Gaburéx, qual foi a trilogia mais foda que vc assistiu?
149 Comments Published by Gaburah July 20th, 2010 in Cinema, Cultura PopA singela pergunta foi feita pelo rubro-negro Bender (um dos editores mais carismáticos do Blá Blá Gol) no Open-Bar. Como a página é a mais volátil do blog futebolístico, Victor – o Editor – sugeriu a transferência da discussão pra cá.
Segue:
Bender
To pensando no assunto. Mas preciso de Gaburés’ help.
Assisti no final de semana De Volta para o Futuro 1 e 2. Ainda falta o 3. Com certeza é uma das melhores que eu vi.
Gaburah
Que pergunta filha da puta…
Cara, pra mim são duas as trilogias mais fodas de todos os tempos:
Caçadores da Arca Perdida
Indiana Jones e o Templo da Perdição
Indiana Jones e a Última Cruzada.Me recuso a aceitar que o quarto filme existe, então as aventuras do Indy são e sempre serão essas três.
Por um punhado de dólares
Por uns dólares a mais
Três homens em conflito (o famoso The good, the bad and the ugly)Clint Eastwood, Lee Van Cleef, Eli Wallach e Sergio Leone. Não digo mais nada.
*****
Outras trilogias que quase chegaram nessas são O Senhor dos Anéis, a trilogia original de Guerra na Estrelas (mesmo caso do Indiana) e o bem citado De volta para o futuro.
Mas Indy e Leone ganham de todas, fácil.
Mas espera aí!
Quero deixar claro que chorei lágrimas de sangue no cinema com O Senhor dos Anéis, que Guerra na Estrelas me fez mudar para sempre a maneira como eu via cinema e que De Volta para o Futuro foi parte fundamental da minha infância/aborrecência.
Só que dentre elas, nenhuma me causou tanto impacto quanto os filme do Indy e a famosa Trilogia dos Dólares (que só fui ter o prazer de ver e entender depois de burro velho).
Cinema é um troço foda.
E aliás, se ainda vai assistir De Volta para o Futuro 3, também está prestes a entender como a Trilogia dos Dólares é absurdamente foda.
De fato, é um páreo duro. Há quem ainda vá apelar com outras produções até mais pomposas, porém indiscutivelmente menos impactantes.
Não bastasse a Trilogia dos Dólares ser um marco do western spaguetti, Três homens em conflito (o epílogo da saga) disputa desde sempre o título de Maior Faroeste de Todos os Tempos com Era uma vez no Oeste, outro clássico obrigatório pra quem se diz fã de cinema.
Uma maravilha da sétima arte, para a qual não quero deixar (mais) impressões pessoais. Prefiro deixar o trailer na tentativa de inspirar quem não viu a fazê-lo.
Botafogo de Futebol e Regatas – Campeão Carioca 2010
1 Comment Published by Gaburah April 19th, 2010 in Botafogo, OpiniãoCampeão da Taça Guanabara.
Campeão da Taça Rio.
Campeão de absolutamente tudo no estado do Rio de Janeiro em 2010.
É pouco ou quer mais?

O Glorioso Campeão Carioca 2010
*****
Para mais detalhes, acesse o Blá Blá Gol. Lá a comemoração e o choro são livres.
Dancem Macacos, dancem!
1 Comment Published by Gaburah March 6th, 2010 in Meio Ambiente, Utilidade pública, Ética na sociedadeBrilhante.
Pense nisso. De verdade.
Os filmes da DC (leia-se Warner)
22 Comments Published by Gaburah January 10th, 2010 in Cinema, Cultura Pop, Desenhos clássicos
- Parece DC, mas é Warner
Como o post do Homem de Ferro virou uma miscelânia de informações (tem Marvel, tem DC, tem pirataria, tem crítica…) resolvi tentar salvar a (boa) lavoura e colocar alguma ordem na casa.
