Originalmente publicado no Blá Blá Gol

Como grande fã dos mascotes que sou, não posso deixar passar em branco o aniversário de um dos grandes símbolos atemporais do Botafogo de Futebol e Regatas: o Pato Donald completou dia 09 de junho de 2009 os seus bem vividos 75 anos - com motivos de sobra pra destilar o seu famoso e carismático mau humor em cima do Botafogo.

Lorenzo Mollas, chargista argentino que trabalhou no Rio de Janeiro nas décadas de 1940 e 50, vestiu o Pato Donald com a camisa do Botafogo nos anos 40. Logo, a personagem de desenhos da Walt Disney foi adotada como mascote pela torcida. Mollas escolheu o Pato Donald porque ele reclama seus direitos, luta, briga e defende-se, como eram os dirigentes alvinegros da época, e, ainda, sem perder a sua elegância ao deslizar pelas águas, aludindo à prática do remo. (Fonte: Wikipédia)

Donald, Garrincha, Túlio Maravilha, Biriba… símbolos que ainda apaixonam pelo Botafogo até hoje.

O Rei do Rock

Indubitavelmente.

Com certo grau de constrangimento, confesso ter lido Watchmen numa época onde não tinha nem maturidade tampouco paciência para entender a trama com que Alan Moore e Dave Gibbons revolucionaram a história da hoje chamada nona arte: os quadrinhos. A revolução foi tão densa, tão séria, que elevou a outro nível não só os enredos e os questionamentos existenciais (e principalmente morais) dos cruzados encapuçados, mas também o grau de avaliação crítica dos leitores. Watchmen foi um marco nos quadrinhos. Nada nem ninguém (nem o Batman, nem o Aranha, nem qualquer um dos veteranos de guerra) foi o mesmo depois deles.

Dito isso, tenho que avisar a quem estava em Marte com o Dr. Manhattan e que ainda não foi assistir o filme para que mantenha uma coisa em mente: não vá ao cinema esperando um filme convencional de super-heróis. Se for assim passe longe, pois se não sair da sala com 45min de projeção com certeza deverá sair falando horrores do filme. Watchmen - o filme, assim como o original em quadrinhos, é um filme difícil, duro, barra-pesada até. Heróis amorais, decepções, frases e decisões duras fazem parte da história - corretamente considerada inadaptável para as telas por muitos.

Zack Snyder (sujeito caprichoso esse, que dividiu opiniões com seu 300) concebeu o filme (ao meu ver) da única maneira que poderia conceber. O que foi mudado (sem entrar em detalhes) foi realmente necessário para que o filme não tomasse ares de Godzilla ou Jaspion (quem leu vai me entender), o que daria um tom ridículo nas telas. O que foi subtraído (apesar de muita coisa interessante ter ficado pelo caminho, por exemplo como Rorschach conseguiu a sua máscara), apesar de fazer falta aos ortodoxos, também foi necessário para deixar a trama mais enxuta e não aumentar ainda mais a impressionante duração de 2h36min (a versão do diretor em DVD promete 1h a mais). Aliás, creio que se preciso traçar um paralelo entre 300 e Watchmen - o filme, eu diria assim: similares em sua concepção, distintos em sua execução. Além disso, Snyder também foi muito feliz na escolha da trilha sonora recheada de clássicos do flower power em contraste com… bem, um interessantíssimo contraste. Deve ter sido difícil, já que nas HQ’s não se ouve nada.

Quem leu a história e não lembra direito ou quem não for muito corneteiro deve gostar. Quem não leu Watchmen mas lê Isaac Asimov também. Quem só conhece heróis pelo que vê no cinema (sim, mesmo O Cavaleiro das Trevas), só vá se estiver a fim de pensar. E muito. Não há qualquer alívio cômico, pelo menos não de maneira voluntária. Pra ter só uma noçãozinha (não vou falar nada além do que as campanhas publicitárias já estão bombardeando), deixo três frases proferidas pelos heróis da história:

  • Rorschach: “O mundo irá nos procurar gritando “Salvem-nos!”. E eu irei sussurrar: “Não!
  • O Comediante: “O que aconteceu com o sonho americano? Ele se realizou.”
  • Dr. Manhattan (sem dúvida a mais interessante de todas): “A existência de vida é um fenômeno supervalorizado”.

