Feliz Natal: Hei Simone, VTNC! 2011
1 Comment Published by Victor December 24th, 2011 in Música, Rock 'n' RollGaburah Best of 2011
11 Comments Published by Gaburah December 17th, 2011 in Cinema, Cultura Pop, OpiniãoA versão 2011, via blog, tem como madrinha da ideia a @marifiorentino.
Então lá vai o resultado do Gaburah Best of 2011. Rufem os tambores!!
- Filme do ano: Essa foi difícil, confesso. A média foi baixa. Em se falando de cinema, no entanto, o grande destaque foi o documentário Back and Forth do Foo Fighters (aliás, 2011 foi o grande ano da banda de Dave Grohl). Quem não teve o prazer de assistir no cinema, tenta ver em vídeo. Muito foda. Mas se eu for obrigado a escolher um filme convencional, provavelmente direi X-Men: First Class – que, mesmo assim, teve os seus poréns.
- Fiasco do ano no cinema: Deu empate. O Besouro Verde de Seth Rogen e Conan, o Bárbaro (Momoa é o único inocente naquilo ali).
- Categoria ‘Preciso arranjar outro empresário com urgência‘ do ano: Christoph Waltz (pelo conjunto da obra - O Besouro Verde e Os Três Mosqueteiros)
- Música do ano: Barbada. Rope, do Foo Fighters
- Categoria ‘Agora é tarde, Gaburah‘ do ano: shows do Velvet Revolver
- Show do ano: Alice in Chains, no SWU. Pela energia mesmo debaixo do dilúvio e por corresponder à longa expectativa.
- Piada de mau gosto do ano: Botafogo de Futebol e Regatas, sagrando-se BICAMPEÃO no quesito =/
- Grande Expectativa para 2012: Os Mercenários 2, longe. Colocando até pesos-pesados como Os Vingadores e O Hobbit no bolso (e alguém acha que Bilbo ou o Capitão América são páreo para Stallone+Willis+Schwarza+CHUCK NORRIS+Van Damme??)
E como premiação que se preze tem que ter número musical, então lá vai a vencedora do ano de 2011:
Ladies and gentlemen, hail to the Velvet Revolver!
5 Comments Published by Gaburah December 10th, 2011 in Cultura Pop, Música, Rock 'n' RollBanda fodona. Pena que acabou.
Ouçam porque o RB aprova:
SWU 2011 – Da lama ao caos
14 Comments Published by Gaburah November 20th, 2011 in Cultura Pop, Música, Opinião, Rock 'n' Roll, SWUNem vou me ater muito ao empenho logístico demandado para o comparecimento da Caravana do Tio Virso ao SWU 2011. Só isso renderia outro post.
Dia escolhido, o 14 de novembro sagrou-se de cara como data inesquecível e imperdível aos fãs do (bom) rock em todas as suas vertentes: tinha o punk-pop-rock do Duff McKagan’s Loaded; o ska-rock do 311; o metal do Megadeth; o hardcore do Down de Phil Anselmo; o surpreendente hard-rock(abilly) do Black Rebel Motorcycle Club; o rock melancólico de altíssima qualidade do Alice in Chains; o hard rock do Stone Temple Pilots; e aqueles que se encaixam em todas mas não se encaixam em nenhuma: o Primus de Les Claypool e o sempre perfeito Faith No More do frontman Mike Patton.
Um line-up pra roqueiro nenhum botar defeito. Quase um dream team da camiseta preta, por assim dizer. Deu até pra perdoar a bobagem da escalação do inexplicável Sonic Youth no mesmo dia, banda que sempre parece não saber o que fazer no palco, daí fica inventando um monte de maneiras bizarras de esfregar a guitarra em qualquer lugar pra tirar som (barulho) e sair como vanguarda.
E de fato, musicalmente, o dia não deixou pedra sobre pedra. Faith No More e Stone Temple Pilots quebraram tudo e correspoderam às (sempre altas) expectativas dos fãs, com um Mike Patton inspirado (bem diferente das outras apresentação América do Sul afora) e um Scott Weiland com a voz visivelmente baleada (coisa que quase tirou o STP do festival), mas que nem por isso deixou de dominar palco e platéia com seu peculiar modus operandi.
O Alice in Chains fez mais um de seus belíssimos shows, coisa de gente que canta com as vísceras. Com homenagem (no gogó, sem telão, sem presepada) a Layne Staley e Mike Starr (50% da formação original da banda, já falecidos) em Black gives way to blue, foi impossível a qualquer espectador permanecer impassível durante sua execução. Como não canso de dizer, o Alice in Chains é o verdadeiro legado de Seattle para o mundo. Quem não assistiu, agarre-se com unhas e dentes à promessa de Jerry Cantrell sobre um breve retorno da banda ao Brasil. Com toda certeza, estarei lá.
