Al Gore e suas verdades inconvenientes

an_inconvenient_truth_by_al_gore.jpgtinha recomendado no Blá Blá Gol que aqueles que por total e absoluta ironia do destino (tipo um retiro espiritual em Marte) ainda não tivessem assistido a “Uma verdade inconveniente”, que o fizessem para o seu próprio bem.

Pois eis que essa semana tive a felicidade de observar em todos os noticiários que o ex-candidato a presidência dos EUA (aquele que ganhou, mas não levou) foi o vencedor do prêmio Nobel da paz, juntamente à equipe de cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (da qual nove BRASILEIROS fazem parte).

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Sem maiores lenga-lengas, é de fazer qualquer um parar pra pensar. Al Gore é um cara que está na ativa do assunto há muito tempo, muito antes até de ser vice do Clinton. Depois de levar o Oscar com o documentário (que serviu até de inspiração pro filme dos Simpsons), Gore pode até ter se surpreendido, mas tornou-se um pop star. Mas um pop star de uma causa nobre: a preservação da vida (dos bichinhos não! Da HUMANIDADE mesmo!) e a sustentabilidade deste planeta de onde os habitantes têm retirado cada vez mais, sem a preocupação com a viabilidade disso.

Passei uns dois dias pensando sobre o assunto, ainda mais depois de ler o Edifick e lá entrar numa animada conversa sobre o Dia Mundial Sem Carro (dia 22 de setembro, início da primavera) e emissões de carbono. Por indicação do Victor, acabei caindo no site do Carbono Zero Ipiranga que tem excelentes dicas (básicas) pra quem quer entrar na onda verde.

Ontem assisti no GNT um programa (inglês, se não me engano) onde a apresentadora lança a uma determinada família o desafio de reduzir em duas semanas não só suas emissões de carbono, como também todos os aspectos de agressão ao meio ambiente praticados no conforto dos nossos lares, e que ainda que pensemos que é pouquinho, não é não. É o tipo do quadro relevante e divertido, que um Luciano Huck ou um Faustão da vida – formadores de opinião da massa – deveriam incluir em seus programas.

Coisas bobas, do tipo:

  1. Tomar banho, escovar os dentes, lavar louça com a torneira ligada o tempo todo (dinheiro que literalmente vai pelo ralo, além das reservas de água estarem se esgotando em PG);
  2. Não separar o lixo orgânico do não-orgânico, e dentre esse, vidros, metais, plásticos, etc (o que não só diminui o volume de lixo produzido, mas também aumenta a margem de lucro do seu Zé que vai lá pegar o “lixo” e vender pra sustentar a família);
  3. Catar o totô do seu cachorro na rua (o que por si só já é um belo gesto) com saco plástico, ao invés de papel ou jornal (que demoram MUITO menos tempo pra se degradar na natureza);
  4. Não dar preferência para a compra de produtos que sejam fabricados/colhidos nas imediações da sua cidade/bairro (o que ajuda bastante na redução de emissões de carbono graças ao deslocamento dos veículos de transporte destes produtos);
  5. Não se preocupar com o consumo de legumes e vegetais livres de agrotóxicos ou orgânicos (que reduzem a quantidade de poluentes, além do inerente risco à saúde de quem consome);
  6. Aquela quantidade absurda de copos plásticos do cafezinho do trabalho (que o site do cartão Ipiranga mostra uma alternativa interessante: levar pro escritório aquela caneca bacana, pra dar o seu toque pessoal no ambiente de trabalho).

Enfim, um monte de coisas, que podem até parecer pouco se você pensa exclusivamente na sua atmosfera social. Mas extrapolando isso, some o pouco que você pode fazer com mais o pouco do seu vizinho, o pouco da turma do Blá Blá Gol, o pouco da Ana Paula, o pouco do Al Gore… e aí pensa o quanto a gente pode fazer a diferença por simplesmente fazer a nossa parte.

A questão ambiental hoje é uma realidade, uma preocupação política e um diferencial de mercado para produtos e empresas. Mas o assunto tem que ir além do marketing. Tem que se tornar um hábito diário, como escovar os dentes com a torneira fechada…

Al Gore enfrenta agora uma crescente pressão da opinião pública e dos meios de comunicação pela sua candidatura à sucessão de W.C. Bush. Mas acena dizendo que ainda não pensa em corrida presidencial, e que Hillary Clinton é o nome mais difícil de ser batido no momento.