Eu gostei muito do filme. Achei um épico.

Não é merchandising. Não é patrocínio do site.

É apenas o meu elo na corrente.

Eu participo. Já comprei minha camiseta e é bacana.

Assombroso

Eagles of Death Metal - Don’t Speak (I Came To Make a BANG!)

Não tenho palavras. Bandas de coroas são o que há!

Música pra bater na mãe de toalha molhada.
Ouvindo isso eu assaltaria um carro completamente nú!

[Atualizado] Infelizmente parece que o YouTube limou o sensacional vídeo aí de cima. Mas consegui uma apresentação tão sanguínea quanto. De qualquer forma, permaneço no encalço do primeiro vídeo. Conseguindo posto aqui de novo. [Fim da atualização]

[Atualizado de novo] Consegui! Mas pra garantir vou deixar os dois. [Fim da atualização]

Vai uma sonzeira dos anos 70 (os melhores) para homenagear os mais incríveis personagens de animação já inventados pelo homem: os geniais (e alvinegros) Pinguins de Madagascar - Capitão (Skipper), Kowalski, Recruta (Private) e Rico. Nem o Akinator conseguiu ser indiferente a cada uma dessas figuraças.

Numa das mais impagáveis cenas do engraçadíssimo Madagascar 2, a trilha emoldura as brilhantes sandices de engenharia do quarteto feliz. Então nada melhor pra mim do que registrar as duas excelências aqui.

Sonzaço do Boston - More than a feeling (1976):

Você não viu nada…

Dia 2 de janeiro de 2009 a nova diretoria eleita assume a gestão do Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas por três anos, após uma passagem brilhante do emérito esportista e botafoguense Bebeto de Freitas durante dois triênios.

A gestão de Bebeto foi um divisor de águas na forma de administração dos clubes cariocas. Bebeto assumiu o alvinegro com a proposta de uma gestão moderna, transparente, profissional e dentro da realidade financeira - catastrófica - do clube.  Em seis anos deu mostras de sobra de que estava falando sério, defendendo o Botafogo em diversas situações (fisicamente, inclusive) e comprando muita briga feia (que os teóricos da conspiração - assim como eu - acreditam terem sido pivô de represálias pardas ao longo dos campeonatos em que o alvinegro foi reconhecidamente prejudicado).

Algumas das brigas do Bebeto:

  1. Ao assumir o Botafogo, sua primeira ação foi contratar uma auditoria externa pra tomar conhecimento da situação financeira do clube. Quase caiu pra trás com o resultado, um fantasma que assombrou seus sonhos até o fim do mandato;
  2. Recolocou o Botafogo na primeira divisão logo em seu primeiro ano de mandato;
  3. Um campeonato carioca, dois vices discutíveis e recondução do time à elite do futebol, disputando títulos em todas as competições em que participou;
  4. Encerrou a era da ditadura das fornecedoras de material esportivo, acertando com uma marca que finalmente trouxe vantagens à marca Botafogo;
  5. Acertou com um patrocinador de peso, a Liquigás;
  6. Largou na frente dos clubes cariocas para arrendar um dos estádios mais modernos do Brasil e transformá-lo na casa oficial do Fogão;
  7. Acabou com a moleza das quadrilhas torcidas organizadas;
  8. Ainda que não tenha feito qualquer propaganda, auxilia a recuperação de um dos maiores patrimônios ainda vivos do Botafogo: a enciclopédia Nilton Santos.

É verdade que o descontrole finaceiro assolou o Botafogo no segundo semestre de 2008 e além disso a nova gestão enfrenta novos desafios como a melhor forma de se utilizar o Engenhão ou montar uma equipe praticamente do zero para 2009. Torço sinceramente para que a nova diretoria acerte e que tenha serenidade para superar todas as dificuldades que enfrentará. Torço também para que a passagem do Bebeto pelo Atlético-MG dê muito certo e que ele aprenda muito, para que num possível/provável retorno ele possa fazer o Botafogo crescer ainda mais.

