Taí um assunto de mesa de bar que eu me amarro. Todo mundo tem o seu top-ten, e em muitos casos não existem dez nomes na lista.

Motivado pela empolgação do filme do Homem de Ferro resolvi colocar aqui aqueles que considero terem sido felizes na empreitada de levar os personagens ao cinema, ainda que sua proposta esteja no mundo fantástico (o que dificulta mais ainda o serviço).

É possível que tenha esquecido de alguém, mas prometo corrigir eventuais injustiças nos comentários.

O meu top-ten inclui sete nomes, sendo que pelo menos os três primeiros nomes podem se alternar na primeira posição sem nenhum constrangimento. Pra mim todos os três beiram a perfeição. Então vamos lá:

7ºlugar: Batman Begins

batman-begins.jpgChris Nolan tem talento, mas também tinha uma tarefa árdua. Fazer todo mundo esquecer o que Tim Burton e principalmente Joel Schumacher causaram ao Homem-Morcego. Aliás, Joel Schumacher já tinha limpado a barra do Tim Burton: fez dois filmes tão ruins, tão ridículos que fizeram os dois primeiros ficarem bons.

Mas Chris Nolan salvou a lavoura: arrumou um elenco decente (e um sujeito com cara de pra lá de mal-humorado pra fazer o Morcegão), deu o ar que todo mundo esperava ao Batman e o colocou numa Gotham City que poderia perfeitamente se chamar Nova York.

6º lugar: Blade – O caçador de vampiros

blade-o-cacador-de-vampiros.jpgPouca gente se dá conta disso: Blade foi o primeiro filme decente de super-herói da Marvel. Aliás, foi depois da repercussão do filme (excelente para um filme modesto) que a Marvel e os estúdios começaram a abrir o olho pra essa história de trazer os personagens à vida.

Blade surpreendeu a todo mundo pois se cravou feito estaca em coração de vampiro no primeiro lugar de bilheteria e por lá ficou, exorcizando a concorrência. De quebra abriu espaço para a aparição dos super-heróis negros no cinema.

Wesley Snipes não poderia ter sido uma opção melhor para o papel. Se Blade é um excelente filme de ação, Blade II era um excelente filme de terror. Pena que o terceiro foi fraquinho, e ao que parece a fonte secou.

5º lugar: V de Vingança

Olha, não sei nem se V de Vingança merece uma posição tão longe assim. Se considero o número 5 da lista não é demérito nenhum, e se deve meramente ao fato de não se tratar de um SH mas de uma mini-série de HQ (de Alan Moore) adaptada para o cinema – o que dentro dos critérios estabelecidos torna o simples fato de constar na lista um grande destaque.

v-de-vinganca.jpg

Uma trama política ácida e um anti-herói para quem os fins justificam os meios são os ingredientes da trama, que adaptados ao cinema tornaram o personagem um pouco mais humano (para aceitação do público, talvez) sem comprometer a qualidade da história. Pra mim, foi O filme de 2006. Se Alan Moore simplesmente abomina que adaptem suas obras para o cinema (o que Sean Connery só fez piorar depois do que cometeu com “A Liga Extraordinária”), pelo menos este aqui ele poderia alugar sem maiores sustos numa locadora…

Filmaço-aço.

De consciência um pouco pesada, vamos ao 4ºlugar: Hellboy

hellboy.jpgNão conhecia muito o Hellboy. A única coisa que já tinha visto era o interessante traço do quadrinista Mike Mignolla, pai da criança. E foi isso que me levou ao cinema, animado ainda mais por ser um filme do Guillermo Del Toro (cara que herdou o vindouro “O Hobbit” de Peter Jackson).

O demônio de bom coração é um personagem foda. O cara fuma charuto, adora gatos, nachos e chilli e é daqueles que só entra em porrada pra resolver o assunto. Fora as tiradas geniais durante os confrontos. Mas talvez um dos grandes segredos de ser tão bom esteja no rol de “colegas de trabalho” que cercam o Vermelhão: Liz Sherman, Abe Sapien, o professor Broom, Johann Kraus, Lobster Johnson e outros, quase tão divertidos quanto o chifre-serrado.

