Na verdade não vou escrever nada demais agora. Criei o post só pra dizer que vi o filme e recomendar a todos que assistam.

Acho que isso é inédito: QUALQUER coisa que eu diga será um spam em potencial (só pode ser obra do Coringa…). Mesmo assim, escolhi as fotos que ilustram o post criteriosamente (principalmente a segunda), tentando dar uma dica do que esperar do filme. É o Coringa fazendo escola.

Vai ficar difícil vender bonequinho desse sujeito...

Daqui a uma semana mais ou menos, depois que a poeira e as emoções deixadas pelo filme baixarem, aí sim eu me manifesto.

Nesse meio tempo, assistam.

O Cavaleiro das Trevas


18 Responses to “O Cavaleiro das Trevas”

  1. 1 Victor Pimentel

    Fui ver ontem.
    Cinema lotado. Não vi. Comi no Outback bancado.

    Verei hoje.

    Enquanto eu não ver, tem gente que não vai parar de encher o saco.

  2. 2 Gaburah

  3. 3 Julio, o Ogro
  4. 4 Gaburah

    Como já foi citado por aqui em alguma das discussões, os heróis da DC tem um diferencial em relação aos da Marvel: a profundidade psicológica, a carga emocional, a acidez (talvez seja o melhor termo que encontro para ilustrar). Fã da Marvel que sou, posso dizer comodamente que enquanto os trunfos da Marvel são a pancadaria e a ação, a DC se preocupa mais em escrever e trabalhar o emocional de seus personagens, deixando o cérebro na frente dos músculos. Dito isso, SPOILER ON:

    Christopher Nolan é um cara contido, simples e até econômico nas palavras. Digo isso depois de ter lido a entrevista do diretor para o Omelete.

    Mas o cara é um gênio.

    O segredo do sucesso indiscutível do indiscutível O Cavaleiro das Trevas está no roteiro magnífico, denso, ousado e, por que não dizer, revolucionário no campo dos filmes de super-heróis de quadrinhos.

    Batman mais uma vez foi um coadjuvante de destaque em seu próprio filme, assim como também o foram os assombrosos Coringa e Duas-Caras e os fundamentais Alfred e Jim Gordon. O destaque desta obra prima é o seu roteiro. Simples né? Nem tanto.

    Os irmãos Nolan fizeram com o Batman o que Sam Raimi não teve cabeça, estrutura, tempo, paciência, sei lá… pra fazer com o Aranha, e o resultado foi a bomba do Aranha 3. E o que foi? Dar conseqüências aos atos do Batman. Enquanto Peter Parker mudava seu penteado, assumia um look emo e dançava Livin’ la vida loca para manifestar o seu lado negro, a casa caiu para o vigilante de Gotham, e ele mesmo se descobre a causa real da loucura que tomou conta de sua cidade. E aí o sofrimento do Homem-Morcego torna-se real, torna-se dramático: pessoas valorosas e queridas caem simplesmente para que o mito do Batman sofra um abalo que mostre o quanto pode não ser real. Um baque para todos, sem dúvida, inclusive para a platéia.

    E nesse cenário cresce Christian Bale. Ao invés de inflar o ego do Batman ou de seu Bruce Wayne para contrapô-lo à ascensão do time rival, Bale contém ao máximo seu Batman/Bruce Wayne dentro da melancolia que àquela altura anda lado a lado com o desespero. E resiste. Se torna o pária. Brilhante dentro da sombra projetada pelos vilões que afinal de contas são mesmo as estrelas de um filme que trata da ascensão do crime e de suas conseqüências em Gotham. E não poderia ser de outra forma.

    Fui um dos que torceram o nariz para a escolha de Heath Ledger para o papel do Coringa, assumo sem peso na consciência. E também tratei com desconfiança e como oportunista o movimento pela indicação do ator ao Oscar póstumo pelo papel. E aí fui ver o filme com o pé atrás. E me dei mal. Ledger tomou conta do Coringa para si. Existem três ou quatro passagens no filme que são simplesmente geniais. Claro que 50% é mérito de quem escreveu a dita cena, mas sem o brilhantismo ou a inspiração do ator no momento, do domínio da cena e da entrega e compreensão do papel, teriam sido cenas legais e nada mais. Palmas de pé para o ator e hoje torço para que uma indicação ao prêmio saia mesmo.