A DC sofre do mal que a Marvel – em parte – se livrou. A Casa das Ideias vendeu os direitos de alguns personagens para outros estúdios (e precisa engolir goela abaixo, por exemplo, as mudanças na mitologia do Aranha pela Sony; a distorção do passado do Wolverine, a conversão dos X-Men no Malhação: Mutante e a infantilização do Quarteto Fantástico pela Fox; as subsequentes sacanagens que o Justiceiro sofre nas telas e as piadas de mau gosto que fizeram com o Demolidor, Elektra e o Motoqueiro Fantasma). Porém a Marvel criou seu próprio estúdio e de lá saíram coisas boas (Homem de Ferro, O Incrível Hulk), prometendo vir coisas ainda melhores (o segundo do Latinha, Thor, Capitão América, Os Vingadores). O Marvel Studios inclusive passou ileso (até agora) pela incorporação da empresa pela Disney – que nao é boba e deixou tudo do jeito que está.
A DC é da Warner, um grade estúdio. Ou seja, está mais vulnerável às influências externas sobre o destino de seus personagens. Isso já se traduziu em diversas confusões num passado recente – mas depois de O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro parece que a ficha caiu e resolveram levar o assunto mais a sério.
Fica este post fixo pras informações sobre os vindouros filmes da DC – a Detective Comics. Depois de lançados – caso mereçam - ganham um post só pra eles.
*****
Alguns que já foram merecedores de destaque por aqui:
Os filmes da Marvel
72 Comments Published by Gaburah December 17th, 2009 in Cinema, Cultura Pop, Desenhos clássicos
- Marvel Films
Como o post do Homem de Ferro virou uma miscelânia de informações (tem Marvel, tem DC, tem pirataria, tem crítica…) resolvi tentar salvar a (boa) lavoura e colocar alguma ordem na casa.
Fica este post fixo pras informações sobre os vindouros filmes da Marvel – a Casa das Ideias. Depois de lançados – caso mereçam - ganham um post só pra eles.
*****
Alguns que já foram merecedores de destaque por aqui:
- Homem de Ferro – O Filme de Ferro
- Hulk – Hulk in Rio
- As melhores adaptações de HQ’s para o cinema
Feliz Natal e um excelente 2010!
0 Comments Published by Gaburah December 9th, 2009 in Cinema, Cultura PopThe Lobo ParaMilitary Christmas Special
Lobo é um dos próximos personagens da DC Comics a caminho do cinema.
Ready, Freddie!
1 Comment Published by Gaburah November 25th, 2009 in Blá Blá Gol, Cultura Pop, Desenhos clássicos, Música, Rock 'n' RollOntem (24/11) completaram-se 18 anos da morte do saudoso e performático Freddie Mercury, líder do Queen.
Segue a carinhosa homenagem do Blá Blá Gol à data.
Hey Ready, Freddie!
Wait No More* – a semana mais rock n’ roll da minha vida
12 Comments Published by Gaburah November 10th, 2009 in Música, Opinião, Rock 'n' Roll, Utilidade públicaVendi minha alma.
Não valho nada.
Tanta revolta tem uma razão: acabei me vendendo à ideia de assistir o show do Faith No More no Rio de Janeiro dentro da área vip. Eu sei, eu sei. Demagogo, hipócrita, pulha, vendido, etc, etc, etc… Vocês tem razão. Mas precisam entender meus argumentos: era um show aguardado demais, pesquisado demais. Um retorno acompanhado demais, como o de velhos amigos que não se veem há muito tempo. Era muita expectativa pra que eu pudesse acabar me frustrando por não enxergar nada direito a não sei quantos metros e cabeças de distância do palco.
Convenci? Acho que não… mas não me julguem, por favor. Leiam meu relato e me absolvam. Ou não.

O FNM (esq/dir): Hudson, Bordin, Bottum, Patton e Gould - faltaram os cabelos brancos
Faith No More no Rio de Janeiro – Citibank Hall – 05/11/2009
Usei a frase “um retorno acompanhado demais, como o de velhos amigos que não se veem há muito tempo” e fui feliz, porque o sentimento que permeou toda a apresentação do grupo foi exatamente esse. Ambos os lados estavam matando descaradamente a saudade. O público porque, como muito bem dito pelo empolgado baterista do honesto grupo Moptop (que abriu a apresentação do FNM no Rio), estava lá pra ver de novo uma banda que todo mundo ali cresceu ouvindo. Nessa hora involuntariamente retornei a 1990, ano em que descobri Epic e aqueles caras engraçados que fizeram um clip com um peixe fora d’água, com um vocalista que cantava com luvas de boxe que mais pareciam chapéus de cozinheiro. Não vou nem falar da histórica apresentação no Rock in Rio II, onde o Brasil inteiro descobriu e passou a amar o FNM.