Sem dúvida, uma verdade inconveniente para o Partido Democrata.

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A licença poética e o efeito Tostines

Com o passar do tempo, pretendo colocar aqui algumas idéias que façam a gente dar aquela força pra natureza no dia a dia, sem ser ecochato – porque nem eu agüento esses caras (apesar de reconhecer sua preocupação). E convido a todos que queiram ou que tenham sugestões a fazer o mesmo.

É fazer a nossa parte.

34 thoughts on “Al Gore e suas verdades inconvenientes

  1. Esqueci mas não posso esquecer de jeito nenhum. Aliás, nenhum brasileiro pode:
    O Brasil é o quinto país que mais reduziu o consumo de CFCs (clorofluorcarbonos), substâncias que destroem a camada de ozônio, segundo um ranking elaborado pela Divisão de Estatísticas das Nações Unidas (ONU).
    Entre 1995 e 2005, o país cortou o uso dos CFCs, gases também conhecidos como freon, em 9.928 toneladas de Potencial Destruidor de Ozônio, unidade usada para medir os possíveis danos causados à camada que age como um escudo protegendo o planeta contra as radiações solares.
    O Brasil ficou atrás da China, que cortou 62.167 toneladas, dos EUA (34.033), do Japão (23.063) e da Rússia (20.641), numa lista de 172 países compilada pela ONU.
    Os números mostram os progressos alcançados pelo Protocolo de Montreal, que comemorou 20 anos no último domingo. O acordo foi assinado em 1987 por 191 países, entre eles o Brasil, que se comprometeram em reduzir o uso de CFC em extintores de incêndios, sprays e aerossóis, refrigeradores de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado.
    Segundo as estatísticas da ONU, em 1995, o Brasil era o quinto país que mais usava esse tipo de gás (10.895 toneladas). Em 2005, era o 12º, com 967 toneladas, uma queda expressiva de 91,1%.
    Os resultados, no entanto, foram maiores em outros países: 35 conseguiram zerar o uso dos CFCs, como o Japão, e 14 reduziram em mais de 92% (incluindo os EUA e a Rússia).
    De acordo com números divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente, a tendência de queda se manteve no Brasil desde 2005: no ano passado, o país usou 479 toneladas de gases destruidores da camada de ozônio. E desde janeiro, o país não importa nem produz mais CFCs.
    O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é uma das quatro agências implementadoras de um fundo multilateral que administra um programa de US$ 500 milhões em mais de cem países para reduzir a emissão de gases nocivos à camada de ozônio.

    Fonte: Acaprena

  2. CFC: É um gás que agride a camada de ozônio, especialmente na região dos pólos. Na alta atmosfera, eles reagem com o ozônio. Ao invés de proteger a superfície da terra, o ozônio se transforma em oxigênio comum.
    O PROBLEMA: Quando isso ocorre, as moléculas perdem sua capacidade de absorver os raios ultravioleta do sol e proteger a superfície da Terra. Com isso, a radiação aumenta e o planeta fica mais quente. Uma das conseqüência é o derretimento de geleiras.
    ONDE ESTÁ: Os CFCs são usados em sprays e aerossóis (desodorantes, mata-insetos), geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. O Brasil conseguiu reduzir o uso substituindo ou reciclando o gás, com máquinas específicas.
    CAMPEÕES DE REDUÇÃO: Quem mais diminuiu emissão de CFC, entre 1995 e 2005 (em toneladas reduzidas)
    1º China: 62.167
    2º Estados Unidos: 34.033
    3º Japão: 23.063
    4º Rússia: 20.641
    5º Brasil: 9.928
    O país ocupava o 5º lugar no ranking consumo de CFC de 1995, com 10,8 mil toneladas/ano. Em 2005, havia caído para o 12º posto (967).

    Somos sim um belo exemplo.