    Aaron Eckhart não deveria ser uma surpresa, pois bom ator ele é e quem já viu algum filme com ele sabe disso. O problema é que com a história da morte do Ledger e tal, o Duas-Caras acabou meio ofuscado pela expectativa do Coringa. Entendo que isso tornou a tarefa de viver o “vilão” duplamente difícil, porém também duplicou seu triunfo: Eckhart tornou seu Harvey-Duas-Caras excepcionalmente relevante na história e não se deixou apagar pela figura do palhaço (que agora tem tudo para se tornar mais um ícone legendário do cinema). Harvey Dent é o principal pilar que sustenta o filme, e o Duas-Caras é a reprodução fiel do que se vê nas HQ’s.

    E provando mais uma vez que experiência conta sim, e muito, surgem Michael Caine e Gary Oldman. Nenhum dos dois serve de escada, mas sim são as muletas do Batman no filme. Sem eles o Batman não seria o Batman. Alfred é a parte sensata do vigilante, a luz de sanidade que norteia as ações do encapuzado. Em momentos de escolhas difíceis e realmente heróicas é ao mordomo que o herói recorre. Já Jim Gordon é aquilo que o Batman gostaria de ser: a integridade, o cara que se mantém firme na sua integridade por mais que o mundo esteja caindo à sua volta.

    Dizer que o filme é do Coringa é uma tremenda injustiça com os demais personagens. Prefiro definir este excelente O Cavaleiro das Trevas como um filme estrategicamente dos coadjuvantes, por mais que eles sejam coadjuvantes apenas no título.

    O desafio de Nolan agora é muito mais difícil, talvez tão difícil quanto os maus lençóis em que ele colocou o Morcegão: fazer um próximo filme que seja tão bom ou melhor do que este (o que me parece uma luta inglória); deixar a poeira em torno do Coringa baixar e só pensar de novo no vilão num futuro a médio-longo prazo (e acredito que só existe uma pessoa capaz de roubar o Coringa de Ledger, atendendo pelo nome de Johnny Depp); e ainda por cima ter saco pra fazer tudo isso e seguir em frente. Raimi não teve e deu no que deu.

    Resumindo, O Cavaleiro das Trevas catapultou os filmes de super-heróis para um outro nível, o nível psicológico. Que o resto mostre agora que é super de verdade.

  5. 5 Gaburah

    Pra quem achou interessante o estilo adotado pelo Morcegão nas cenas de luta (eu achei), aí vai uma breve apresentação do KFM ou Keysi Fighting Method - o Método Keysi de Combate:

  6. 6 Julio Cesar

    George vai chorar de emoção vendo esse video! hehehe

  7. 7 Julio, o Ogro

    Gustavo, vc não acha que o “Jo-Son-Do” ( criado pelo fanfarrão Joe Son ) seria mais eficiente?
    hehehehehe

  8. 8 Gaburah

    uHAUHuahuHAUhuahuHAUhauhUAHUa
    Caraca, desencavou fundo essa hein!

  9. 9 Gaburah

    Bola na trave do gaburah.com?
    Será que vai mermo?

  10. 10 Victor Pimentel

    Vi o filme ontem.
    Filmaço.

    A vantagem de ser alienado ao mundo e ter pouca memória, é que eu entro sem preconceitos para ver o filme.
    Mas claro, que, mesmo um alienado das telonas como eu sabia de todo o barulho feito em cima do maluquinho do Coringa.