Essa catarse durou uma fração de segundos, mas trouxe muita coisa de volta. Inclusive a lembrança de que gostava demais do The Real Thing, que eu ouvia todo o santo dia quase até furar o vinil. Foi o álbum mais vendido da banda até hoje (apesar de não ser o melhor deles – esse é fácil o King for a day, fool for a lifetime).
E voltando à vaca fria, porque a banda? Bem, a banda porque assumidamente ama o Brasil, país que fez o Faith No More ser o Faith No More. Mike Patton disse (e diz) em diversas entrevistas que a história da banda teria sido bem diferente se não houvesse o Brasil. Esse amor fica evidente desde o esforço do polivalente vocalista em falar o português (que arranha muito bem) até a composição de uma bossa-nova do jeito FaithNoMoreano de ser, passando por inclusões de frases em português em diversas músicas e a paixão pelo grupo Os Mutantes. Além disso, sabem que um de seus públicos mais fiéis e saudosos permanece na ativa por aqui, e que sempre foram recebidos com audiências selvagens em todas as inúmeras apresentações na terra brazilis.
A noite era de extrema expectativa como se pode imaginar, e essa “tensão” dava pra ser sentida no ar sofregamente respirado pelos presentes, uma galera que variava dos 15 aos 50 anos e estava igualmente afiada nas letras das músicas.
E a banda entrou no palco relaxada, à vontade como não visto até então em nenhuma outra apresentação da turnê Second Coming (ou Reunion - há quem chame das duas formas). Tanto é que nem abriram o show com o neo-hit Reunited (cover da dupla setentista Peaches&Herb). Não precisava. Não há cerimônia entre velhos amigos. Há sim que se abraçarem e sentarem pra uma boa e longa conversa. E foi o que aconteceu. Mais de duas horas de papo. Patton gritando e a galera respondendo, Patton contando histórias, Patton extremamente preocupado com o perfeito funcionamento das coisas (até um puxão de orelha leve num ansioso Mike Bordin – monstro soberano na bateria), Patton dando esporro no técnico de som; Roddy Bottum – performático como sempre, um tecladista que foge do convencional – lançando olhares reprovadores para todos os lados quando alguém errava.
E erravam? Sim, meus caros. O mais legal de ficar na fila do gargarejo é ver que todo mundo ali é humano, que todo mundo erra e torce pra que ninguém tenha percebido, que um sacaneia o outro (nesse caso, cobra do outro) quando alguém erra. Os únicos dois que passaram incólumes pelas mais de duas horas de apresentação foram o tecladista e o baixista Billy Gould, com seus potentes grooves cheios de slaps - ambos com domínio total dos arranjos e de seus respectivos instrumentos.
Patton mais de uma vez declarou seu amor ao Rio de Janeiro e ao Brasil, acompanhado de acenos de cabeça, toques no coração, agradecimentos e reverências de Bordin lá atrás. E tanto foi tudo assim, num clima de amizade tão fraterna, que lá no segundo bis a banda retornou ao palco sob o uníssono coro de FALLING TO PIECES! FALLING TO PIECES!, música que (segundo as más línguas) o FNM jurou nunca mais tocar em shows, sabe-se lá o porquê. Um resignado e sorridente Mike Patton soltou: “Somente porque estamos no Rio, hein…” ao que a galera delirou. Patton levantou as mãos como quem se eximia do fato de não lembrar mais a letra (que compôs) e não teve o menor pudor de pedir ajuda a quem sabia, no caso Bordin. Gould e Bottum riam de se acabar, radiantes. Na guitarra, para tristeza dos mais ortodoxos (na maioria aqueles que permaneceram agarrados à fase The Real Thing da banda) não estava o mala Jim Martin, mas sim o discreto e talentoso Jon Hudson – guitarrista que contribuiu com sua pegada mais jazzística (salvo engano) do Album of the year em diante. Mesmo assim, na hora de rasgar os riffs de Epic e cia, Hudson estava lá. Discreto porém presente, a guitarra nas alturas. Escolha acertadíssima.
