Dez coisas boas e dez coisas ruins sobre ‘Homem de Ferro 3′

Não rolou, hein...

SPOILERS À FRENTE. Se não viu o filme ainda, DÊ MEIA VOLTA.

Eu avisei.

GOSTEI:

  1. Igor
  2. A ideia das diferentes armaduras.
  3. Manter o conceito de que a quantidade de armaduras implica na queda de qualidade das mesmas.
  4. A fidedignidade das crises de ansiedade.
  5. A ideia sobre o Mandarim (que não é o dos quadrinhos).
  6. Pepper de armadura.
  7. Manter o Happy Hogan.
  8. Focar o enredo mais no Stark.
  9. O Fator Burton-Schumacher: ‘Homem de Ferro 3’ fez ‘Homem de Ferro 2’ ficar bom.
  10. Igor². É muito legal.

NÃO GOSTEI (na verdade a palavra é DETESTEI):

  1. Criaram uma penca de armaduras bacanas pra não explorar direito nenhuma delas. A Igor é carismática demais!
  2. Miguchice forçada com o molecote.
  3. TIRAR TODO E QUALQUER ROCK AND ROLL DO FILME PRA COLOCAR DANCE MUSIC. Isso é IMPERDOÁVEL! O universo do Homem de Ferro foi construído em torno de AC/DC e Black Sabbath. Renegar essas bandas é TRAIÇÃO.
  4. É o mais fraco entre TODOS os filmes DA MARVEL no cinema (Fox e Sony fora, ok?). Ignora sementes plantadas nos HF’s anteriores e n’Os Vingadores. É um filme desconexo, perdido no tempo e no espaço do universo Marvel – parece até que propositalmente.
  5. O Mandarim que não é o dos quadrinhos, apesar da boa sacada. Mas se no primeiro criaram todo o campo pro vilão, porque jogar tudo fora assim tão irresponsavelmente?
  6. Pepper soltando fogo pelos óio. TNC.
  7. Descaracterizar o Happy Hogan. Virou um bocó mal explorado. Depois daquela cena com a Viúva Negra em HF2, tinha atingido status de coadjuvante importante.
  8. Focar DEMAIS o enredo no Stark e em seres humanos cuspindo fogo e exprudindo. A melhor frase do filme é do RECHAÇADO James Rhodes: ‘Ah, então você cospe fogo pela boca?’. Parece que até o filme riu de si mesmo.
  9. Iron Patriot? QUEREMOS O WAR MACHINE DE VOLTA!! Patriota de Ferro bunda-mole da porra…
  10. Tony Stark tirar o reator ark (aliás, MUITÍSSIMO mal feito) do peito? AH, VÁ TOMAR NO C*!!!

*****

Resumo da ópera: DECEPCIONANTE. Nota 6 porque tô de bom humor.

O Espetacularmente Atrasado Homem-Aranha

Antes de mais nada já aviso: vão assistir o filme pra tirar suas próprias conclusões. Vale a pipoca num dia de meia-entrada pelo menos.

As artes são infinitamente melhores

Uma vez que o Aranha é um personagem com quem tenho assumidamente uma relação de amor, só mesmo ele pra tirar a poeira deste outrora ilibado blog e me fazer escrever algumas mal traçadas linhas. E não vou encher muita lingüiça, porque hoje é segunda-feira, todo mundo ta com sono e ainda estou muito puto da minha vida porque o Botafogo mandou o Loco Abreu pro Figueirense.

O Espetacular Homem-Aranha tem seus méritos, indiscutivelmente. Mas também tem seus deméritos e estes, infelizmente, tendem a falar mais alto. De uma forma mais didática, exponho meus argumentos.

Marc Webb e seus roteiristas resolveram contar a história da maneira correta, uma vez que a Sony e os produtores (acertadamente) decidiram por reiniciar a franquia depois que Sam Raimi:

  1. Começou MAL no primeiro (mexendo DEMAIS na mitologia do Aranha, lhe ROUBANDO fatores CRUCIAIS que interferiram de maneira DRAMÁTICA na construção do HERÓI Homem-Aranha);
  2. PARECIA ter enfim encontrado o seu rumo no segundo, quando finalmente entrou de maneira mais consistente na  ação e nos dramas existenciais de Peter Parker;
  3. Chutou o balde e fez merda no terceiro.