  3. Realmente não podemos esquecer a luta para não aumentarmos o BURACO na camada de ozônio! Belo post sobre Al Gore e sustentabilidade. Cada um fazendo a sua parte, cada um fazendo o que puder e é assim que as mudanças começam a acontecer…

  4. Eu não tenho dúvidas que a sustentabilidade está intimamente ligada com a capacidade do bagrinho ganhar dinheiro.
    O Brasil deve reciclar praticamente todo o alumínio das latinhas de cerveja e refrigerantes (caros fabricantes, por um módico patrocínio de uma empresa com preocupações de sustentabilidade posso trocar os termos genéricos por uma marca) por conta dos famosos catadores de latinha.
    Isso acontece porque esse bagrinho consegue tirar dinheiro com isso. Eu, nesse quesito, sempre que vejo um catador, esforço-me para lhe dar minha latinha. Afinal, essa atitude acaba tendo dupla função: Uma é a reciclagem, e a outra é a social, já que o sujeito está ali de fato fazendo um trabalho que agrega valor à sociedade, e não de vagabundagem pedindo dinheiro (incluo aqui flanelinhas bem nutridos).
    O Catador de latinhas não é um mendigo.
    Mas voltando à vaca fria, os eco-chatos falham nesse sentido. Eles fazem propostas irracionais, esquecem que lidam com massas de seeres humanos, guiados por aspirações individuais, que quase sempre por instinto vão de encontro ao bem comum.
    Só agora eu estou otimista com a onda de sustentabilidade (eu gosto infinitamente mais desse termo que o termo ecologia, que aliás é empregado de forma errada invariavelmente) porque finalmente estão gerando receita, ou minimizando prejuízos.
    É o caso de se buscar materiais provenientes de resíduos da construção civil para a fabricação de brita, ao invés de explorar uma nova jazida. Não por consciência ecológica (sic), mas porque é mais barato mesmo (e aí na esteira vem a questão de sustentabilidade).
    Dá muito pano para manga o assunto.

  5. Eu conheço pequenas empresas do ramo de construção civil que realmente trabalham com material aproveitado de demolições e casas antigas – telhas, janelas, portas, madeirame, etc. Acho uma idéia sensacional, que barateia o custo da construção e diminui drasticamente o volume de resíduos gerado. Essa da brita eu não sabia.
    Outra idéia que vi num programa sobre alternativas ambientais em Santa Catarina foi a de uma moradora de comunidade que utiliza garrafas pet transparentes cheias de água como lâmpadas colocadas no telhado de sua casa.
    As garrafas são atravessadas em determinados pontos do telhado, devidamente fixadas para impedir vazamentos e goteiras, e aumentam em não sei quantos por cento a luminosidade do ambiente durante o dia. Luz elétrica mesmo, só de noite. Manutenção? Fala sério.
    A idéia deu tão certo, que vários vizinhos da senhora aderiram à prática, e estão felizes da vida com a redução da conta de luz.
    Gente simples dando um grande exemplo pra muito peixe grande.

  6. Aumentam em não sei quantos por cento a luminosidade que a iluminação artificial (lâmpadas elétricas) oferecia, diga-se de passagem.

  7. Na verdade tudo é adequação ao uso. Não que substitua integralmente à função de brita estruturalmente. Mas no caso de brita para enchimento, ou para fins menos nobres e que não sejam essencialmente estrutural, é inclusiove aconselhável.
    Outro ótimo aproveitamento é escória de pneu velho sendo utilizado na fabricação de asfalto para ser utilizado em pistas de pouca movimentação.
    Pois além de não ser utilizado material nobre, minimiza o problema da estocagem desse passivo ambiental que são os pneus.

  8. Os pneus velhos também têm sido utilizados com sucesso para “confecção” de tatames, depois de sofrerem um processo de “raspagem” (que não passa de uma moagem).
    Esse processo deixa a raspa de borracha muito fina e macia, a ponto de necessitar apenas de uma cobertura de lona para permitir que judocas, aikidocas, karatecas e demais praticantes de artes marciais o façam confortavelmente.

  9. Cada país tem o Gilberto Gil que merece:
    “Ex-líder do Midnight Oil será o ministro do Meio Ambiente da Austrália”
    Pra quem não sabe, o Midnight Oil (banda que teve seu auge na década de 90) sempre levantou a bandeira da sustentabilidade, do respeito e devolução de terras aos aborígenes e da necessidade de regulamentação ambiental da indústria petrolífera australiana.
    O meio ambiente sempre foi o principal tema das canções da banda, e todos os músicos são até hoje pra lá de engajados. Quase ecochatos.
    Peter Garrett, uma espécie de negão da C&A desbotado, é um monstro de mais de dois metros de altura, dono da talvez mais famosa careca do rock ‘n’ roll.
    Que agora seja um monstro também na defesa da sustentabilidade e do meio ambiente de seu país. É a oportunidade perfeita de converter suas belas palavras em ações. Diferente de outros músicos que andam em ministérios por aí.