Duas grandes surpresas no dia foram a devastadora apresentação do Black Rebel Motorcycle Club e a competência do Primus. Longe de serem conhecidos pela maioria dos presentes, as duas bandas – de estilos distintos entre si e dos demais - dominaram as atenções desde o momento em que pisaram no palco. Meu parâmetro para a eficiência de uma banda é sempre esse: se tem poucas músicas conhecidas pelo público, mas ainda assim fazem com que ninguém consiga desgrudar os olhos do palco e manifestem seu contentamento, então arrebentaram. BRMC e Primus cumpriram as duas exigências com sobras. Ao fim de seus shows, geral prometia recorrer a meios lícitos e ilícitos de conseguir suas discografias.
Não vi o Down e vi pouco do Loaded, por alguns dos motivos que discorrerei como negativos do festival. Relatos do RB apontam que a apresentação de Phil Anselmo foi no mínimo HISTÓRICA, de fazer os fãs do Pantera verterem lágrimas. Deixo essa pra quem assistiu, pois a organização do festival não me deu essa opção.
Mas no que se refere à música, mesmo com 16h de chuva temporal quase ininterrupta na cabeça, não há do que se reclamar.
*****
A primeira impressão ao se entrar na versão paulista da Cidade de Rock foi boa. Havia organização no sentido de saber onde estava aquilo que se queria encontrar. Muito bem sinalizado, de cara a gente sabia como chegar às praças de alimentação, à cada um dos três diferentes palcos, à tenda de música eletrônica, banheiros, etc.
Dito isso, vamos ao PEOR do SWU 2011:
- Que se foda, minha saúde primeiro! – Eu disse banheiros? Bem, perdoem a força de expressão. Quis dizer CHIQUEIROS, pois na prática eram exatamente isso. Não sei quem foi o genial projetista do festival que resolveu achar boa ideia instalar os banheiros químicos em área de chão batido – sem considerar minimamente que fosse a possibilidade de chuva (entenda-se dilúvio), que foi EXATAMENTE o que aconteceu. Resultado: uma verdadeira IMUNDICE, onde não se sabia mais em que se estava pisando. A melhor alternativa era se hidratar pouco para precisar ir até o local o mínimo possível. Ou fazer em locais alternativos, mais limpos porém de desagrado da organização. Havia um banheiro propriamente dito na área das arquibancadas, porém igualmente sem a menor condição de higiene, pois SEQUER FAXINEIROS HAVIA (n.e. verbo Haver no sentido de existir não tem plural, ok?). Disparado a pior coisa do festival, coisa pra sofrer interdição pela Vigilância Sanitária municipal, sem o menor exagero. Mais do que a chuva – e pior pela associação a ela - o grande fator destruidor de bom humor do dia;
- Praça de chafurdação - o mesmo projetista colocou também a praça de alimentação em área de terra. Virou outro lamaçal inóspito e inacessível, o que deve ter sido estratégico pra empurrar a galera para a praça de alimentação vegan (que era bem boa, registre-se). A saída foi comer kibe de soja o dia inteiro, pois quem quisesse algo mais tradicional corria o risco de atolar e não assistir mais nada até o resgate dos bombeiros;
- Palcos pra que te quero? – No SWU, cada escolha implicava em uma renúncia. Isso é INADMISSÍVEL em um festival de música. Tive que optar entre assistir o STP ou o Alice in Chains, da mesma forma que houve a necessidade de se escolher entre Primus e Megadeth e entre AiC e Faith No More. Ou seja, quem sonhava em assistir todas essas bandas fodonas se fudeu de verde-e-amarelo. Com os dois palcos frente a frente e distantes cerca de 300m entre si, com 5 a 10 min de intervalo entre os shows, tornava-se humanamente IMPOSSÍVEL encontrar um bom lugar para assistir o show seguinte se você estivesse no outro palco. Tremenda bola fora;
- Sonic Youth;
- Rali compulsório - enquanto a galera se divertia como podia dentro do festival, a chuva comia solta lá fora. Na área de estacionamento inclusive. E só foram descobrir isso na hora de ir embora. Muita gente saiu do festival às 3:30h da manhã e ficou atolado até as 06h, quando por sorte ou imaginação conseguiam tirar os veículos dali. Organização? Nem tomou conhecimento disso. Ou o cara se virava sozinho ou estaria lá até agora;
- Prejuízo inesperado - ao fim do festival, magicamente desapareceram todos os atendentes dos stands de comida/bebida. Os ambulantes credenciados só aceitavam dinheiro vivo. OU SEJA: quem comprou tickets (o dinheiro do SWU) com antecedência pra evitar as filas posteriormente MORREU SOLENEMENTE NA GRANA QUE NÃO CONSEGUIU CONSUMIR. Sem choro nem vela, sem ressarcimento. Deve ser pra obrigar o cara a voltar em 2012, só pode.
Fosse um dia ensolarado, alguns desses defeitos estariam minimizados. Mas quem projeta um festival grande assim necessariamente tem que atentar pra esses detalhes. Ainda mais porque a intenção da organização é realizar as próximas quatro edições do SWU neste exato mesmo local. Muita coisa precisa ser repensada, pois as expectativas eram altíssimas para o dia e acabaram (em parte) frustradas pelos acontecimentos e pela falta de planejamento para as contingências.