A Editora Mythos está relançando as histórias do Hellboy e do Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal em edição especial, e nas locadoras além do filme pode-se encontrar os DVD’s dos longas animados (que ainda não vi mas o Omelete recomenda bastante). Hellboy II estréia em setembro.

, e 1º lugares (em qualquer ordem):

superman.jpg homem-aranha.JPG  homem-de-ferro.jpg 

Taí. Os três são os imbatíveis pra mim.

Superman – o filme. Talvez o Superman inesquecível e definitivo, aquele que foi uma referência tão forte que nem os quadrinhos conseguiram permanecer indiferentes. Christopher Reeve é a personificação do Homem de Aço e os vôos que Richard Donner levou às telas permanecem imbatíveis até hoje, mesmo com todos os avanços tecnológicos da indústria cinematográfica. Bryan Singer retomou a franquia e fez questão de tomar o fio a partir do ponto que a dupla deixou, e seu Superman Returns é acima de tudo uma homenagem ao legado de Reeve e Donner - filme que encheu os olhos de crianças de todas as idades que formavam filas quilométricas no Cinema Central para voar junto com o bandeiroso. Um filme clássico e que emociona até hoje.

Homem-Aranha 2. Sam Raimi mostrou uma sensibilidade magistral ao levar o cabeça-de-teia para a tela. HA1 foi um filme feito com carinho de fã, cercado de cuidados com as licenças exageradas e respeitando acima de tudo o visual e o histórico de Peter Parker e do Aranha – mas tinha os seus poréns: MJ nunca foi o amor de infância do Parker, o Duende era mezzo Aranha mezzo Power Rangers… Mas em Homem-Aranha 2 tudo se corrigiu, tudo se superou: o visual, os efeitos, a história, a linguagem dos quadrinhos perfeitamente transposta para a tela… enfim, uma obra-prima. Nem o Dr. Octopus (Alfred Molina) sabia que poderia ser tão mau assim! E olha que Willem Defoe saiu um Norman Osborn/Duende Verde acima do que se esperava.

O problema do Homem-Aranha é o inverso do que aconteceu com o Batman (que começou mal e melhorou porque ficou pior ainda – entenda lá em cima). Sam Raimi começou bem, ficou perfeito e fez uma merda tão gigantesca (o esquecível Homem-Aranha 3) que quase jogou todo o seu trabalho na privada. Vamos ver o que o futuro reserva ao teioso, que se por um lado tem o maior casting de inimigos de segundo escalão da Marvel, é disparado o mais divertido justamente em função disso.

Homem de Ferro. Surpresa pra alguém?

*****

Bem, é isso aí. Eventuais injustiças serão corrigidas e discutidas nos comentários. Abram as geladas!


27 Responses to “As Melhores Adaptações de HQ’s para o Cinema”

  1. Gravatar Icon 1 Victor

    Eu comecei a ler, 7º, 6º, 5º lugares… e já imaginava meu comentário sobre a falta do filme do Super-Homem.
    Eu li HQ’s em algumas épocas, sei um tantinho mas nada de muito aprofundado.
    Talvez esse afastamento me faça ver a coisa com outros olhos, e por isso mesmo, teria noção de dizer que Super-Homem, o Filme tem de estar em qualquer lista.

    Até porque se os outros associa-se muito a imagem das HQ’s, o filme do Super-Homem é tão marcante, que a imagem oficial que primeiro vem a mente é a do Cristopher Reeve.
    Foi um filme que em meio àqueles de recursos toscos (para época inclusive) como Flash e Hulk, com aquela estética bizarra conseguiu impactar.
    Uma espécie de Star Wars dos Super-Heróis.
    Em minha lista, até por esse mérito, seria o 1º. Nem mesmo discutindo a fidelidade com a HQ ou o apuro técnico, mas o que representou.

    Mas… depois li que ele de fato estava no topo e que a opinião de Gaburah coincide com a minha.