  10. Quarta-feira (28/11/2007) eu e Ana Paula fomos ao I Seminário da Construção Civil e Sustentabilidade no Rio de Janeiro, e vimos algo que poderá te interessar.

    Eu já conhecia por já ter sido apresentado a esse projeto na UFRJ, mas com o Seminário lembrei e cito aqui:

    Em Florianópolis, há o projeto da UFSC à respeito da casa eficiente. Foi montada uma casa, com o intuito acadêmico, totalmente eficiente. A apresentação no Seminário foi feita pelo professor Roberto Lamberts.

    Apóiam o projeto, a UFSC, a Eletrosul, a Eletrobrás e o Procel.

    Segundo informado no Seminário, dentro de um mês, a casa fica disponível 15 dias para visitação do público em geral (turistas, curiosos, estudantes, arquitetos, engenheiros, interessados em geral) e 15 dias fechadas para estudo da Universidade (onde se fazem pesquisas que geram teses de mestrado e doutorado em Sustentabilidade).

    Para agendar visita, o telefone é 0800 643 1312

  11. Periga dar um pulo em Floripa pra conhecer, aproveitar e pegar uma praia.
    Depois comer um peixiiiiiinho com uma ce-cervejinha. Em pleno verãozão. Duro vai ser trabalhar depois…

  12. Recebi esta mensagem e estou repassando.

    “É possível ajudar na economia global de energia.

    Se a página inicial do Google tivesse fundo preto em vez de branco, um monitor CRT (de tubo) gastaria apenas 59 watts para exibi-la, em vez dos 74 watts consumidos atualmente.

    Se o Google mudasse o fundo de sua página para preto, a economia mundial de energia seria equivalente à produção de uma hidrelétrica com geração de 900MW.

    Para isso foi criado o Blackle (www.blackle.com), versão preta do Google.
    Mas o Google vai ter que mudar também, porque senão seus patrocinadores vão “gritar”, já que o site (Blackle) que utiliza a engine do Google não apresenta aquele tradicionais comerciais no lado direito da página com resultado da pesquisa.

    Essa regra de economia de energia vale apenas pra monitores de tubo… LCD não tem diferença”.

    Vejam texto sobre essa campanha em:
    www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u329709.shtml

  13. A mudança para um Planeta mais sustentável está nos pequenos gestos do dia a dia, cabe a nós o ter, não cabe só há empresas, seja das que recolha resíduos e os tratam, se cada um de nós tiver cuidado e ter gestos ambientais, de certeza que o ambiente irá agradecer

  14. Gaburah.
    Nessa eu tb estou engajadíssimo.
    Salvar o planeta, ou melhor, evitar q nossa civilização vá pro beleleu é a única luta que vale realmente a pena.
    Como só vi agora registro que minha casa estava com tudo desligado.
    Eu fui com a Glau no cinema ver 10.000 BC.

  15. Essas ações podem parecer pouca coisa à princípio, mas pra mim é motivador observar que a cada ano mais e mais datas como essa engajam mais e mais pessoas.
    É aquela história: o pouco que cada um pode fazer, somado ao pouco de outros e mais outros vira um muito no final.
    Por isso, por mais que o cara pense: “Ah, vou de elevador mesmo… uma viagenzinha só… não faz diferença…”, podes crer que faz sim. E isso vale pra tudo.
    Ou a gente toma consciência disso ou o mundo vai pro saco mesmo.
    Aliás, por falar em escada (e tem gente que reclama de cansaço, sedentarismo e tal).

  16. Eu gosto de manter esse tópico vivo por várias razões. Uma delas é que o assunto é muito abrangente, e sempre é possível fazer uma correlação com diversos segmentos. Dessa vez vamos de sétima arte.

