilha ainda dá um take onde é mostrada Brasília. Pra mim, faltou a legenda: “QG Central”, mas ficou subentendido.
Quanto ao aspecto técnico do filme não posso opinar muito. Sou um mero apreciador de bons filmes, bons efeitos e bons atores. Sei que além da mega qualidade da produção, me surpreendeu em Tropa de Elite 2 as atuações de quase todos os atores (inclusive com um toque de humor).
Arriscando-me um pouco.
Tive a impressão que as cenas do Tropa 2 foram mais curtas que do 1. Era muito assunto para um filme só.
Mais detalhes sobre cenas, o que você achou disso, daquilo… nos comentários. Até porque já explanei demais e tem maluco que ainda não assistiu.
O melhor deste post prometem ser os comentários. Parafraseando Didi Mocó: “Aguarde e confie”.
A brincadeira começou no Blá Blá Gol com as mensagens pelo Dia Mundial do Rock e acabou se estendendo para o Twitter. O lance era simples: responder a pergunta Qual o seu hino pessoal do rock ‘n’ roll? – só havendo a possibilidade de uma escolha, por mais difícil que seja.
Pergunta difícil, ainda mais porque tenho a consciência do quanto de música e bandas boas existem por aí. Mas essa é a beleza da coisa: a música é a arte mais democrática que existe. A música chega pra todos da mesma forma, sem qualquer preconceito, e ainda assim permite a cada um que a ouve de uma mesma forma tirar sua impressão pessoal dela – seja alto, baixo, gordo, magro, careca, cabeludo, velho, novo, homem, mulher, preto, branco, amarelo ou vermelho. A música diz a cada um aquilo que lhe convém.
Em especial o rock ‘n’ roll – morto da forma romântica como foi concebido, infelizmente – com todas as suas facetas, como a gente vai poder estudar por aqui. Quase um estudo sociológico por assim dizer.
Cada um que respondeu ficou responsável por elaborar também um pequeno texto defendendo a sua escolha particular, que publico também junto a cada escolha. Criador e criatura.
Vai lá e vota! O dia já passou, mas o Rock ‘n’ Roll is here to stay!
Salve 13 de julho – Dia Mundial do Rock!
God gave Rock ‘n’ Roll to you
Gave Rock ‘n’ Roll to you
Gave Rock ‘n’ Roll to everyone!
Como grande fã dos mascotes que sou, não posso deixar passar em branco o aniversário de um dos grandes símbolos atemporais do Botafogo de Futebol e Regatas: o Pato Donaldcompletou dia 09 de junho de 2009 os seus bem vividos 75 anos – com motivos de sobra pra destilar o seu famoso e carismático mau humor em cima do Botafogo.
Lorenzo Mollas, chargista argentino que trabalhou no Rio de Janeiro nas décadas de 1940 e 50, vestiu o Pato Donald com a camisa do Botafogo nos anos 40. Logo, a personagem de desenhos da Walt Disney foi adotada como mascote pela torcida. Mollas escolheu o Pato Donald porque ele reclama seus direitos, luta, briga e defende-se, como eram os dirigentes alvinegros da época, e, ainda, sem perder a sua elegância ao deslizar pelas águas, aludindo à prática do remo. (Fonte: Wikipédia)
Donald, Garrincha, Túlio Maravilha, Biriba… símbolos que ainda apaixonam pelo Botafogo até hoje.
Esse final de semana foi marcado pela despedida oficial do maior tenista brasileiro de todos os tempos, o manezinho que levou o Brasil ao primeiro lugar do ranking mundial da Associação de Tênis Profissional – um lugar até então desconhecido e utópico no imaginário coletivo tupiniquim: Gustavo Kuerten, um brasileiro de Santa Catarina, o carinhosamente conhecido Guga.
Guga ergueu três vezes a taça em Roland Garros, um dos torneios mais tradicionais do tênis mundial. Não obstante, tornou-se reconhecido no meio como um dos maiores especialistas das quadras de saibro. Ganhou seu dinheiro honesto, juntou suas conquistas e nunca deixou de ser um cara família. Jamais perdeu a humildade. E nem mesmo a paciência, na época que era crucificado pela sua queda de rendimento justificada por uma lesão que o perseguiria para o resto da carreira.
Guga fez o tênis acontecer no Brasil. E ainda assim, encontrava resistências dentro da confederação brasileira do esporte (vai entender brasileiro…). As escolas de tênis viram acontecer um boom de alunos da noite para o dia, alavancado pela performance do brasileiro nas quadras do mundo inteiro, e todos dando suas raquetadas ao som do “ãhmm” que se tornou a marca pessoal do ídolo.
O que não dá pra entender é como todas as homenagens que Guga está recebendo – as mais apaixonadas, fervorosas e sinceras – são na França. Roland Garros e seu público amam de coração o catarinense, e a despedida do tenista não poderia ser mais emocionada da sua parte e da parte de seu fiel público, uma verdadeira legião de admiradores.
Ser brasileiro é foda. O mundo inteiro gosta da gente pelo perfil, pela simplicidade, pelo carisma.
Mas aqui dentro mesmo estamos anos-luz de servir de exemplo quando o assunto é o reconhecimento. Nesse ponto, é foda ser brasileiro…
Guga, obrigado por tudo. Ainda que eu mesmo não seja um notório apreciador do tênis, sei sim reconhecer um grande exemplo de brasileiro quando este leva o nome do Brasil com dignidade onde quer que vá.
Valeu, manezinho!
*****
Belíssima homenagem na França.
Um troféu magnífico, que muitos que chegarão às finais gostariam de estar ganhando como o herói que caiu ainda na primeira rodada. Essa é, orgulhosamente, uma das fotos que ficam eternizadas na história do esporte brasileiro.
Foi lançada a Campanha Gatti no Fogão no Blá Blá Gol, a fim de unir os esforços dos alvinegros que gostariam de se manifestar e contar com o arqueiro para defender as metas do Botafogo no Brasileirão 2008.
Maiores detalhes no Blá Blá Gol e comunidades do Orkut.