    ****

    Comentei com Ana Paula na saída do Home-de-Ferro, que gostamos pra caramba. Perguntei a ela, e ela disse o Batman Begins. Puxei pela memória sobre o Homem-Aranha e ela disse que não. Porque ela lembrava do filme do Emo-Aranha. Mas aí falei do 2º e veio a centelha. Porque este foi muito legal mesmo, inclusive para quem não faz idéia da história em quadrinhos que é o caso dela.

    Eu senti falta nesta lista dos dois X-Men.
    Novamente lembro que não sou indicado para falar no quesito fidelidade com HQ’s, mas tirando o do Super-Homem pelos motivos explicados anteriormente, os melhores, talvez mais densos foram os X-Men.

    Fiquei curioso, se foi simplesmente um esquecimento na lista, ou se de fato ficou de fora intencionalmente.
    Neste segundo, gostaria de ler uma crítica à respeito.
    (Isso lembra no colégio, quando na prova tinha pergunta para dizer se estava certo ou errado, se estivesse errado tinha de corrigir. Na dúvida marcava tudo certo hahaha)

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  2. Gravatar Icon 2 Gaburah

    X-Men de fora foi intencional mesmo, e sei que Paulo Affonso há de discordar.

    X-Men, talvez o 2, até poderia cavar um décimo lugar na minha lista, já que é um filme que tem qualidade e mostrou a equipe de maneira digna. O que me faz torcer o nariz para os filmes foi um pouco a escolha dos atores e dos integrantes da equipe que iriam constar no filme. Acho que teria sido uma escolha mais feliz se os integrantes fossem os da equipe clássica (Anjo, Homem de Gelo, Jean Grey, Cíclope e Fera, além do Professor X, claro) e o Wolverine fosse mostrado como ele realmente é (ou era quando chegou ao grupo): um selvagem, um assassino serial que acabava de ser entregue à ressocialização. Hugh Jackman fez um Wolverine bacana, mas o carcaju do filme é mais um cool guy do que o perturbado que todo mundo conhece (e que parece que todos querem resgatar no próximo filme solo do canadense).

    X-Men 3 trouxe um Wolverine mais próximo um pouco do original, mas o filme se perdeu no excesso de personagens que quis levar ao público tornando todos coadjuvantes sem expressão. Era tipo entrar, dar um oi e sair batido (o Fanático foi totalmente descaracterizado, o Anjo nem bateu crachá direito, o Colossus não teve destaque e por aí vai). Mas em termos de ação, foi mais próximo das HQ’s do que os dois primeiros (a cena inicial da Sala de Perigos foi muito bem sacada).

    Mas é por aí. Acho o Bryan Singer um diretor legal, bastante cerebral (Os Suspeitos está aí pra comprovar) mas um pouco conservador no quesito ação. Pode ter sido por isso que não me empolgou tanto.

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  3. Gravatar Icon 3 Gaburah

    Sobre o Aranha 2, o resultado foi tão bom que aconteceu uma coisa parecida com o Superman de Christopher Reeve: a abordagem ao Dr.Octopus mudou bastante nos quadrinhos. O filme levou o vilão à um novo nível de vilania, e ele se tornou muito mais perigoso nas HQ’s do que antes.
    Acho que quando uma coisa assim acontece (o caminho inverso também é percorrido), isso pode talvez servir de termômetro de sucesso. E pensando nesses dois casos (o Aranha e o Super) mais uma vez me vem o Homem de Ferro à mente, pois acho que a abordagem do cinema pode influenciar demais o que vem por aí nas histórias do Latinha.

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  4. Gravatar Icon 4 Gaburah

    E porque diabos Conan, o bárbaro não entrou nessa lista, Gaburah seu aloprado?

    Calma, calma! Eu explico! Claro que Conan estaria nessa lista (e muito bem rankeado diga-se de passagem), mas o lance é que estamos falando de adaptações de quadrinhos e Conan é uma adaptação não dos quadrinhos, mas dos livros do autor Robert E. Howard (ainda que o filme possa ter elementos das HQ’s, Conan é originalmente um personagem literário). Se eu tivesse que enveredar por essa linha, teria que abrir o precedente para O Senhor dos Anéis e outros. Aí ia desvirtuar muito da proposta da lista.