No frigir dos ovos, restou o rock pra salvar o povo.
Como sempre.
O Lanterna Está Verde ou ‘Não esqueça de carregar seu anel a cada 24 horas’
5 Comments Published by Vinicius Chaves August 27th, 2011 in Cinema, Cultura Pop, Desenhos clássicos, OpiniãoAdmito, quando o filme do Lanterna estreou em julho nos EUA com bilheterias abaixo do padrão requerido pra esse tipo de filme(não foi baixa, foi abaixo do esperado), comecei a ficar bem pessimista. Mas já adianto: achei um filme legal, um bom filme, que poderia ser melhor, mas em si um bom filme. Tem defeitos sim, mas nada que não possa ser corrigido em uma continuação.
A primeira crítica que aqui faço é não só ao filme, mas à total falta de unidade entre os filmes da DC. A unidade que há entre os filmes da Marvel é bem legal, e a DC/Warner não precisava copiar, mas criar sua versão da continuidade nos filmes. Exemplo disso é a péssima forma que a personagem de Angela Basset, a agente governamental Amanda Waller (fundadora do Esquadrão Suicida nas hqs) é aproveitada no filme.
Bem,vamos ao que interessa: depois que assisti ao filme e cheguei à conclusão que ele é legal, vi que o filme merece um voto de confiança pra uma continuação (que até já foi confirmada). Esse foi um filme de origem, que é bem contada (com exceção à não citação dos caçadores cósmicos, que são a criação frustrada dos guardiões pré-lanternas) de introdução. Tanto que personagens coadjuvantes com potenciais incríveis – como os Lanternas Kilowog e Tomar-re (respectivamente com as vozes de Michael Clark Duncan e Geoffrey Rush, geniais) e o meu preferido do filme SINESTRO (com atuação breve porém soberba, em minha opinião, e com uma caracterização de personagem com uso de próteses e maquiagem que rivaliza com o Caveira Vermelha de Capitão América – O Primeiro Vingador), não tem a participação merecida no filme.
Um dos problemas do filme é dedicar muito tempo do mesmo à relação amorosa/profissional entre Hal Jordan e Carol Ferris (Blake Lively ficou bem no papel) e pouquíssimo tempo o lado piloto destemido de Jordan. A adaptação tem elementos do grande trabalho que o roteirista (e atualmente um dos bam bam bams da DC) Geoff Johns, tem feito com a mitologia do personagem ao longo dos últimos anos (mas claro que este bebeu na origem definitiva do personagem escrita por Keith Giffen, Gerard Jones, James Owsley e com desenhos de M.D.Bright: Amanhecer Esmeralda). Um vilão clássico do Lanterna, Hector Hammond, ganha um intérprete à sua altura: Peter Sarsgaard rouba várias cenas.
Bem, estou eu aqui enrolando e nada de falar no protagonista: Hal Jordan/Ryan Reinolds. A grande questão é que ao mesmo tempo em que, em várias cenas, o ator faz o espectador crer que está vendo um jovem, arrogante e irresponsável Hal Jordan. Em outras cenas ele mostra os mesmos cacoetes e caretas que mostra em comédias românticas e afins. Mesmo tendo gostado parcialmente de sua atuação, ele pode render mais em uma continuação. A direção de Martin Campbell é competente, apesar do filme só empolgar em algumas cenas, porém o roteiro está meio aquém da mitologia do personagem.
Voltando à origem, um fato que existe na atual origem do personagem (Lanterna Verde – Origem Secreta,de Geoff Johns e Ivan Reis, Ed. Panini): o fato de que por um ato de rebeldia Jordan deixou a Força Aérea pra se tornar piloto de testes da Ferris Aeronáutica. Dessa mesma HQ, poderia ter sido retirado um grande easter egg: em determinado momento um grupo de cadetes da Força Aérea arranja briga com um grupo de fuzileiros navais, e neste grupo de fuzileiros estava um jovem John Stewart, o já clássico substituto de Hal Jordan como Lanterna do setor 2814 (cujo desenho da Liga da Justiça fez o grande favor de mostrar em uma nova e incrível versão, popularizando-o – outra boa ideia para futuros filmes).
Agora, um lance que realmente me incomodou foi uma questão digamos “técnica” (que também me fez torcer o nariz para os filmes do Homem-Aranha): o Teioso não tinha, nos filmes de Sam Raimi, lançadores de teia artificiais. No filme do Lanterna não é mencionado de forma clara que o anel precisa ser carregado à cada 24 horas.
Aguardemos a já confirmada continuação, e que ela seja um “A Ira de Khan”, um “Superman 2”, um “Dark Knight”, um “X-Men 2”, um “Império Contra-Ataca” para essa franquia que, se tiver sua mitologia bem explorada, promete.