Mas quer saber? Melhor do que explicar é mostrar:
E terminou tudo, entrando novamente a saudade em cena tão logo as luzes se acenderam. Mas desta vez, com a sensação de dever mais do que cumprido dos dois lados.
Faltou o set list! Mas quer saber? Eu também mostro:

- A set list ganha no tapa e todas as suas marcas de guerra.
A lamentar, somente a ausência dos petardos Digging the grave; Cuckoo for caca; Star A.D.; Collision; RV; Mark Bowen; The Real Thing; Mouth to mouth; Take this bottle e What a day. Mas quer saber? Seria necessário outro show só pra tocar as músicas que eu queria ouvir. Meus presentes ficaram por conta de King for a day (musicaço, mais do que esperada) e da surpresa absoluta Just a man, que me deixou inerte inclusive pelas peripécias de Patton, montado nas costas de um segurança levando o microfone de boca em boca na fila do gargarejo. Eu cantei uma música com o Faith No More. Chupa essa manga! RÁ!
*****
Eu disse acabou? Hahahahaha, NÃO PRA MIM!
*****
Maquinária Festival 2009 – São Paulo – 07/11/2009
Rapaz, desde o show do INXS (outra banda que em certa época tentou infrutiferamente recrutar Mike Patton para os vocais) em 2002 (o último por aqui, já sem o Michael Hutchence) eu tinha a vontade absurda de bancar o groupie e seguir a banda de uma apresentação para a outra. Por sorte, uma sucessão de eventos fortunamente infortunos me empurrou para realizar essa vontade.
E lá estava eu no sabadão sob o sol escaldante da cidade de São Paulo. Um dia que contou com bandas bem pesadas, a saber:
- Nação Zumbi – quem já viu um show deles sabe. Manguebeat pesado e contagiante. Bom show prejudicado pelo horário e pelo calor infernal;
- Sepultura – cara, não sou ouvinte do Sepultura. Barulho demais pros meus ouvidos. No entanto, tenho que confessar que ao vivo os caras são extremamente competentes no que fazem de melhor: barulho e poeira (pelas rodinhas que rapidamente se formam). Quem quiser se aventurar um dia e assistir, não vai se arrepender;
- Deftones – eu falei que o Sepultura faz barulho? Putz, ainda não tinha visto nada até o show do Deftones. Cara… que gritaria. Tanta gritaria que ficou até monótono, pois parecia que estavam sempre na mesma música. Quem conhecia disse que o show foi memorável. Eu não conhecia e agradeci pela oportunidade de me afastar um pouco pra sentar na sombra;
- Jane’s Addiction – esse merece um parágrafo só pra ele.
Sacaneei muito antes do show do Jane’s Addiction. Que ia ser rápido, que era show sem apelo, que era show exclusivo pra quem estava na área vip (e se isso me redime de alguma forma, não estava na vip desta vez)… enfim, não levava a menor fé, assim como 70% do público presente. Mifú bonito.
Só tenho uma palavra para o show do JA: consagrador. Aliás, tenho duas: consagrador e apoteótico. Um show daqueles que com certeza fez grande parte dos presentes correr pra internet atrás de músicas da banda. Produção impecável, com direito à performances de bailarinas, imagens no telão e alta interatividade com o público. Perry Farrel pode ser um cara esquisitão – e seu figurino totalmente Ney Matogrosso não deixou dúvidas sobre isso – mas é um frontman de mão cheia. O cara domou o público com suas reboladas, matando uma garrafa de vinho entre uma música e outra, com dois belos escorregões no palco – os quais tirou de letra arrancando aplausos, e conversando direta e confortavelmente com seus novos fãs, fazendo-se entender mesmo sem falar palavra sequer em português. “Yes, everybody suffers. Take a look at Dave Navarro. Perfect stomach, perfect arms, perfect chest. But Dave Navarro suffers for love“. E a platéia vinha abaixo. Farrel fez o público lamentar o fim do show do Jane’s Addiction, e na minha modesta opinião, fez com sua banda o grande show do dia. Vendeu seu Loolapalooza direitinho. O Faith No More que não me ouça. O único senão ficou por conta exatamente da outra estrela da banda: o guitarrista Dave Navarro. Burocrático de dar raiva, Navarro parecia tocar por obrigação e poucas vezes recebia refletores mesmo durante seus solos de guitarra. Deixou a impressão de ser uma mala e realmente estar sofrendo por causa de alguma coisa. Talvez as calças de couro debaixo de um sol de mais de 30ºC.