    Mas já que falamos em Conan, o bárbaro, vou aproveitar pra dizer que foi outra adaptação fidelíssima ao que se vê nas histórias. Inclusive por isso ficou muito difícil explorar os licenciamentos do personagem, pois os envolvidos acharam melhor não elaborar uma linha de brinquedos por exemplo baseada num filme de forte carga sexual e violência. John Millius recrutou o então desconhecido Arnold Schwarzenegger, e este incorporou o cimeriano melhor até do que o seu famoso Exterminador. Seus diálogos com o deus Cromm e as narrações do fim, com o bárbaro sentado em seu trono, povoam nossa lembrança até hoje.
    Um filme espetacular, sem dúvida.

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  5. Gravatar Icon 5 Julio Cesar

    Concordo com os filmes colocados porém discordo da ordem de colocação. Mas tudo bem…a divergência é que faz a graça da parada.
    Agora, que Superman é o número 1 da lista, isso é inquestionável!
    Que SpiderMan e IronMan se estapeiem pelo segundo lugar!
    Abs

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  6. Gravatar Icon 6 Gaburah

    Passa a tua lista ae, Xerox!

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  7. Gravatar Icon 7 Victor

    Ele tem é de fazer a lista dele lá no Pasta Suspensa que tá paradão.

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  8. Gravatar Icon 8 Gaburah

    Extraído do Blá Blá Gol (já que o assunto é relacionado ao tópico):

    Bandeiras

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  9. Gravatar Icon 9 paulo affonso

    Muito interessante a compilação Catarinense dos heróis mundiais. Hilária.
    Só hoje aceitei seu desafia Gaburah. Começamos mais ou menos em outro tópico ou no MSN e realmente, acho que minha lista colocaria o Primeiro Superman em primeiro lugar. Foi indescritivel aquela experiencia no Cinema Icaraí. Eu estava no dia do lançamento e tinha uma porrada de pivetes iguaia a mim que só esperavam a cortina abrir (no Art Uff) e a luz apagar pra começar a guerra de amendoim, ou acender o cigarro, ou passar a mão no peito da gostosa do lado.
    Mas quando o filme começou e Marlon Brando e Faye Dunaway catavam os trapos pra mandar o bebezinho pro espaço o cinema calou. Acho que foi emoção do início ao fim. Talvez só tenha sentido emoção parecida em 2 filmes posteriores (Titanic e Meu pé esquerdo).
    Depois do Clark Kent eu colocaria os filmes dos X-Men. Talvez vc tenha se incomodado como grande conhecedor dos quadrinhos com esta ou aquela sutiliza. Eu conhecia muito pouco a história deles e fui assistir virgenzinho. Me conquistou.
    O Homem Aranha me incomodou pelo descompasso das cenas reais com as cenas do Aranha em atividade. Assim como o Hulk, e até algumas cenas do Homem de Ferro, achei que apelaram demais pros efeitos digitais. Vê-se nitidamente que aqueles movimentos excessivamente rápidos não são normais, e isso não acontece nos filmes do Superman, Batman ou X-men.
    Pode ser que eu seja meio chato, mas acho que a linguagem tem que ter uma certa continuidade, senão é melhor virar filme tipo Roger Rabbit e todo mundo sabe o que é cena in vivo e in vitro.
    No mais, vale mesmo uma boa discussãozinha, até pq isso e subjetividade pura.

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  10. Gravatar Icon 10 paulo affonso

    Falando no Cine Icaraí.
    http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=18333907
    Comunidade do Orkut trabalhando pra salvar o cinema. Participem.

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  11. Gravatar Icon 11 Gaburah

    Ao que parece, o estudo não tem autoria catarinense. Victor que deve saber quem é o autor dessa pérola.

    Salvar o Icaraí? Tô dentraço!
    No edifick levantamos várias sugestões para um aproveitamento à altura da importância do Cinema Icaraí, outrora o melhor cinema de Niterói que encontrou seu fim definitivo – dentro da proposta que conhecemos – quando surgiram as sensacionais Multiplex da vida.