Desta maneira, no Espetacular, saem Mary Jane como amor de infância (que ódio de lembrar isso…), sai aquela lenga-lenga toda com Tio Ben indo e voltando a cada 5 minutos de filme com a mensagem fantasmagórica de Grandes Poderes trazem Grandes Responsabilidades, saem os atiradores orgânicos de teia (UFA!) e PRINCIPALMENTE sai aquele tom de fabulazinha romântica, com musiquinhas bonitinhas ao fundo e a impressão de que ia pular um ursinho carinhoso na tela a qualquer momento.

Miguchice foi pro espaço, GRAÇAS A DEUS.

O problema é que, uma vez que o personagem já foi exaustivamente visitado e revisitado no cinema, contar a origem de novo ia ser um tremendo pé no saco. E mais uma vez o filme acerta em não se alongar muito nisso. O problema é que às vezes acelera DEMAIS, perdendo, por exemplo, a OPORTUNIDADE de se aprofundar num personagem de ALTÍSSIMA COMPLEXIDADE como o Dr. Curt Connors – ainda mais quando este é defendido pelo BRILHANTE Rhys Ifans, que não consegue por conta disso colocar todo o seu potencial em tela. Ainda, resumir as intenções do Lagarto a um objetivo bem bobinho, mas se a gente mantém em mente que ele endoida quando vira o réptil, até que dá pra engolir a motivação.

Outra coisa: Gwen Stacy, Capitão Stacy, Tio Ben, os pais de Peter… diversos elemento da correta origem do Aranha estão no filme, até muito bem retratados, por sinal. Mas dei falta de um IMPORTANTÍSSIMO protagonista na trama toda: quem conhece o Aranha desde o início, sabe do papel fundamental do Dr. Miles Warrem neste arco inteiro. Praticamente não há Duende Verde e fundamentalmente TODO O ARCO DRAMÁTICO que define quem o Aranha é sem o Dr. Warrem, vulgo O Chacal.

Mas isso é detalhe de fã desesperado e antigo (como eu). Pra quem não conhece a história a fundo, vamos ao que interessa:

MÉRITOS

  • As cenas de ação e os efeitos especiais são INFINITAMENTE SUPERIORES ao original de Raimi, e ainda pouco melhores do que o segundo (meu preferido da primeira trilogia);
  • Gwen Stacy contada da maneira correta e muito bem resolvida pela bela Emma Stone;
  • O Capitão George Stacy correto, com um ator correto (Dennis Leary) – mas em determinado momento a ausência do Chacal faz sua primeira GRANDE falta;
  • Tio Ben de Martin Sheen, dando um belo dum esporro ao invés da lenga-lenga;
  • Aliás, todas as cenas de relações pessoais (à exceção de Parker-Connors) são realmente muito boas – novamente méritos ao diretor;
  • Provavelmente a mais divertida participação de Stan Lee entre todas;
  • ATIRADORES DE TEIA MECÂNICOS (ALELUIA!!), mas… (nos deméritos);
  • Tom mais realista, na medida do possível.

DEMÉRITOS

  • O timing. Se este filme tivesse sido feito no lugar do primeiro filme de Raimi, seria um promissor início. Daria inclusive pra contar com mais calma a origem do personagem, que àquela altura ainda seria novidade. Marc Webb faz uma limonada com os limões que tem nas mãos;
  • Abreviar demais algumas informações e deixar coisas importantes sem explicação (como ele CRIA o fluido de teia?);
  • Lagarto sem jaleco (heresia), cuja família sequer aparece no filme;
  • Sai Raindrops keep falling on my head, entra Coldplay;
  • Mais uma vez o timing. Fazer filme de super-heróis DEPOIS d’Os Vingadores virou tarefa de Chris Nolan (o novo Hércules cinematográfico). Qualquer história minimamente mal-contada deixa um filme ruim depois que a Marvel e o Batman colocaram a barra tão alta.

Mas PRINCIPALMENTE o grande defeito do filme está em ser apenas OK. E hoje em dia, depois de Vingadores e Batman, ser um filme apenas OK faz muita diferença.

REPITO: Vão assistir. Vale a ida, principalmente pelas cenas de ação que não vão dar 5% da emoção numa tela de TV. Na verdade, seria UM CRIME fazer isso.