Tenho a certeza de que não relatei tudo aquilo a que devo um OBRIGADO sincero ao Bebeto de Freitas. Ainda assim, manifesto meu reconhecimento e minha gratidão a um cara que renunciou de muita coisa ao longo desses seis anos em função de um amor “que ninguém cala!”.

Publicado por mim mesmo no Blá Blá Gol em 22/06/2007:

Acordei nesta sexta-feira dia 22 ávido por informações sobre a situação dos aeroportos do país, pois precisava encarar um mais tarde. Recebida a má notícia às sete e meia da manhã, comecei o tradicional processo de zapping antes do café, e acabei dando de cara com uma SENSACIONAL entrevista do presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas ao Juca Kfouri.

Pouco se falou de futebol, na verdade. A maior parte do papo girou em torno do clube e dos projetos pra tirar o Botafogo do buraco que antes que esqueçamos, ainda é muito fundo. E bota fundo nisso.

Entre outras coisas, fiquei sabendo que Bebeto não recebe um tostão sequer por estar ocupando a presidência, e desde 2003 - quando assumiu - vive apenas de seus próprios recursos, adquiridos da sua vitoriosa carreira de esportista e treinador de sucesso internacional. E mesmo assim, só não repetirá o mandato porque o estatuto do clube não permite que haja nova reeleição. Mais ainda: que o Botafogo sobrevive também graças a recursos financeiros de benfeitores que colocam dinheiro no clube, entre outros o velho conhecido da galera Montenegro.

Achei uma entrevista maravilhosa, porque mostrou um pouco da relação totalmente apaixonada que  Bebeto tem com o Botafogo, o que inclusive o levou a se afastar dos jogos para evitar que justamente essa paixão interfira no trabalho realizado dentro de campo.

Bebeto, meu chapa, sempre fui seu fã. E espero um dia poder encontrar você nas arquibancadas do Maraca (local que você tanto gosta e de onde sente tanta falta) para poder apertar sua mão e pessoalmente poder dizer “muito obrigado“. Você é FODA, cara.

Pra quem quiser ver (pra botafoguense é obrigatório), tem uma reprise ainda hoje às 19:30h. Não percam!

Feliz Natal!

E um excelente 2009 pra todo mundo! HO HO HO!

Eu não sei exatamente a partir de qual dos (agora) 22 filmes de James Bond as músicas-tema passaram a ter o status que têm hoje, onde artistas praticamente se estapeiam pra conseguir a honraria. Se tivesse que arriscar um palpite, chutaria que foi depois que o Duran Duran emplacou A View To a Kill (007 - Na mira dos assassinos, 1985). Já sei que vão chiar gritando que Live and Let Die veio bem antes, em 1973 com os Wings do velho MacCa, mas insisto que a sequência só envergou mesmo depois dos rapazes de Le Bon. Discussão aberta.

Não vou tentar aqui fazer um grande estudo sobre o tema, uma vez que fiz uma pesquisa na internet e encontrei uma verdadeira monografia na Wikipédia, que descreve detalhadamente tudo o que um fã dos filmes do 007 gostaria de saber sobre as trilhas com detalhes riquíssimos. Vale a leitura (em inglês).

Vou tentar colocar os clipes de cada um dos filmes nos comentários, esbarrando na disponibilidade/autorização/qualidade, senão esse post vai ficar gigantesco. Vou colocar aqui sim aquela que (pra mim) é a melhor e mais criativa abertura entre todas as 22, à altura da pancada sonora que é You know my name, do Chris Cornell, tema de Casino Royale, 2006 - primeiro filme com Daniel Craig no papel do agente. Filmaço-aço.