    Paulo Affonso,
    gostar de X-Men ainda vai, mas TITANIC?!? É sério isso? Achei o filme uma bela aula de física sobre como se afunda um navio, empuxo, vácuo, deslocamento, inércia, essas coisas. E só. Tampouco me lembro de ter ficado emocionado numa aula de óptica ou de movimento retilíneo uniforme.

    Superman foi foda mesmo. Há de nascer quem vai contestar. E mesmo esse, depois que tiver idade pra compreender o filme, há de rever sua opinião. A revolução digital tem mesmo os seus males. Uma coisa que ainda não conseguiram perfeitamente foi dar uma sensação de peso verossímil nos efeitos visuais. Tudo acaba mesmo ficando com um certo ar de artificialidade. Mas achei que o Homem de Ferro até que queimou bem essa etapa. Tirando a hora que ele sai da caverna e um ou outro take da luta com o Monge de Ferro, não pesquei muito os efeitos não.

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  12. Gravatar Icon 12 paulo affonso

    O que vc viu de ruim no Titanic?
    É um épico.
    Como aquelas óperas antigas e ainda com aquela historinha romeu e julieta. Receita do sucesso certo.
    Pode-se não gostar do estilo, mas a história foi muito bem contada. E no cinema isso pesa.
    Quanto a artificialidade o Hulk é o campeão. Parece suco de laranja do McDonald.

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  13. Gravatar Icon 13 paulo affonso

    Ainda,
    Acho que a aula do Titanic está mais para “técnica de genocídio por um motivo besta” do que para engenharia naval. HAHAHAHAHAH

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  14. Gravatar Icon 14 paulo affonso

    Gaburah,
    Tem algum comentário sobre Sim City?
    Gostei muito.

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  15. Gravatar Icon 15 paulo affonso

    Melhor dizendo Sin City

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  16. Gravatar Icon 16 Gaburah

    Até hoje ainda não cheguei à conclusão se gostei ou não de Sin City. Se por um lado tinha o policial moribundo do Bruce Willis (maneiro), o maluco do Mickey Rourke e, óbvio, a dança da Jessica Alba, por outro tinha aquela estética de videoclip que não curto e aquela história com o Clive Owen que achei um saco (e era a maior das histórias do filme).
    No geral acho que deu empate, mas curti o clima noir de alguns trechos. O problema é que o filme fez escola a partir de então, e agora tá cheio de gente abusando das filmagens em fundo verde para inserir as cenas depois. O último foi o tal de Speed Racer que ainda não vi, mas não me sinto nem um pouco motivado a ver pelo que já li e pelas minhas impressões iniciais depois do trailer.

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  17. Gravatar Icon 17 paulo affonso

    Gostei pq ele respeitou uma continuidade estética (sempre quis dizer isso um dia).

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  18. Gravatar Icon 18 Gaburah

    Que eu lembre, só dois filmes me despertaram emoções mais incontidas na sala de projeção. Incontidas pra dizer o mínimo.
    Em Os Intocáveis dei o maior grito quando o Elliot Ness jogou o mafioso do telhado. Mandei um AEEEEEEEEEEEEEEEE que fez o cinema todo olhar pra mim, uHAUHuahuHAUHuhauHAUHuahuHA.
    Em O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei a emoção foi coletiva. Na cena do ataque dos Cavaleiros de Rohan havia várias pessoas brandindo espadas imaginárias e gritando palavras de guerra quando os cavaleiros se lançaram à batalha nas portas de Minas Tirith.
    Eu fui um dos Cavaleiros de Rohan naquele dia (lágrimas).
    E, claro, houve também o meu famoso grito QUEIMA FILHO DA PUTAAAA! na cena que o Gollum caiu na lava.
    Cinema é foda. Cinema é a maior diversão.
    Mas essa discussão está rolando em outro tópico.

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  19. Gravatar Icon 19 Victor

    Eu sou suspeito para falar da estética de Sin City porque sou fã declarado de cutout.