É melhor, MUITO melhor, que o do Raimi. Mas está longe de ser foda, infelizmente.

Rock Star Wars: Attack of the covers

Kill Em' All

Kill Em' All

 

Depois de um longo Verão venho iniciar os trabalhos em território Gaburahniano. O objetivo é montar uma lista de covers fodões que passam o bandão em seus originais.

Selecionei 40 canções. Outros covers de Rock e Metal ou de outros estilos serão bem-vindos (mas nos comentários, não me encham o saco!). Vamos montar uma enciclopédia de covers!

As canções coverizadas serão linkadas em seu próprio nome, enquanto as originais no nome do autor.

40 – Limp Bizkit – Faith (George Michael)

39 – Metallica – Commando (Ramones)

38 – Van Halen – You Really Got Me (The Kinks)

37 – Motorhead – God save the queen (Sex Pistols)

36 – Papa Roach – Gouge Away (The Pixies)

35 – Rolling Stones- Just My Imagination (The Temptations)

34 – Dropkick Murphys - Halloween (The Misfits)

33 – Foo Fighters – Baker Street (Gerry Rafferty)

32 – Guns N’ Roses – Knockin’ On Heaven’s Door’ (Bob Dylan)

31 – The Beatles – Twist and Shout (Top Notes)

30 – Megadeth - Anarchy in the UK (Sex Pistols)

29 – The White Stripes – Jolene (Dolly Parton)

28 – Sepultura – Orgasmatron (Motorhead)

27 – Metallica- Last Caress (The Misfits)

26 – Pennywise – Surfin’ in USA (Beach Boys)

25 – Kasabian – Runaway (Del Shannon)

24 – Faith No More – Easy (The Commodores)

23 – System of a Down – Shame – (Wu tang clan)

22 – Linkin park – Wish – (Nine Inch Nails)

21 – White Stripes – I Just Don’t Know What to Do With Myself (Tommy Hunt)

20 – Korn – Word up (Cameo)

19 – Black Label Society – I Never Dreamed – (Lynyrd Skynyrd)

18 – Jimi Hendrix – All Along the Watchtower (Bob Dylan)

17 – Anthrax – I’m eighteen (Alice Cooper)

16 – Nirvana – Love Buzz (The Shocking Blue)

15 – Oasis – I am the walrus (The Beatles)

14 – Californian Dreaming – Beach Boys (The Mamas and the Papas)

13 – ACDC – Baby please don’t go (Big Joe Willians)

12 – Rancid – The harder they come (Jimmy Cliff)

11 – Thin Lizzy – Rosalie (Bob Seger)

10 – Johnny Cash – Hurt (Nine Inch Nails)

9 – Joey Ramone – What a wonderful World (Louis Armstrong)

8 – Joe Strummer – Redemption Song (Bob marley)

7 – Megadeth – Paranoid (Black Sabbath)

6 – Nirvana – The Man Who Sold The World (David Bowie)

5 – Mark Lanegan – Man In The Long Black Coat (Bob Dylan)

4 – Metallica – Turn the page (Bob Seger)

3 – System of a down – Metro (Berlin)

2 – Raimundos – Oliver’s Army (Elvis Costello)

1 – Rage Against The Machine – Renegades of Funk (Afrika Bambaataa)

Gaburah Best of 2011

A versão 2011, via blog, tem como madrinha da ideia a @marifiorentino.

And the Tiny Little Golden Gaburah Cookie goes to...

Então lá vai o resultado do Gaburah Best of 2011. Rufem os tambores!!