P.S.: Não perca de modo algum a cena pós-créditos. Ela é tudo, menos verde, e dá a indicação do que pode estar por vir…
O Primeiro Vingador – para @marifiorentino
25 Comments Published by Gaburah August 12th, 2011 in Cinema, Cultura Pop, Desenhos clássicosCapitão América assistido faz umas duas semanas. E só agora sai post. E só porque a Marianna cobrou…
Ah, essa idade avançada… rsrs
A Marvel guardou o seu Vingador mais emblemático (vejam bem, não disse que guardou o seu melhor personagem, mas sim o mais emblemático) para o fim, uma espécie de cereja do bolo de expecativas (a esta altura insuportáveis) para o filme da sua super-boys band [Stark, Tony. 2010] em 2012.
Deu certo? Pode-se dizer que sim. Mas se a intenção era essa mesmo, teria sido melhor começar com outro e deixar o Homem de Ferro pro fim. Por mais legaizinhos que os filmes-solo de cada Vingador tenham sido, NENHUM chegou MINIMAMENTE PERTO do Latinha. A dupla Favreau-Downey Jr, temperada pelos brilhos de Jeff Bridges e Gwyneth Paltrow, simplesmente colocou a barra alta demais para a Marvel. Criaram uma obra-prima do gênero. Chamar Homem de Ferro de algo menor que isso é uma injustiça imperdoável.
Os outros foram meio pra cumprir tabela, mas divertiram – fosse pela avidez de fã ou pelas produções caprichosas. Ainda assim, a Marvel deu show de inteligência (coisa que a DC simplesmente não consegue): sempre com o universo verossímil estabelecido pelo filme do Gladiador Dourado em mente, as sequências não fizeram feio e foram felizes no que se propuseram.
O filme de cada Vingador trouxe mais alguns elementos ao produto final, a ser lançado ano que vem e quando teremos então a conclusão de uma verdadeira SAGA de seis capítulos: dois Homem’s de Ferro, um Hulk (o de Ang Lee não conta nessa), um Thor e um Capitão América. Malandramente, a Marvel colocou pistas e informações em cada um deles que deliciaram os nerds aficcionados (meu caso) e não farão tanta falta assim pra quem não acompanha os quadrinhos. No fim, a garantia de satisfação é universal.
Na minha ótica dos filmes, ficou assim: Homem de Ferro >>>>>>>> Hulk > Capitão América > Thor
Quanto ao Capitão América, não dava pra esperar de Joe Johnston (que fez coisas legais pacas como Hidalgo e Jurassic Park III e salvou O Lobisomem na medida do possível) menos do que um filme divertido. Um certo clima de Indiana Jones que permeia a película dá o charme adequado à história do Bandeiroso, decisão acertada do estúdio e do inteligente diretor ao tentar dar uma personalidade distinta ao filme do herói. Foram felizes, sem dúvida.
Mas como em quase todo filme de heróis, o vilão é o grande ponto alto. Hugo Weaving, bicho… o cara é TÃO foda que não tem o menor medo de se esconder atrás de maquiagem pesada durante a maior parte do filme (coisa que já tinha feito em V de Vingança). E rouba a cena transpirando maldade e loucura na pele do Caveira Vermelha. Excelente mesmo. O previamente cotado para o papel era Christoph Waltz, que também teria tudo pra dar outro show. Mas Weaving só fez coisa boa, então era barbada. E Chris Evans não compromete. Apesar de ser um cara com uma forte veia cômica, conseguiu imprimir a ingenuidade inerente ao Steve Rogers primordial (lembrando que o Capitão tomou muito fogo – amigo e inimigo - até construir o perfil com que os quadrinhos o apresentam hoje).
Assim, enfim em 2012 é a hora de gritar dentro do cinema (tenho CERTEZA de que o farei):
AVENGERS ASSEMBLE!!
Tomara que o mundo não acabe antes.
A Nova DC Comics: Reinventar não quer dizer Inovar
18 Comments Published by Gaburah July 10th, 2011 in Cultura Pop, OpiniãoAviso aos amigos: esse não é um texto informativo acerca das (novas) mudanças na DC Comics. É apenas a opinião de um fã de quadrinhos que está cansado do “me engana que eu gosto” das gigantes DC e Marvel.
Os editores e Ceos da DC falam desse “Reboot” ou “Revamp” (Restart é um termo que devemos abolir em nosso país por motivos óbvios) como se fosse a coisa mais revolucionária e moderna já feita “Apresentando aos novos fãs MARCAS consagradas mas de uma maneira nova e contemporânea”. Se preocupar com novos fãs é muito legal, e justo, afinal de contas eles tem que vender gibis(sim sou velho e uso esse termo), mas colocar personagens que são clássicos amados (e odiados) como MARCAS ?!?! E os velhos fãs (como este que vos fala) ? Eu sinceramente estou cansado de ver mudanças que duram, sei lá 6 meses, um ano e depois o personagem volta ao que era antes.