    E pela maquiagem, além do falatório, eu levei um preconceito (sem o sentido pejorativo da palavra) apenas ao filme:
    O Coringa do Heath Ledger era antagonico ao Coringa do Jack Nicholson.
    Entenda-se aqui, que a visão que hoje em dia (2008) tem-se do Coringa de Nicholson, é de um Coringa bobo, caricato. Talvez influenciado pela onda de filmes de super-heróis feitos recentementes buscando uma abordagem mais, erh… psicológica. Ressalto que essa não era a visão de quando Batman foi feito.
    Por conta da grande presença de Jack Nicholson como Coringa, as séries do Batman até o Begins ficou marcada mais pelos vilões, interpretados por artistas expoentes que pelo próprio morcego ou pelas histórias.
    Naturalmente, que essa fórmula que tinha como pretexto apenas escalar um ator famoso para ser um vilão definhou e deu na merda que deu.

    Christopher Nolan teve o mérito então de acabar com essa palhaçada e trazer o foco para Batman e para o episódio em si. Nolan acabou com a preguiça de fazer enredinho de escada para ator da moda.

    E nesse contexto, para minha surpresa, o que vejo é um Coringa de Heath Ledger com a mesma postura física do Coringa de Jack Nicholson.
    Ana Paula no cinema, quando eu falei, também fcou espantada. Até então, acho que apenas nós pensamos dessa forma (quero ressaltar que tem anos que não vejo o Batman I, mas a impressão que tenho é essa mesmo).
    Só senti o Coringa dele mudar em uma cena em que ele conversa com alguém (não lembro se com Jim Gordon).
    Não quero com isso depreciar a atuação. Longe de mim. Até porque, não é demérito algum inspirar-se em Nicholson. Mas de forma algum vejo este Coringa como um contra-ponto do que foi o outro.

    ****

    Semana passada, eu e cAna vimos Apocalypse Now no DVD.
    Sem sacanagem. Este personagem do Coringa é psicologicamente o personagem do Marlon Brandon. Voz inclusa (principalmente nas partes em que ele fala por microfone ou gravação).

    ****

    Outra coisa legal para mim é que não fazia a menor idéia que Harvey Dent estava no filme. E legal por ter aparecido o espantalho no começo, fiquei achando que ele estaria ali para fazer escada para o próximo filme. Porra. Foi muito maneiro então para mim a transformação e ele atuar já como o Duas-Caras nesse filme. Foi como se fosse um Plus.

  11. 11 Gaburah

    Pombas, nunca vi Apocalypse Now. Que vergonha…
    O Espantalho aparecer no início foi maneirão mesmo. Virou traficante o danado…

  12. 12 Gaburah

    cAna Paula gostou do batman do Tim Burton?

  13. 13 Ana Paula

    Gaburah!
    Adorei este filme novo do Batman, confesso que saí do cinema orgulhosa do meu herói! Que filmaço! E gostei do seu artigo aqui sobre o filme, gostei mesmo. Boa análise. Quanto à Tim Burton, seriam os Batmans antigos? Sinceramente este Cavaleiro das Trevas, para mim, é o filme! Se bem que disse depois do filme para o Victor que ainda prefiro o Begins… Estou ainda confusa!

  14. 14 Gaburah

    Esse Johnny Depp…
    Será que a Warner vai topar? Será? Será?

  15. 15 Julio Cesar

    Estou deveras decepcionado depois da revelação de Gaburah sobre nunca ter visto Apocalypse Now. Vergonha nacional!
    Vc está proibido de fazer qq resenha de cinema até que veja o filme - obra prima de Coppola, atuação “infartante” de Martin Sheen e Marlon Brando no auge da genialidade com o seu Coronel Kurtz.

  16. 16 Gaburah

    Verei, verei.

  17. 17 Gaburah

    Fã da Marvel que sou, posso dizer comodamente que enquanto os trunfos da Marvel são a pancadaria e a ação, a DC se preocupa mais em escrever e trabalhar o emocional de seus personagens, deixando o cérebro na frente dos músculos.

    Acho que nada melhor pra ilustrar essa idéia do que a comparação entre os dois mega-sucessos que foram Homem de Ferro e O Cavaleiro das Trevas. São filmes distintos tanto na casa da ação quanto na casa do roteiro. E ainda assim são dois filmes que de certa forma mudaram o rumo das próximas adaptações para o cinema.

  18. 18 Rafael

    Vou ver o filme. Batman nunca é horrível.

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