  • Filme do ano: Essa foi difícil, confesso. A média foi baixa. Em se falando de cinema, no entanto, o grande destaque foi o documentário Back and Forth do Foo Fighters (aliás, 2011 foi o grande ano da banda de Dave Grohl). Quem não teve o prazer de assistir no cinema, tenta ver em vídeo. Muito foda. Mas se eu for obrigado a escolher um filme convencional, provavelmente direi X-Men: First Class – que, mesmo assim, teve os seus poréns.
  • Fiasco do ano no cinema: Deu empate. O Besouro Verde de Seth Rogen e Conan, o Bárbaro (Momoa é o único inocente naquilo ali).
  • Categoria ‘Preciso arranjar outro empresário com urgência‘ do ano: Christoph Waltz (pelo conjunto da obra - O Besouro Verde e Os Três Mosqueteiros)
  • Música do ano: Barbada. Rope, do Foo Fighters
  • Categoria ‘Agora é tarde, Gaburah‘ do ano: shows do Velvet Revolver
  • Show do ano: Alice in Chains, no SWU. Pela energia mesmo debaixo do dilúvio e por corresponder à longa expectativa.
  • Piada de mau gosto do ano: Botafogo de Futebol e Regatas, sagrando-se BICAMPEÃO no quesito =/
  • Grande Expectativa para 2012: Os Mercenários 2, longe. Colocando até pesos-pesados como Os Vingadores e O Hobbit no bolso (e alguém acha que Bilbo ou o Capitão América são páreo para Stallone+Willis+Schwarza+CHUCK NORRIS+Van Damme??)

E como premiação que se preze tem que ter número musical, então lá vai a vencedora do ano de 2011:

SWU 2011 – Da lama ao caos

Nem vou me ater muito ao empenho logístico demandado para o comparecimento da Caravana do Tio Virso ao SWU 2011. Só isso renderia outro post.

Dia escolhido, o 14 de novembro sagrou-se de cara como data inesquecível e imperdível aos fãs do (bom) rock em todas as suas vertentes: tinha o punk-pop-rock do Duff McKagan’s Loaded; o ska-rock do 311; o metal do Megadeth; o hardcore do Down de Phil Anselmo; o surpreendente hard-rock(abilly) do Black Rebel Motorcycle Club; o rock melancólico de altíssima qualidade do Alice in Chains; o hard rock do Stone Temple Pilots; e aqueles que se encaixam em todas mas não se encaixam em nenhuma: o Primus de Les Claypool e o sempre perfeito Faith No More do frontman Mike Patton.

Um line-up pra roqueiro nenhum botar defeito. Quase um dream team da camiseta preta, por assim dizer. Deu até pra perdoar a bobagem da escalação do inexplicável Sonic Youth no mesmo dia, banda que sempre parece não saber o que fazer no palco, daí fica inventando um monte de maneiras bizarras de esfregar a guitarra em qualquer lugar pra tirar som (barulho) e sair como vanguarda.

E de fato, musicalmente, o dia não deixou pedra sobre pedra. Faith No More e Stone Temple Pilots quebraram tudo e correspoderam às (sempre altas) expectativas dos fãs, com um Mike Patton inspirado (bem diferente das outras apresentação América do Sul afora) e um Scott Weiland com a voz visivelmente baleada (coisa que quase tirou o STP do festival), mas que nem por isso deixou de dominar palco e platéia com seu peculiar modus operandi.

O Alice in Chains fez mais um de seus belíssimos shows, coisa de gente que canta com as vísceras. Com homenagem (no gogó, sem telão, sem presepada) a Layne Staley e Mike Starr (50% da formação original da banda, já falecidos) em Black gives way to blue, foi impossível a qualquer espectador permanecer impassível durante sua execução. Como não canso de dizer, o Alice in Chains é o verdadeiro legado de Seattle para o mundo. Quem não assistiu, agarre-se com unhas e dentes à promessa de Jerry Cantrell sobre um breve retorno da banda ao Brasil. Com toda certeza, estarei lá.

Duas grandes surpresas no dia foram a devastadora apresentação do Black Rebel Motorcycle Club e a competência do Primus. Longe de serem conhecidos pela maioria dos presentes, as duas bandas – de estilos distintos entre si e dos demais - dominaram as atenções desde o momento em que pisaram no palco. Meu parâmetro para a eficiência de uma banda é sempre esse: se tem poucas músicas conhecidas pelo público, mas ainda assim fazem com que ninguém consiga desgrudar os olhos do palco e manifestem seu contentamento, então arrebentaram. BRMC e Primus cumpriram as duas exigências com sobras. Ao fim de seus shows, geral prometia recorrer a meios lícitos e ilícitos de conseguir suas discografias.

Não vi o Down e vi pouco do Loaded, por alguns dos motivos que discorrerei como negativos do festival. Relatos do RB apontam que a apresentação de Phil Anselmo foi no mínimo HISTÓRICA, de fazer os fãs do Pantera verterem lágrimas. Deixo essa pra quem assistiu, pois a organização do festival não me deu essa opção.