Darei como exemplo o meu personagem preferido nas HQs, Superman, o popular Azulão. Já tive que vê-lo morrer, ressuscitar de cabelo comprido, perder os poderes, ficar elétrico e azul, ficar elétrico e vermelho e mais recentemente rechaçar sua cidadania americana (mudança que muito me agradou por sinal). Agora, a DC vai relançar 52 dos seus títulos (sim é uma alusão às 52 terras do universo DC, leiam a série “52” vale à pena). Na verdade eu atualmente compro alguns encadernados e alguns gibis que encontro em sebos, parei de comprar todo mês na banca e etc, e estou procurando me inteirar o menos possível sobre essas mudanças que pelos novos visuais de alguns personagens, lembrei bastante dos visuais “radicais” da Image dos anos 90 (e não é que o Jim Lee agora é um dos editores-chefe da DC?).
Toda hora a DC arranja algo pra consertar as besteiras que faz em sua cronologia, até pouco tempo atrás rolou “A noite mais densa”, em que ao seu final vários “mortos” voltaram, como Aquaman, Gavião Negro, Nuclear (Ron Raymond) e Caçador de Marte, entre outros. Agora se você gastou sua grana (eu não gastei) em todas as revistas relacionadas, bem elas agora já podem forrar a gaiola do seu papagaio. A DC Entertraiment desesperada com a queda de suas vendas cria essa manobra de modernização dos seu personagens, quando seria muito mais fácil que pensassem e escrevessem histórias que fossem criativas,interessantes e pungentes.
Até me desculpo por minha indignação mas é que sou, uns 70% Dcnauta e uns 30% Marvete (novamente termos de quem lia quadrinhos da Ebal, RGE e Abril, ou seja: velho). O que seria isso tudo? Uma resposta à Marvel e suas excelente vendas?
A Marvel também não é santa, vide as besteiras e idiotices que fazem com o Aranha, mas aí é outro papo. A minha opinião é a de que essa história de mudança tem a ver com esse novo nicho de marcado que se criou e onde a DC, com a exceção do Batman, vêm levando uma surra da Marvel: Os filmes baseados em HQs. A DC é da Warner, aí você já começa a desconfiar das intenções por trás da “reinvenção” . Enquanto a Marvel faz filmes surpreendente bons como “Thor” e “X-Men-Primeira Classe”, a DC amarga fracassos como “Os Perdedores”, “Jonah Rex” e “Lanterna Verde”(sim, já vem sendo considerado um fracasso e olha que nem estrou por aqui ainda).
Essas são medidas tão equivocadas quanto desesperadas e acima de tudo um grande desrespeito à inteligência dos fãs de quadrinhos ,que são tão apaixonados quanto coléricos, nesse caso quando mexem com “o que é seu”. Não me espantaria se daqui há algum tempo tudo voltasse ao que era antes , como se tivesse sido um “evento transdimensional” ou alguma interminável crise . Continuo amando quadrinhos na sua essência e tudo relacionado à esse universo, mas cheguei à conclusão tempos atrás que as “grandes mudanças” perpetradas pelas grandes editoras não visam mais criar grandes histórias e personagens: visam as nossas carteiras com visão de raios X pra ver de quanto dispomos e visão de calor pra queimar toda a nossa grana.
Da série “Post’s Polêmicos”: Top 10 videoclipes da história
7 Comments Published by Matheus July 7th, 2011 in OpiniãoO Open-Bar do Blá blá Gol é, quase sempre, palco de discussões extremamente interessantes. Quase sempre porque, vez ou outra, aparece um comentarista cabeludo para proferir bobagens e acusações a torto e a direito, mas isso é outro papo. O caso em comento é um link postado por nosso amigo Júlio Cesar Bastos, o famigerado Xerox, sobre uma lista DEVERAS polêmica. Não que todas as listas não sejam polêmicas, mas essa, por sinal, vai dar pano pra manga.
Enfim, a revista inglesa New Musical Express elegeu os 100 melhores videoclipes da história. De cara, fui procurar pelos meus preferidos. Alguns encontrados, outros não, do alto da minha sabedoria musical (MENTIRA!) me senti obrigado a emitir alguns comentários sobre a mesma. Depois pensei melhor e, com base no que o Xerox mandou no BBG, pensei numa lista dos meus preferidos. Por fim, cheguei à conclusão de que o melhor mesmo era usar o “salva-cu” de não ter uma ordem específica, apenas elencar. O post é pra gerar discussão e, por isso, num primeiro momento não vou dar os meus motivos. Mas que eles existem, existem.
Sendo assim, aí vai:
# Michael Jackson / Thriller
# KoRn / Freak On A Leash
# Metallica / Enter Sandman
# Jethro Tull / Too Old To Rock & Roll
# Michael Jackson / Smooth Criminal
# Rage Against The Machine / Testify
# Beastie Boys / Sabotage
# Rage Against The Machine / Sleep Now In The Fire
# Foo Fighters / Everlong
# Pearl Jam / Do The Evolution
Tirei muita coisa boa. Urge Overkill emplacaria uma, Pearl Jam teria mais uma, Alice In Chains tava por ali também, Audioslave e muitos outros. Mas 10 é muito pouco. Serve meramente para iniciar as discussões.
Enfim, QUE A BATALHA COMECE!