    Nunca quis ver Hulk porque achei muito bizarros os efeitos que vi nos traillers.

    ****

    O pessoal dos efeitos não se dá muito bem com saltos livres.
    Eles conseguem fazer bem vôos e saltos com tensão (cordas ou teias).
    Mas super saltos fica ruim.

    Talvez por ser algo não proporcional à escala humana.
    Não temos exemplos concretos corriqueiros de coisas dessa escala que saltam absurdamente.

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  20. Gravatar Icon 20 Victor

    Se bem que os caras do Matrix conseguiram utilizando aquele recurso muito foda de câmeras que eles bolaram.

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  21. Gravatar Icon 21 paulo affonso

    Outras emoções de arrasar quarteirão no Cine Icaraí.
    2001 uma odisséia.
    Guerra nas Estrelas
    Jornada lá tb
    Beleza Americana
    Esse último foi com os pais do Peludão e me senti meio constrangido no final com as cenas bizarras, por eles. Por dentro eu ria de chorar.

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  22. Gravatar Icon 22 Victor

    Eu fui com a prima do Peludão.
    Ao contrário de Paulo Affonso, eu ria de chorar, por dentro e por fora. Tanto do filme quanto dela que não entendia patavinas.
    Vai ver eu rodei por isso.

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  23. Gravatar Icon 23 Victor

    Bem…
    Dos males o menor, pelo menos eu ri.
    PA se conteve e rodou da mesma forma.

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  24. Gravatar Icon 24 Gaburah

    Eu fui com o Peludão.

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  25. Gravatar Icon 25 Matheus

    Cara, eu não assisti Superman. Pra falar a verdade, intencionalmente. Não sou fã dele e bati palmas quando li pela primeira vez que o Batman já acabou com ele, apesar de meio roubado.

    Mas minha lista, pensando rápido, é:

    10º – Blade
    9º – X-Men 2
    8º – Batman Begins
    7º – V de Vingança
    6º – Homem Aranha 2
    5º – O Incrível Hulk
    4º – Hellboy (1 e 2)*
    3º – Ironman
    2º – Watchmen**
    1º – Batman – Cavaleiro das trevas***

    * – Sou fã incondicional do Mike Mignolla, do Guillermo del Toro e do Hellboy. E acho legal a forma que eles fizeram os filmes, compilando vários contos nos filmes. Isso aconteceu mais no 1º, mas o 2º é muito bom. As revistas são melhores ainda.

    ** – Sinistro. Watchmen: Ultimate Cut com incríveis 3 horas e 35 minutos de duração e achei muito bom o filme. Já tinha lido a revista e foi ótimo ver como a adaptação ficou muito boa, inclusive nas cenas dos quadrinhos que o muleque lê na banca.

    *** – O melhor filme de heróis que já vi. O Cavaleiro das Trevas chega a dar medo. E o Coringa foi, de longe, o vilão mais bem representado em todas as histórias.

    ////\\\\

    Sobram decepções: eu gostei muito do filme do Constantine, o famoso Hellblazer, mas depois que li a HQ, o filme me deu vergonha alheia.
    Outro filme assim foi o Aranha 3. Ridículo. Demolidor e Motoqueiro Fantasma mereciam melhores filmes também, apesar de ser fã do Nicolas Cage.

    ////\\\\

    Algumas esperanças: Os Vingadores, Guerra Civil da Marvel (que Gaburah insiste em me falar que não vai acontecer) e, principalmente, SANDMAN. Esse último merece um baita filme. Mesmo que seja uma trilogia ou até mais. Não consigo chamá-lo de herói. É a maior entidade que já vi e a história mais bonita. Hehehehe.

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  26. Gravatar Icon 26 Matheus

    Vale a citação de Sin City e 300.

    Gostei muito do visual dos dois filmes e achei que ficou muito pertinente.

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  27. Gravatar Icon 27 Gaburah

    Vale deixar registrada aqui a crítica para Homem-Aranha 3, originalmente publicada no blog Cinema na Brasa. Pra mim, uma merda de filme.