Mas no que se refere à música, mesmo com 16h de chuva temporal quase ininterrupta na cabeça, não há do que se reclamar.

*****

A primeira impressão ao se entrar na versão paulista da Cidade de Rock foi boa. Havia organização no sentido de saber onde estava aquilo que se queria encontrar. Muito bem sinalizado, de cara a gente sabia como chegar às praças de alimentação, à cada um dos três diferentes palcos, à tenda de música eletrônica, banheiros, etc.

Dito isso, vamos ao PEOR do SWU 2011:

  • Que se foda, minha saúde primeiro! – Eu disse banheiros? Bem, perdoem a força de expressão. Quis dizer CHIQUEIROS, pois na prática eram exatamente isso. Não sei quem foi o genial projetista do festival que resolveu achar boa ideia instalar os banheiros químicos em área de chão batido – sem considerar minimamente que fosse a possibilidade de chuva (entenda-se dilúvio), que foi EXATAMENTE o que aconteceu. Resultado: uma verdadeira IMUNDICE, onde não se sabia mais em que se estava pisando. A melhor alternativa era se hidratar pouco para precisar ir até o local o mínimo possível. Ou fazer em locais alternativos, mais limpos porém de desagrado da organização. Havia um banheiro propriamente dito na área das arquibancadas, porém igualmente sem a menor condição de higiene, pois SEQUER FAXINEIROS HAVIA (n.e. verbo Haver no sentido de existir não tem plural, ok?). Disparado a pior coisa do festival, coisa pra sofrer interdição pela Vigilância Sanitária municipal, sem o menor exagero. Mais do que a chuva – e pior pela associação a ela - o grande fator destruidor de bom humor do dia;
  • Praça de chafurdação - o mesmo projetista colocou também a praça de alimentação em área de terra. Virou outro lamaçal inóspito e inacessível, o que deve ter sido estratégico pra empurrar a galera para a praça de alimentação vegan (que era bem boa, registre-se). A saída foi comer kibe de soja o dia inteiro, pois quem quisesse algo mais tradicional corria o risco de atolar e não assistir mais nada até o resgate dos bombeiros;
  • Palcos pra que te quero? – No SWU, cada escolha implicava em uma renúncia. Isso é INADMISSÍVEL em um festival de música. Tive que optar entre assistir o STP ou o Alice in Chains, da mesma forma que houve a necessidade de se escolher entre Primus e Megadeth e entre AiC e Faith No More. Ou seja, quem sonhava em assistir todas essas bandas fodonas se fudeu de verde-e-amarelo. Com os dois palcos frente a frente e distantes cerca de 300m entre si, com 5 a 10 min de intervalo entre os shows, tornava-se humanamente IMPOSSÍVEL encontrar um bom lugar para assistir o show seguinte se você estivesse no outro palco. Tremenda bola fora;
  • Sonic Youth;
  • Rali compulsório - enquanto a galera se divertia como podia dentro do festival, a chuva comia solta lá fora. Na área de estacionamento inclusive. E só foram descobrir isso na hora de ir embora. Muita gente saiu do festival às 3:30h da manhã e ficou atolado até as 06h, quando por sorte ou imaginação conseguiam tirar os veículos dali. Organização? Nem tomou conhecimento disso. Ou o cara se virava sozinho ou estaria lá até agora;
  • Prejuízo inesperado - ao fim do festival, magicamente desapareceram todos os atendentes dos stands de comida/bebida. Os ambulantes credenciados só aceitavam dinheiro vivo. OU SEJA: quem comprou tickets (o dinheiro do SWU) com antecedência pra evitar as filas posteriormente MORREU SOLENEMENTE NA GRANA QUE NÃO CONSEGUIU CONSUMIR. Sem choro nem vela, sem ressarcimento. Deve ser pra obrigar o cara a voltar em 2012, só pode.

Fosse um dia ensolarado, alguns desses defeitos estariam minimizados. Mas quem projeta um festival grande assim necessariamente tem que atentar pra esses detalhes. Ainda mais porque a intenção da organização é realizar as próximas quatro edições do SWU neste exato mesmo local. Muita coisa precisa ser repensada, pois as expectativas eram altíssimas para o dia e acabaram (em parte) frustradas pelos acontecimentos e pela falta de planejamento para as contingências.