    Estreou Fim dos Tempos nos cinemas, o novo filme do M. Night Shyamalan (aquele que tocava baixo na banda do EduAAArdo!! e largou o show no meio). A crítica tá metendo o pau, o que eu acho uma tremenda injustiça pois na verdade o filme é muito bom. Basta ter vontade de entender ele.

    O negócio do filme é o seguinte: [SPAM] Um belo dia a natureza na forma das plantas resolve fazer com o homem o que o próprio homem faz quando se defronta com algum tipo de praga: extermina. Pois bem. O tal “inseticida” é uma substância segregada pelos vegetais que atinge o homem através do vento (alguém mais lembrou dos aviões sobre as lavouras?). Essa toxina faz com que os humanos percam o sentido de auto-preservação e cometam suicídio, passando antes por um estado de descoordenação motora e confusão mental. Assim, fácil. Que nem tacar inseticida numa barata. E assim o filme vai, com o ataque ocorrendo em uma região determinada do planeta aparentemente sem motivo maior. E de uma hora pra outra acaba, e alguns indivíduos sobram (que nem dedetização) – o que não tem relação nenhuma com o fato de o sujeito “ser bonzinho” ou não. Quem sobra é porque deu sorte mesmo e ponto.

    E é justamente essa inversão de ótica que ninguém entende. Todo mundo deve estar indo ao cinema esperando um filmaço de suspense com um final óbvio e comercial (ou uma reviravolta surpreendente, tão típica dos filmes do diretor indiano). Se você é um desses, então nem perca o seu tempo. Verde por verde, vai ver o Hulk que vai achar mais negócio.

    O filme é na verdade uma mensagem, que tem por objetivo fazer o cara pensar e chegar à brilhante conclusão que se existe uma praga no planeta, essa praga é o homem pois tudo dele extrai sem nada lhe dar em troca. Caiu a ficha? Tá certo que pra enriquecer o filme o diretor lançou mão de um forte clima de suspense e uma personagem sombria que pra mim acabaram mais atrapalhando o resultado final do que melhorando o filme. Pode até ser por isso que a mensagem verdadeira do filme tenha ficado tão longe pra alguns. Mas eu gostei. E recomendo.

  17. Pingback: O Mundo é de todas as criaturas do Mundo! at gaburah.com

  18. Por mais que a gente pense que faz bastante, é só fuçar que acha onde possa ser melhorado. Fiz umas contas ontem.

    Se eu saio com meus cães três vezes ao dia e cada um deles efetivamente faz cocô três vezes ao dia, então:

    2 sacolas x 3 passeios = 6 sacolas de plástico ao dia = 42 sacolas por semana = 168 sacolas ao mês = 2016 sacolas de plástico ao ano!! Assombroso!

    Vamos extrapolar isso para um grande número de proprietários que fazem coisa parecida. Algum engenheiro que me ajude, mas o cálculo vai ficar assustador.

    Levando em consideração que o cocô é biodegradável (e que meus cachorros são vermifugados periodicamente), seria mais consciente da minha parte catar os dejetos de ambos com jornal (de biodegradabilidade muito mais eficiente que a do plástico) e colocá-los em um saco plástico, reduzindo assim – diretamente – para metade do volume gerado anteriormente.

    O que eu quero dizer com isso é que catar o cocô do seu cachorro na rua é uma bela demonstração de cidadania e civilidade, mas também pode gerar um impacto ambiental considerável que deve ser minimizado. Pense nisso e faça as suas contas.

  19. Pingback: Sacolas Plásticas de Mercado - para que duas por vez?

  20. Caro Gaburah, para fazer uma estimativa, podemos utilizar teu conhecimento sobre a demografia da região do Jardim Icaraí.

    Pelo atendimento que tinhas em sua clínica, e imaginando que haja pela região mais umas 5 ou 6 clínicas, faça uma multiplicação simples e deve ter por ali o número de cachorros.

    Estou chutando sem noção a estimativa inicial.
    Supondo que sua clínica atendesse 1.000 cachorros (número para facilitar minha vida, depois ajuste).

    1.000 cachorros x 5 clínicas = 5.000 cachorros que cagam (eu acho que tem mais que isso na região)

    você conta 3 cagadas por dia, então teríamos 5.000 cachorros que cagam x 3 cagadas por dia = 15.000 cagadas por dia.