    A bomba H

    Ou como prefiro chamar: “Batman&Robin” versão Marvel.
    O poster oficial reflete não só a crise de identidade do herói no filme, mas a de todos os envolvidos na produção.

    Antes de mais nada, quero avisar ao eventual leitor que este texto está repleto de spoilers e detalhes do filme. Caso vc ainda não tenha visto o filme, dê meia volta e só pense em voltar por aqui depois de ir ao cinema, pq não quero influenciar ninguém nem estragar eventuais surpresas. Pra dar tempo de vc pensar bem, vou dar umas 5 linhas de espaço.

    Ainda aqui? Bem, eu avisei.

    Fiz questão de não ler absolutamente crítica nenhuma antes de sair da sala de exibição de “Homem-Aranha 3”, primeiro porque não queria conhecer surpresas que o filme reservasse aos fãs mais ortodoxos (como eu); segundo porque queria construir minha opinião baseado unica e simplesmente nas minhas impressões; e terceiro porque confio (…) de olhos fechados no Sam Raimi, principalmente depois de fazer dois filmes tão excelentes do herói.

    Comprei minhas entradas antecipadamente, cheguei ao cinema uma hora antes do filme (e já tinha fila) e comecei a curtir aquela expectativa de fã nerd antes da tão esperada hora. Minha mulher empolgada, o que é raro, e eu mais ainda, o que não é raro. Cinema lotado, um espectador que resolveu ir ao cinema com o filho recém-nascido no colo (“tudo bem, é festa… que pai dedicado, doutrinando o filho desde cedo a gostar do Aranha”), e um casal ao nosso lado que conversava animadamente sobre o filme, com o rapaz explicando vários detalhes para sua namorada.

    Aí começou o filme. E a cada cena, meu queixo despencava mais alguns centímetros.

    O filme é, inexplicavelmente, uma sucessão de erros. E o maior deles talvez tenha sido não dar ao Sam Raimi umas boas e merecidas férias antes de começar a rodá-lo. O diretor parece ter tido uma estafa nervosa ao construir o roteiro do filme, dada a quantidade de informações que quis compilar ao mesmo tempo em apenas 2h20min (!!). Aliás, um parênteses: parece estar virando moda em Hollywood empregar a família quando vai se escrever um roteiro de filme. Depois dos irmãos Nolan (em Batman), agora vêm os irmãos Raimi, que sem o mesmo sucesso tentaram jogar tanta, mas TANTA informação na tela, que até quem é leitor assíduo e sabe praticamente tudo sobre o Aranha fica perdido no meio do tiroteio.

    Enfiaram uma Gwen Stacy do nada na história, parece que só pra constar, e fizeram-na entrar muda e sair calada; deram ares de devassa a Mary Jane Watson (esse, um pecado mortal e imperdoável pra qualquer um, e isso fica claro nas manifestações unânimes de desagrado na sala de projeção – pra vaiarem faltou muito pouco); simplesmente esqueceram que já tinham citado o Eddie Brock no PRIMEIRO FILME como empregado do Clarim Diário; deram um look EMO ao Peter Parker para ilustrar o seu estado de conflito interior – meu Deus, que idiotice; como se não bastasse o visual, meteram uma cena de dança que pra mim fica registrada como uma das cenas mais ridículas da história das adaptações de quadrinhos; fizeram o Duende Verde ficar bonzinho, na marra (nessa hora eu confesso que faltou muito pouco pra levantar e ir embora, mas a curiosidade mórbida me fez permanecer sentado pra ver onde aquele carnaval ia parar. Cara, o Duende é o Duende. Isso magoou), com a revelação ABSURDA de que o mordomo já sabia de tudo; e antes que eu me esqueça, meteram três (até o Duende amarelar) vilões num roteiro frouxo e cheio de buracos e liberdades que mal caberia um.