No frigir dos ovos, restou o rock pra salvar o povo.

Como sempre.

O Lanterna Está Verde ou ‘Não esqueça de carregar seu anel a cada 24 horas’

     Admito, quando o filme do Lanterna estreou em julho nos EUA com bilheterias abaixo do padrão requerido pra esse tipo de filme(não foi baixa, foi abaixo do esperado), comecei a ficar bem pessimista. Mas já adianto: achei um filme legal, um bom filme, que poderia ser melhor, mas em si um bom filme. Tem defeitos sim, mas nada que não possa ser corrigido em uma continuação.

A primeira crítica que aqui faço é não só ao filme, mas à total falta de unidade entre os filmes da DC. A unidade que há entre os filmes da Marvel é bem legal, e a DC/Warner não precisava copiar, mas criar sua versão da continuidade nos filmes. Exemplo disso é a péssima forma que a personagem de Angela Basset, a agente governamental Amanda Waller (fundadora do Esquadrão Suicida nas hqs) é aproveitada no filme.

Bem,vamos ao que interessa: depois que assisti ao filme e cheguei à conclusão que ele é legal, vi que o filme merece um voto de confiança pra uma continuação (que até já foi confirmada). Esse foi um filme de origem, que é bem contada (com exceção à não citação dos caçadores cósmicos, que são a criação frustrada dos guardiões pré-lanternas) de introdução. Tanto que personagens coadjuvantes com potenciais incríveis – como os Lanternas Kilowog e Tomar-re (respectivamente com as vozes de Michael Clark Duncan e Geoffrey Rush, geniais) e o meu preferido do filme SINESTRO (com atuação breve porém soberba, em minha opinião, e com uma caracterização de personagem com uso de próteses e maquiagem que rivaliza com o Caveira Vermelha de Capitão América – O Primeiro Vingador), não tem a participação merecida no filme.

Um dos problemas do filme é dedicar muito tempo do mesmo à relação amorosa/profissional entre Hal Jordan e Carol Ferris (Blake Lively ficou bem no papel) e pouquíssimo tempo o lado piloto destemido de Jordan. A adaptação tem elementos do grande trabalho que o roteirista (e atualmente um dos bam bam bams da DC) Geoff Johns, tem feito com a mitologia do personagem ao longo dos últimos anos (mas claro que este bebeu na origem definitiva do personagem escrita por Keith Giffen, Gerard Jones, James Owsley e com desenhos de M.D.Bright: Amanhecer Esmeralda). Um vilão clássico do Lanterna, Hector Hammond, ganha um intérprete à sua altura: Peter Sarsgaard rouba várias cenas.

Bem, estou eu aqui enrolando e nada de falar no protagonista: Hal Jordan/Ryan Reinolds. A grande questão é que ao mesmo tempo em que, em várias cenas, o ator faz o espectador crer que está vendo um jovem, arrogante e irresponsável Hal Jordan. Em outras cenas ele mostra os mesmos cacoetes e caretas que mostra em comédias românticas e afins. Mesmo tendo gostado parcialmente de sua atuação, ele pode render mais em uma continuação. A direção de Martin Campbell é competente, apesar do filme só empolgar em algumas cenas, porém o roteiro está meio aquém da mitologia do personagem.

Voltando à origem, um fato que existe na atual origem do personagem (Lanterna Verde – Origem Secreta,de Geoff Johns e Ivan Reis, Ed. Panini): o fato de que por um ato de rebeldia Jordan deixou a Força Aérea pra se tornar piloto de testes da Ferris Aeronáutica. Dessa mesma HQ, poderia ter sido retirado um grande easter egg: em determinado momento um grupo de cadetes da Força Aérea arranja briga com um grupo de fuzileiros navais, e neste grupo de fuzileiros estava um jovem John Stewart, o já clássico substituto de Hal Jordan como Lanterna do setor 2814 (cujo desenho da Liga da Justiça fez o grande favor de mostrar em uma nova  e incrível versão, popularizando-o – outra boa ideia para futuros filmes).

Agora, um lance que realmente me incomodou foi uma questão digamos “técnica” (que também me fez torcer o nariz para os filmes do Homem-Aranha): o Teioso não tinha, nos filmes de Sam Raimi, lançadores de teia artificiais. No filme do Lanterna não é mencionado de forma clara que o anel precisa ser carregado à cada 24 horas.