A primeira vez dos X-Men
13 Comments Published by Gaburah June 8th, 2011 in Cinema, Cultura Pop, Desenhos clássicosAVISO: este texto contém pesados SPOILERS. Se ainda não viu o filme, é recomendável que dê meia volta e retorne outro dia. Eu avisei.
Cerca de uns cinco meses atrás começou uma polêmica danada na internet com foco em algumas imagens publicitárias inacabadas dos personagens de X-Men: First Class. Geral caiu de pau e deu-se início então a uma vasta campanha difamatória do filme, que até levou o diretor Matthew Vaughn (que já tem fama de ser um sujeito tradicionalmente pouco paciente) a perder a compostura em entrevista.
Devo ter alguma testemunha sobre isso: se houve uma dúvida que NUNCA tive, foi a de que esse filme seria, invariavelmente, bom. Minha lista de razões era encabeçada pelos selos de qualidade James McAvoy e Michael Fassbender (atores absurdamente bons), o próprio diretor (que fez o injustamente subestimado Stardust e o divertido Kick-Ass) e o fato de Bryan Singer estar fora da direção (é produtor neste aqui).
Se magoei alguém, explico: simplesmente não gostei de nenhum dos filmes anteriores dos X-Men, isso pra nem mencionar o samba do crioulo doido que foi o filme solo do Wolverine. Singer divide essa culpa com a FOX (detentora dos direitos cinematográficos de todo e qualquer mutante que a Marvel tenha criado em seus mais de oitenta anos de história, e que justamente por isso toma toda e qualquer liberdade que queira com os personagens) e com a própria Marvel (que os vendeu na base do sufoco). Mesmo no ótimo Os Suspeitos, Singer (na minha modesta opinião) mostrou que é um cineasta de roteiro, um cara que prima o que faz puxando pela inteligência (do texto e de quem assiste).
E é bem aí que mora o problema. Uma das razões da Marvel ser tão querida é justamente porque em suas páginas a porrada canta solta. É ação em cima de ação. E ação não é o forte de Singer.
Mas pra falar deste filme aqui, o primeiro verdadeiramente bom sobre o mais famoso grupo de mutantes da Casa das Ideias, funciona. E é simplesmente empolgante enquanto gira suas atenções na origem e nas ações de seus protagonistas (Magneto e Professor X). Se o filme pairasse somente sobre a história de ambos, seria um épico. O tom de filme de espionagem, a estética, a trilha sonora… tudo funciona e contribui para adensar a atmosfera histórica em cujo contexto o enredo está enraigado. Michael Fassbender faz um Magneto literalmente magnético, um personagem com o qual é simplesmente impossível não se envolver. E até torcer, mesmo do alto de suas ações radicais (mas a gente entende porque ele chegou àquele ponto). O que só fez crescer a qualidade de James McAvoy por tabela, colocando seu Professor X em pé de igualdade com o mestre do magnetismo na tela. Fosse outro ator, provavelmente teria sido colocado no bolso por Fassbender. Uma aula de dramaturgia, pasmem, num filmão descaradamente pipoca.
E se Magneto não é, por definição, o grande antagonista do filme, nenhum dos dois teria condição de mostrar serviço não fosse a caracterização brilhante que Kevin Bacon dá a seu Sebastian Shaw (um mutante que, confesso, em minha adolescência quadrinista nunca entendi direito qual poder possuía. Só percebia que ele era um pica das galáxias e tal, mas não sabia bem o porquê). Quando o chefão do Clube do Inferno aparece na tela, faz medo em Charles e Eric. Não é tarefa fácil, acreditem.
E aí entra o calcanhar de Aquiles do filme: justamente, oras oras, os próprios X-Men. Pra começo de conversa, a FOX paga de cara pela sua ingerência dos personagens. Já que já usou uma penca dos X-Men da Primeira Classe original nos outros filmes, não dava pra respeitar a mitologia neste (os outros filmes são referências intangíveis, porém frequentes durante o First Class). Então saem o Anjo, o Cíclope, o Homem de Gelo e Jean Grey e entram o Destruidor (vá lá, é contemporâneo), Darwin (nem lembrava desse, se é que existiu nos quadrinhos), MÍSTICA (!!) e a Firefly (obscura personagem de enésimo escalão, que na tradução em português sofreu o infeliz rebatismo de… ANJO! Puta que pariu…). O resultado é uma espécie de Malhação: Mutante, que tem toda a cara de que foi feito para agradar aos fãs de Crepúsculo.
Da First Class mesmo, sobraram Banshee (forcei?) e o Fera (cuja origem até que foi respeitada, apesar de um certo exagero nas atribuições do Dr. McCoy). Aliás, outro ponto fraco é justamente o visual do Azulão. Ficou parecendo bicho de pelúcia daqueles brinquedos caça-níquel… muito esquisito. Dava impressão que espetava.
E falando em pontos fracos, outro deles é uma caricata cena de combate aéreo entre Banshee e Firefly. Coisa de filme dos Trapalhões aquilo ali.
E Azazel no filme? Cronologicamente errado, mas uma figura importante que protagoniza algumas das melhores cenas de ação. Noturno ficaria orgulhoso de ver o papai em combate.