    Mas nem todos os cachorros cagam na rua. Alguns cagam em casa.
    Claro que regiões que tem mais casas que prédios, essa taxa de cachorros cagões em casa é maior.

    Sendo assim, deveria ser utilizada uma tabela (sem fundamentação científica – proposta de tese):

    Fator de Redução:
    – Áreas saturadas de Prédios Altos – 0,9
    – Áreas com prédios altos e algumas casas – 0,8
    – Áreas com prédios de menor gabarito e casas – 0,7
    – Áreas com casas e alguns prédios com gabarito baixo – 0,65
    – Áreas com casas apenas, mas bastante ocupada – 0,6
    – Áreas com casas e terrenos baldios (cachorros cagam ali) – 0,5
    – Áreas com casas, terrenos baldios e ruas de terras e pouco movimento – 0,3
    – Áreas rurais – 0,25

    A região em questão é um meio termo entre 0,7 e 0,8. Usemos então um fator de redução 0,75

    15000×0,75 = 11.250 cagadas por dia

    Devemos utilizar um outro fator de redução para pessoas que utilizam apenas 1 saco por passeio ou utilizam mesmo jornal.

    Colocaremos um fator 0,5 o que deixa 1 saco por cagada

    11.250 cagadas por dia x 1 saco = 11.250 sacos por dia na região de Jardim Icaraí para limpar cagada de cachorro.

  21. Claro que até aí a diferenças.

    Pois quem sai e limpa o cocozinho do Pupy, praticamente inutila um saco para limpar quase nada.

    Por outro lado, aqui em casa vai se limpando os cagalhões de Karlitus e Pipoca e conseguimos encher o saco. Esse é um bom exemplo de utilização racional.

    Pupy’s devem ter suas merdas limpas com os saquinhos de farmácia (que são do tamanho das caixas de remédio).

  22. Acredito que o número final seja um pouco inferior à isso. Mas que sejam 10.000 limpadas por dia (isso porque também não foram consideradas aquelas pessoas que simplesmente não limpam o cocô do cachorro e que infelizmente não são poucas. Basta um rápido passeio pelas ruas da antiga Santa Rosa para comprovar o que estou dizendo).
    Saquinhos de farmácia gerariam uma redução drástica realmente, pois a quantidade de plástico utilizado na sua confecção deve ser mais ou menos 1/4 da quantidade de uma sacola de supermercado, o que reduz ainda mais significativamente o volume de plástico. O ideal mesmo seriam saquinhos de papel, mas estes são mais difíceis de se encontrar porque o plástico é muito mais barato.

  23. Diante de toda essa ponderação – mais as levantadas pelo Victor no Acasum, fui ao supermercado e minha linda esposa me intimou a comprar uma daquelas “sacolas ecológicas”, aquelas que a gente leva pra fazer compras. Paguei R$ 4,50 e a paz na minha consciência.
    Mas o interessante mesmo foi a informação da caixa: essa campanha começou agora porque será interrompida a produção e o uso das sacolas plásticas em supermercados (pelo menos em Santa Catarina). O supermercado (que não é bobo nem nada) aproveitou isso e está capitalizando em cima vendendo as ecobags.
    Há luz no fim do túnel para o assunto.

  24. Oi Gaburah, ótimo artigo. Precisamos divulgar idéias, conceitos, projetos ligados a proteção do meio ambiente. Preservar a natureza é preservar a nossa própria existência, porque apesar de nos julgarmos superiores ou fora dela, nós somos extremamente dependentes de toda a vida nesse planeta. A mundança de nossos hábitos faz sim uma grande diferença, porque se todo mundo pensar: “é só mais um papelzinho…”, nunca iremos mudar nada e o resultado sabemos qual é… Enfim, cada um tem que começar a fazer a sua parte. Abraços

  25. Bem… para quem não tem 20 pilas, pode começar com equipamentos economizadores de água um pouquinho mais simples e mais barato tal qual sum reles arejador para torneira com rosca interna

  26. Aliás, vale à pena gastar um bom par de horas lendo sobre o trabalho de uso racional de água desenvolvido pela SABESP.

    Ajuda-nos a pensar sobre como proceder e implementar soluções aplicávais ao nosso dia-a-dia.

    Segue a lista com os equipamentos economizadores de água listada pela SABESP.
    Ao lado há os links para o trabalho da mesma.

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