Aguardemos a já confirmada continuação, e que ela seja um “A Ira de Khan”, um “Superman 2”, um “Dark Knight”, um “X-Men 2”, um “Império Contra-Ataca” para essa franquia que, se tiver sua mitologia bem explorada, promete.

P.S.: Não perca de modo algum a cena pós-créditos. Ela é tudo, menos verde, e dá a indicação do que pode estar por vir…

O Primeiro Vingador – para @marifiorentino

Capitão América assistido faz umas duas semanas. E só agora sai post. E só porque a Marianna cobrou…

Ah, essa idade avançada… rsrs

A Marvel guardou o seu Vingador mais emblemático (vejam bem, não disse que guardou o seu melhor personagem, mas sim o mais emblemático) para o fim, uma espécie de cereja do bolo de expecativas (a esta altura insuportáveis) para o filme da sua super-boys band [Stark, Tony. 2010] em 2012.

Pra arrematar, as artes promocionais do filme foram sensacionais

Deu certo? Pode-se dizer que sim. Mas se a intenção era essa mesmo, teria sido melhor começar com outro e deixar o Homem de Ferro pro fim. Por mais legaizinhos que os filmes-solo de cada Vingador tenham sido, NENHUM chegou MINIMAMENTE PERTO do Latinha. A dupla Favreau-Downey Jr, temperada pelos brilhos de Jeff Bridges e  Gwyneth Paltrow, simplesmente colocou a barra alta demais para a Marvel. Criaram uma obra-prima do gênero. Chamar Homem de Ferro de algo menor que isso é uma injustiça imperdoável.

Os outros foram meio pra cumprir tabela, mas divertiram – fosse pela avidez de fã ou pelas produções caprichosas. Ainda assim, a Marvel deu show de inteligência (coisa que a DC simplesmente não consegue): sempre com o universo verossímil estabelecido pelo filme do Gladiador Dourado em mente, as sequências não fizeram feio e foram felizes no que se propuseram.

O filme de cada Vingador trouxe mais alguns elementos ao produto final, a ser lançado ano que vem e quando teremos então a conclusão de uma verdadeira SAGA de seis capítulos: dois Homem’s de Ferro, um Hulk (o de Ang Lee não conta nessa), um Thor e um Capitão América. Malandramente, a Marvel colocou pistas e informações em cada um deles que deliciaram os nerds aficcionados (meu caso) e não farão tanta falta assim pra quem não acompanha os quadrinhos. No fim, a garantia de satisfação é universal.

Na minha ótica dos filmes, ficou assim: Homem de Ferro >>>>>>>> Hulk > Capitão América > Thor

Quanto ao Capitão América, não dava pra esperar de Joe Johnston (que fez coisas legais pacas como Hidalgo e Jurassic Park III e salvou O Lobisomem na medida do possível) menos do que um filme divertido. Um certo clima de Indiana Jones que permeia a película dá o charme adequado à história do Bandeiroso, decisão acertada do estúdio e do inteligente diretor ao tentar dar uma personalidade distinta ao filme do herói. Foram felizes, sem dúvida.

Mas como em quase todo filme de heróis, o vilão é o grande ponto alto. Hugo Weaving, bicho… o cara é TÃO foda que não tem o menor medo de se esconder atrás de maquiagem pesada durante a maior parte do filme (coisa que já tinha feito em V de Vingança). E rouba a cena transpirando maldade e loucura na pele do Caveira Vermelha. Excelente mesmo. O previamente cotado para o papel era Christoph Waltz, que também teria tudo pra dar outro show. Mas Weaving só fez coisa boa, então era barbada. E Chris Evans não compromete. Apesar de ser um cara com uma forte veia cômica, conseguiu imprimir a ingenuidade inerente ao Steve Rogers primordial (lembrando que o Capitão tomou muito fogo – amigo e inimigo - até construir o perfil com que os quadrinhos o apresentam hoje).

Assim, enfim em 2012 é a hora de gritar dentro do cinema (tenho CERTEZA de que o farei):

AVENGERS ASSEMBLE!!

Tomara que o mundo não acabe antes.

A Nova DC Comics: Reinventar não quer dizer Inovar

A DC parece que nunca aprende...