E faltou peito à FOX na hora de mostar PORQUE Magneto é vilão mesmo. Quem conhece alguma coisa dos quadrinhos, deve se rasgar de raiva com o desfecho da cena do embate entre ele e as frotas navais americana e soviética. Afinaram bonito e perderam a chance de fazer um troço denso, adulto, a la Watchmen. Mas é um filme pra criança, Gaburah… eu sei, mas sou chato. Nas HQ’s aquilo é altamente impactante. Ilustro minha frustração mais ou menos assim.
Mas nada, repito: NADA supera minha decepção com a Rainha Branca. Emma Frost mereceria (e poderia ter tido) um acabamento MUITO melhor nas telas. Jogaram um balde de água gelada em cima de um dos meus maiores fetiches adolescentes. Essa eu não perdôo, entra como uma das maiores decepções pessoais nas adaptações cinematográficas de quadrinhos.
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Se um dia considerarem Fassbender para ser o próximo James Bond, desde já garanto meu apoio incondicional.
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Não, Wolverine não está mesmo (…) no filme. Mas a razão que arranjaram pra isso é tão simples quanto GENIAL.
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Não tem cena pós-créditos. Podem sair correndo pro banheiro tranquilos.
Paul in Rio, Beatles across the universe
21 Comments Published by Bender May 27th, 2011 in Música, Rock 'n' RollPor Bender
Sou um cara privilegiado. Num espaço de 6 meses pude assistir 2 shows, ao vivo, do integrante da maior banda do mundo de todos os tempos.
Na segunda metade da década de 1960, os Beatles - por volta de 20 e poucos anos cada - anunciaram que não fariam mais turnês mundiais devido ao excessivo desgaste das mesmas. Diziam que não se ouviam no palco pelos gritos histéricos das fãs e isso comprometia a qualidade do produto que vendiam. O equipamento da época não suportava mesmo 30, 50 ou 70 mil pessoas gritando ensandecidamente. Surgiu a demanda, a revolução (tecnológica) teve que vir.
Fato é que hoje algumas nações tem poder bélico para destruir o planeta mais de 50 vezes, o equipamento sonoro disponível suporta com extrema facilidade 100 mil vozes gritando e Sir Paul McCartney roda o planeta atravessando oceanos para brindar, saudar, presentear seus fãs. Paul não precisaria se importar, seu patrimônio não vai alterar de forma relevante com mais algumas turnês, mas Sir tem exata noção da importância que tem. Hoje, MaCca, a beira dos 70 anos, faz a mala e pega o avião mundo afora.
Até novembro do ano passado, pensei que nunca mais iria num show de um beatle (a 1ª vez foi em 1990). O show do último final de semana, sua 2ª passagem pelo Rio, foi equivalente ao show do ano passado em SP, sublime. Cada show da turnê UP AND COMING dura quase 3 horas e é composto de um repertório aproximadamente 70% Beatles e outros 30% Paul carreira solo também fodásticos.
Como a ânsia de 20 anos foi saneada no Morumbi em 2010, controlei um pouco mais a emoção no domingo passado. Dessa forma, não consigo apontar um momento mais especial que outro durante as 2,5 horas. Teve a abertura com “Hello Goodbye”, a homenagem com “Something”, a emoção de “A Day in the Life”, o rock de “Drive my Car”, os fogos de “Live and let die”, o agito de “Back in the USSR”, o frenezi de “Helter Skelter”, a despedida em grand finale com “The End”. O próprio evento em si como um todo foi o destaque. Inclusive na questão da administração. Pessoalmente, também teve o fato da galera estar mais completa do que o show em SP: fator incremental. Tomá na peida! Assistir o show da banda que você mais se amarra com mais de 30 amigos é foda pra caralho! I’ve got a feeling, a feeling I can’t hide, oh yeah.
Show do Paul é quase como aquele filme complicado de entender, cada vez que se vê pesca mais um detalhe – “quase” pois o show tem suas variações, o que o faz melhor que tal filme. Já estão falando de uma possível volta de MaCca ano que vem. Que seja em 2020 ou 2030. Irei assistir Sir com 80, 90 anos ou daqui a many years from now.
Por Gaburah
O tempo parou, literalmente.
Parou por duas razões: primeiro, um período de tempo de três horas passou em uma fração de segundos; e segundo, também porque em pleno século XXI parecia que uma multidão tinha caído num limbo, num paradoxo tempo/espaço…
Não há palavras suficientes para descrever o que é assistir um espetáculo desse calibre ao vivo. A produção megalômana, o cuidado com cada detalhe teatral minimamente elaborado durante a execução de cada música, o showman irrefreável que é Sir Paul McCartney… tudo se soma para tirar o espectador deste mundo durante a apresentação.
Uma experiência, um privilégio.