    Mas esse erro catastrófico tem por autoria o produtor Avi Arad. Raimi sempre foi honesto em dizer que detestava o Venom. Arad forçou a barra e fez o diretor incluir o linguarudo na marra, e o resultado se vê: a má vontade com o personagem é tamanha, mas tamanha, que ele nem sequer se incomodou de dar uma origem decente ao simbionte, pra não falar que ele toma um pau do Aranha como quem passeia num domingo de manhã – coisa que nos quadrinhos nunca aconteceu. Sempre que o Venom aparece, falta isso aqui pro Aranha se ferrar feio. Nada se explica sobre o personagem, como o fato de ser o único inimigo do cabeça-de-teia que não ativa o sentido de aranha, a relação do simbionte com o hospedeiro ou, pelo menos, a preocupação em dar uma personalidade ao personagem. A transformação do Brock em Venom beira o ridículo (a forma como acontece, não os efeitos visuais), em circunstâncias típicas de novela das 18h. Pombas, não queria usar o Venom não usasse! Seria mais honesto com os fãs. Esse é um inimigo que merecia um filme só pra ele.

    Outra coisa: eu DETESTO, eu ABOMINO, me dá NÁUSEA quando dois vilões se unem pra enfrentar um herói, ainda mais em circunstâncias ridículas como aquela. Pra mim é menosprezar os caras, e elevar sua incompetência ao quadrado. Definitivamente o Venom, e porque não dizer o Duende Verde, não mereciam isso. Muito menos eu merecia. O que o Sam Raimi fez com o Venom foi covardia. Como lembrou o Victor, Venom é um personagem exclusivamente ligado ao Aranha, colocá-lo apenas em uma traminha é perder seu potencial. Tem de levar toda a história.

    Os únicos que escaparam desta tragédia foram J.J. Jameson, hilário (J.K Simmons é excelente, pegou o timing perfeito do Jameson), o maitre do restaurante francês e, com ressalvas, o Homem-Areia, que sempre foi um vilão meia-boca e realmente dado a dilemas morais, graças em parte ao baixo intelecto.

    Mas de resto, meu amigo aracnofã, um filme pra se lamentar. Lamentar o que poderia ter sido. E lamentar mais ainda o que pode vir a ser: fontes já informam que Sam Raimi vai repetir a dose (amarga) no Aranha 4 – Carnificina, Lagarto e Gata Negra vêm aí. Pra não falar da vingança do Duende-pai que agora se aproxima mais forte do que nunca e de um ar de Doc.Oc nas redondezas (essa eu peguei numa cena no escritório do JJ).

    Mas nem tudo são perdas. Uma coisa Sam Raimi conseguiu ganhar: a minha desconfiança. Por favor, façam com que ele passe longe de “O Hobbit”, porque se ele fez isso com o Aranha, não quero nem imaginar na Terra-Média…

    Não me incomodo do Raimi errar. Eu tolerei tranquilamente a roupa de Power Ranger do Duende Verde no primeiro filme, e não tão bem a cena do “desmascaramento” no metrô no segundo, mas o filme é tão bom, mas tão bom, que nem liguei pra isso. O ruim foi ele ter errado tudo o que não errou nos dois primeiros neste, e mais um pouco.
    Tornaram o Aranha coadjuvante do próprio filme.

    Caso não tenha sido suficiente enfático, achei o filme uma MERDA.
    Uma versão Marvel de “Batman&Robin” (aquela bomba com o George Clooney), com o qual o Raimi devia ter aprendido alguma coisa. Como disse o Bender, a seguir assim o Aranha 4 vai ser de envergonhar fã.
    Esse chegou perto.

    P.S.: Um erro eu tenho que assumir a autoria: esperança demais. Nem a derrota do Botafogo no domingo me incomodou muito, pois o Aranha ia salvar o dia.
    Duas pauladas.
    Outra coisa, só pra quem está se perguntando: nunca leve seu filho recém-nascido pro cinema, porque além de falta de respeito com quem não tem nada a ver com a sua paternidade, periga alguém chutar a tua criança ou te dizer uns desaforos. E vc mereceu.
    E considerações à sua namorada burra sobre o filme devem ser feitas antes do mesmo, sob os mesmos riscos.

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