Aliás, de quebra seguem os 6 atores que viveram Mr. Bond na tela - uns melhor, outros pior, mas todos dignamente (na minha opinião). Mesmo o Lazenby leva o meu crédito, pois não achei nem ele nem o filme (On Her Majesty’s Secret Service, 1969) tão ruim como dizem - o título de pior de todos sem dúvida nenhuma fica para Moonraker, 1979 (007 contra o Foguete da Morte - argh! - vergonhosamente passado no Brazil). A sorte do Roger Moore é que ele nunca foi de levar nada muito à sério e acabou passando ileso. Mas dói só de lembrar dele lutando com um de seus inimigos mais memoráveis (o Jaws, da dentadura de aço) em cima do bondinho do Pão-de-Açúcar ou pulando carnaval (!!!!!!!!!!) nas ruas do centro do Rio. Ninguém merecia essa…

Na ordem em que se sucederam: (cima, esquerda para direita) Sean Connery, George Lazenby e Roger Moore; (baixo, esquerda para direita) Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig.

A França é aqui

Primeiro os comentários triviais de turista: Paris é uma cidade realmente bela, dona de uma arquitetura clássica e monumentos que fazem jus ao termo. Aliás, em Paris cada prédio é um monumento e por isso a cidade faz a alegria e inspira engenheiros e arquitetos do mundo todo. Entende-se como a cidade fez Hitler cair de joelhos mesmo a tendo invadido.

Deslumbrante caminhar pela famosa Avenida de Champs Elysées e seu comércio de tirar o fôlego, dando de cara com l’Arc de Trioumphe ao final do caminho. Romântico caminhar às margens do Sena e suas praças arborizadas. Obrigatório visitar o Louvre e suas intermináveis e gigantescas alas – coisa que sinceramente o cara tem que tirar uma semana se quiser conhecer tudo como se deve. Caminhar pelo centro da cidade e observar como tudo é caprichosamente preservado, não existem espigões e arranha-céus, como a rede de metrô é ágil e onipresente. Constatar a famosa falta de cordialidade dos vendedores das lojas do centro – o que se não é regra, também está longe de ser exceção. E tudo isso à luz do dia. Porque à noite…

Paris realmente se transforma à noite. É uma outra cidade, a cidade-luz. E instantaneamente me veio a lembrança de um amigo fotógrafo que uma vez me disse: luz é tudo. A iluminação bem aplicada, estudada, planejada valoriza o que está sendo mostrado.

Outra coisa interessante é constatar a quantidade de etnias, idiomas e costumes que interagem em qualquer ponto da cidade. Africanos e suas túnicas, russos, árabes, portugueses, indianos, suecos, europeus de todos os lugares, turistas brasileiros e japoneses em profusão. Aliás, cheguei a comentar com o meu guia Philippe – codinome O Francês: “O Brasil é o novo Japão quando o assunto é turismo” (e aí o dólar diparou). Pra onde se vai tem brasileiro tirando foto*: é mineiro, é carioca, é paulista, é sulista, é nordestino e é claro, é niteroiense (Niterói ainda vai dominar o mundo). Todo mundo convivendo em uma harmonia que se não é perfeita (graças às brigas de gangues das periferias e à óbvia falta de oportunidades para todos), impressiona pela naturalidade. A França de maneira geral anda até preocupada com essa harmonia toda. O país é o centro nervoso da Europa: situado no meio do caminho pra qualquer lugar. Basta olhar pro céu e observar a assustadora quantidade de aviões voando ao mesmo tempo no espaço aéreo em todas as direções (sem exagero, teve um dia que contei 14). E isso é claro possibilita a entrada e permanência de imigrantes de todas as partes, inclusive daqueles países que são ainda colônias francesas. Não estão colocando ninguém pra fora na marra, mas a política de imigração está se tornando mais rígida principalmente para os imigrantes que não se preocupam sequer em falar francês (é sério) e que permanecem à margem.

Andando pelas ruas, observa-se as paixões do parisiense: os cães (que tem livre acesso à qualquer lugar – shoppings, banheiros públicos, ao metrô, bares), que não são mal-educados (e nem podem, porque senão o dono é multado); a bicicleta (que assim como os cães tem livre acesso pra qualquer lugar); o cigarro (ô povo pra fumar); o café; os quadrinhos (de acabamento fino, encadernados e de todos os tipos) e a política (Sarkozi é o alvo preferido de todos, amado e odiado). Um povo que trabalha muito, reclama mais ainda e faz barulho por tudo (passeata por qualquer coisa).