Mas confesso que esperava uma emoção maior por finalmente estar no mesmo ambiente que uma lenda viva da música. Longe de ser uma crítica isso, pois o bom e velho MaCca é um sujeito tão presente na vida das pessoas através da mídia que parece um cara que a gente encontra toda hora por aí. E além disso, é fato que todo mundo que curte Beatles já assistiu a pelo menos três ou quatro DVD’s de apresentações ao vivo pelo mundo. Já sabe que vai ter explosão em Live and let die, já sabe que ele vai reger o público em Hey Jude, já sabe que vai fazer caras e bocas… e ainda assim se surpreende a cada vez que uma coisa dessas acontece!
Tive o privilégio de assistir a um show assim acompanhado pela fina nata da rapaziada mais rock and roll do planeta. Posso dizer que isso me torna duplamente afortunado em uma mesma oportunidade. A catarse potencializou, com certeza.
Meu destaque pessoal vai para Back in the USSR, cuja introdução me fez crer que havia uma turbina de avião de verdade ligada em pleno Engenhão (que som fuderoso, bicho…). Primeiro momento entre tantos em que perdi a linha pra valer.
E mesmo quando o show acabou, continuou divertido com todas as tentativas de captura dos milhares de papeizinhos coloridos que voaram do palco tomando todos os setores do estádio depois das explosões multicoloridas ao final de The End. Emocionante ver como tanta gente voltava a ser criança se divertindo com aquilo.
Restam agora quatro grandes sonhos pessoais a serem realizados: que venham o Ringo, meu Beatle favorito (ex-Beatle não existe); The Who; Van Halen e AC/DC. Mas o velho MacCa colocou a barra alta, aviso.
Por Matheus
Sábado, 22 de maio de 2011, 10 da manhã. Acordo com o telefone tocando e um cara que eu nunca vi na vida gritando do outro lado:
“Mineiro, onde você tá? Dormindo ainda?”
Se fosse um dia comum, eu mandaria uns três impropérios, desligaria e voltaria a dormir. Mas aquele não era um dia normal. De fato, àquela hora, já era pra eu ter rodado os 448km que separam minha casa da praia de Icaraí, “o skyline mais bonito do Rio de Janeiro”, e já estar pronto pro que seria um dos melhores fins de semana da minha vida. Mas eu ainda não sabia disso e o começo não foi dos melhores. Por um atraso, saí de BH ao meio-dia do dia 22 e tive muito medo de perder o tão esperado 1º Congresso Mundial Blablagoliano. Mas fizemos a viagem em bom tempo e às 18:30h fui recepcionado e, enfim, pude conhecer Victor, o Editor. Logo depois, Ana Paula e a irmã Fernanda, ótimas anfitriãs. A partir das 20:00h, todo o corpo editorial do Blá Blá Gol e parte da nossa maravilhosa audiência. E o Saulo. Mas esse encontro e todos seus detalhes é tema de outro papo. E vale muito a pena.
Meu fim de semana ia muito bem. E quando capotei bêbado, pensei que dificilmente poderia melhorar. Mas eu não contava com o poder de Sir Paul McCartney. Porque eu sabia que seria algo histórico pra mim. Mas não imaginei que seria tão inesquecível.
A caravana formada pelo “mais experiente dos homens”, foi um sucesso. Fui muito bem recebido e a cada 5 minutos eu era apresentado a uma atração do Rio. Cristo Redentor, Cristo Redentor, Ponte Rio-Niterói, São Cristóvão, São Januário, Cristo Redentor, Fundão, Cristo Redentor, Cristo Redentor, Engenho de Dentro e Engenhão. Convenhamos, sen-sa-cio-nal acolhida, né não?
Diferentemente do Gaburah (e pra surpresa de todos, acredito) , eu odeio assistir DVD’s de shows. Nunca completei um, nem de bandas que sou muito fã, como The Who, Rolling Stones, Beatles e Rage Against The Machine. Eu não tinha a menor ideia de como seria a produção do show. E fui pego de surpresa em todos os momentos.
Paul e todo seu time de músicos (aliás, que time, com especial atenção pro batera) fizeram daquelas quase 3 horas, um dos momentos mais fodas da minha existência. Sem falar na catarse coletiva que acontecia ao meu lado com todos os membros da trupe, cada um ao seu jeito, com completa consciência de que ali escrevia-se a história. Ainda que seja menos emocionante pra quem já foi anteriormente.
Quanto às músicas, é difícil não falar de todas. Paul é um cara tão foda que rolam músicas tristes , alegres, dançantes, românticas e pauleiras. Chamo a atenção para Back In The USSR, por tudo que aconteceu naquele pedacinho de arquibancada durante a execução, All My Loving e Serginho fugindo e para Live And Let Die e Helter Skelter, momentos que chorei copiosamente, ainda que quieto no meu canto, como bom mineiro. Momento especial também foi quando liguei pros meus pais durante Hey Jude, primeira música do Beatles que eu ouvi quando era pequeno e minha mãe cantava uma versão nacional da mesma.
Eu só tenho a agradecer. Não esperava pela metade de tudo que houve. Valeu muito a pena. E eu espero ter sido um bom visitante, porque pretendo voltar. Se o Paul pode, eu posso também.



















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