Por Vinícius Chaves

Aviso aos amigos: esse não é um texto informativo acerca das (novas) mudanças na DC  Comics. É apenas a opinião de um fã de quadrinhos que está cansado do “me engana que eu gosto”  das gigantes DC e Marvel.

Os editores e Ceos da DC falam desse “Reboot” ou “Revamp” (Restart é um termo que devemos abolir em nosso país por motivos óbvios) como se fosse a coisa mais revolucionária e moderna já feita “Apresentando aos novos fãs MARCAS consagradas mas de uma maneira nova e contemporânea”. Se preocupar com novos fãs é muito legal, e justo, afinal de contas eles tem que vender gibis(sim sou velho e uso esse termo), mas colocar personagens que são clássicos amados (e odiados) como MARCAS ?!?! E os velhos fãs (como este que vos fala) ? Eu sinceramente estou cansado de ver mudanças que duram, sei lá 6 meses, um ano e depois o personagem volta ao que era antes.

Darei como exemplo o meu personagem preferido nas HQs, Superman, o popular Azulão. Já tive que vê-lo morrer, ressuscitar de cabelo comprido, perder os poderes, ficar elétrico e azul, ficar elétrico e vermelho e mais recentemente rechaçar sua cidadania americana (mudança que muito me agradou por sinal). Agora, a DC vai relançar 52 dos seus títulos (sim é uma alusão às 52 terras do universo DC, leiam a série “52” vale à pena). Na verdade eu atualmente compro alguns encadernados  e alguns gibis que encontro em sebos, parei de comprar todo mês na banca e etc, e estou procurando me inteirar o menos possível sobre essas mudanças que pelos novos visuais de alguns personagens, lembrei bastante dos visuais “radicais” da Image dos anos 90 (e não é que o Jim Lee agora é um dos editores-chefe da DC?).

Toda hora a DC arranja algo pra consertar as besteiras que faz em sua cronologia, até pouco tempo atrás rolou “A noite mais densa”, em que ao seu final vários “mortos” voltaram, como Aquaman, Gavião Negro, Nuclear (Ron Raymond) e Caçador de Marte, entre outros. Agora se você gastou sua grana (eu não gastei) em todas as revistas relacionadas, bem elas agora já podem forrar a gaiola do seu papagaio. A DC Entertraiment desesperada com a queda de suas vendas cria essa manobra de modernização dos seu personagens, quando seria muito mais fácil que pensassem e escrevessem histórias que fossem criativas,interessantes e pungentes.

Até me desculpo por minha indignação mas é que sou, uns 70% Dcnauta e uns 30% Marvete (novamente termos de quem lia quadrinhos da Ebal, RGE e Abril, ou seja: velho). O que seria isso tudo? Uma resposta à Marvel e suas excelente vendas?

A Marvel também não é santa, vide as besteiras e idiotices que fazem com o Aranha, mas aí é outro papo.  A minha opinião é a de que essa história de mudança tem a ver com esse novo nicho de marcado que se criou e onde a DC, com a exceção do Batman, vêm levando uma surra da Marvel: Os filmes baseados em HQs. A DC é da Warner, aí você já começa a desconfiar das intenções por trás da “reinvenção” . Enquanto a Marvel faz filmes  surpreendente bons como “Thor” e “X-Men-Primeira Classe”, a DC amarga fracassos como “Os Perdedores”, “Jonah Rex” e “Lanterna Verde”(sim, já vem sendo considerado um fracasso e olha que nem estrou por aqui ainda).

Essas são medidas tão equivocadas quanto desesperadas e acima de tudo um grande desrespeito à inteligência dos fãs de quadrinhos ,que são tão apaixonados quanto coléricos, nesse caso quando mexem com “o que é seu”.  Não me espantaria se daqui há algum tempo tudo voltasse ao que era antes , como se tivesse sido um “evento transdimensional”  ou alguma interminável crise . Continuo amando quadrinhos na sua essência e tudo relacionado à esse universo, mas cheguei à conclusão tempos atrás que as “grandes mudanças” perpetradas pelas grandes editoras não visam mais criar grandes histórias e personagens: visam as nossas carteiras com visão de raios X pra ver de quanto dispomos e visão de calor pra queimar  toda a nossa grana.