E aí alguém pergunta: qual foi a coisa que mais impressionou. Sem pestanejar eu mostro.

 

Realmente até então nunca tinha entendido tão bem o significado do termo maravilha da engenharia. Talvez esse alguém até ache um exagero tanto deslumbre por um mero monumento, uma coisa que não tem lá tanta aplicação prática para facilitar a vida das pessoas. Mas o meu argumento é que nem só de pão vive o homem. Tem coisas que devem existir simplesmente para serem belas e inspirar, iluminar e alegrar a vida das pessoas – e isso a danada da torre cumpre à perfeição. As intermináveis filas de visitantes estão lá pra comprovar.

Uma cidade grande, bela, organizada e limpa demais (pra não dizer que não senti cheiro de urina nas ruas, aconteceu em apenas um dia perto de uma estação de metrô mais à noite – longe da realidade do centro das nossas capitais). Um passeio que merece ser feito.

Mas…

Passado o deslumbramento de turista (coisa que só acontece depois de uns 5 dias), a gente começa a olhar a cidade mais friamente. A maior vantagem de ficar em algum lugar com calma é essa: olhar e ver. Conseguir enxergar o quotidiano do lugar e o comportamento das pessoas, e isso só acontece se você tiver tempo de tirar os olhos do visor da máquina fotográfica.

Paris tem seus problemas também: tem mendigo na rua (cada um com pelo menos dois cachorros à tira-colo), tem cocô de cachorro na calçada (e que não é do cachorro do mendigo), tem assalto no metrô, tem acidente de trânsito, tem golpista às margens do Sena (quem tem “TURISTA” escrito na testa tem que abrir o olho – uma mulher tentou me passar um golpe que, enquanto niteroiense que sempre andou com a rapaziada de Piratininga, do Ingá e da Saldanha Marinho, saquei de longe que era conversa fiada. Um casal de alemães mais à frente não teve a mesma sorte. Nessa hora a melhor coisa é um “Je ne parle pas français” ou um “No, thanks”), tem engarrafamento à qualquer hora do dia, tem preços exorbitantes (3,50 euros por uma Coca-Cola, uma garrafa d’água ou uma grenadine – groselha de rico), tem bêbado inconveniente no metrô, tem vendedor mal-educado… enfim, tem vários problemas bastante terceiro-mundistas. Nada que prejudique o seu passeio, desde que você esteja preparado para encontrar os seus percalços e saiba ser incisivo quando precisar sê-lo.

E aí alguém me perguntou: “Dureza foi voltar depois dum passeio desses, hein?”

E eu respondo na lata: dureza foi ficar lá e sentir tanta falta do meu país. Dureza foi ficar lá e cair a ficha de não entender porque se fala tão mal do Brasil, porque o país é tão criticado, porque nossa economia é tão explorada e vulnerável à especulação… enfim, entender porque o Brasil não tem consciência da maravilha que é e (não tem como fugir do clichê) do potencial que o Brasil tem. Não vi sequer a cara do Lula em qualquer noticiário que fosse, mas tenho certeza que uma manchete sobre tiroteio, enchente ou qualquer desgraça teria destaque tranqüilamente (é só assistir um pouquinho de CNN).

O brasileiro é um povo que sabe viver a vida, mesmo apesar de todos os pesares. Bonito foi ouvir isso de gente lá de fora. E o Brasil não tem problemas diferentes do Primeiro Mundo. Infelizmente o que acontece aqui é que se perdeu o controle sobre o que está errado. Mas ainda assim vejo com otimismo todos os movimentos em prol da cidadania, da sustentabilidade e da ética, bem como reconheço os esforços do poder público em retomar as rédeas da situação - social, econômica e administrativamente. Eu acredito que esse país tem jeito.

A França ganhou o meu respeito e a minha admiração. Por ser um país que tem uma política internacional diplomática e não-extremista, mas principalmente por ser tão sincera com ela mesma quando o assunto são seus problemas internos.

Vive La France.

AME O BRASIL.