- Faith No More – a grande atração da noite, de longe o mais aguardado. Público nervoso, ainda mais quando no exato momento em que a banda pisava no palco cai uma chuva torrencial, fazendo a equipe técnica correr desesperadamente para cobrir tudo, atrasando o então iminente início do show. Meia hora depois a chuva parou, volta a equipe técnica para regular tudo de novo e vem a banda para o palco. Público delira freneticamente com a entrada de Patton no palco com um imenso guarda-chuva. Aqui sim abriram com Reunited, seguindo o resto do set list praticamente idêntico ao do Rio. A diferença ficou por conta dos dois bis, onde rolaram Godfather’s theme, Stripsearch e Digging the grave e do coro de PORRA! CARALHO! que Patton literalmente arrancou de vários integrantes da platéia ensandecida.
Duas coisas atrapalharam o bom show do FNM em São Paulo: a chuva e os vacilos da equipe técnica, que contribuíram para deixar os músicos visivelmente nervosos. Patton discutiu violentamente em pleno palco com algum técnico no backstage, e seus gritos e gestos deixavam clara a sua insatisfação. Jon Hudson passou praticamente o show inteiro olhando sobre seu ombro esquerdo e balançando a cabeça, igualmente contrariado. Coisas que devem ter passado batidas pra muita gente, ainda mais pra quem já estava chapado àquela altura do campeonato (e que não eram poucos). A nota triste foi a declaração de Mike Patton para o público informando que talvez esta fosse a última vez que o Faith No More se apresentava no Brasil. “Talvez, talvez… who knows“. Foi nessa hora em que com certeza arrancou o maior número de PORRA! CARALHO!‘s da platéia.
De fato, Mike Bordin já disse que retorna à banda de Ozzy Osbourne ano que vem para lançamento de novo disco, saindo em turnê logo em seguida. O futuro do Faith No More é incerto até aqui. Certo mesmo é que, como todos puderam comprovar, seu público permanece fiel e apaixonado. E assim permanecerá enquanto houver malucos como esse que vos escreve. E certo também é que os laços afetivos da banda com o Brasil estão mais estreitos do que nunca.
*****
Sobre o Maquinária Festival 2009: não vi nada do alardeado “conceito de festivais europeus“, a não ser que também tenham guardado isso com exclusividade para a área vip (o que a julgar pelas redes penduradas nas árvores em situação de camarote, é bem possível de ter acontecido). O que eu vi: um número ridículo de cabines de banheiro (parece que eu tava adivinhando); preços abusivos, pra variar (refrigerantes R$ 6,00, água R$ 4,00, camisetas R$ 50,00); proibição da entrada de alimentos mesmo numa maratona dessas, com mais de 10h de festival (algum segurança se fartou com as minhas barrinhas de cereal) e total e absoluta falta de planejamento para facilitar a vida das pessoas na saída. Não havia táxi nem ônibus. Um perrengue de dar ódio. Pra piorar a vida de todo mundo, a cidade de São Paulo recebia mais dois festivais de grande porte no mesmo dia e que estavam terminando praticamente no mesmo horário, o que contribuía ainda mais pra tirar qualquer Cristo do sério. Pra piorar ainda mais, alguns taxistas sem caráter estavam cobrando até R$ 200 por uma corrida, capitalizando em cima do desespero alheio.
Enfim, ao Maquinária Festival, NOTA ZERO em organização. Que revejam TODOS os seus “conceitos europeus” para 2010 antes de sair anunciando e tirando qualquer vantagem por aí.
Você viu algum conceito europeu por aí?
*****
*Post reentitulado devido ao brilhante título criado pelo amigo Virso!, agora co-autor do blog.
O Rock n’ Roll morreu
21 Comments Published by Gaburah September 1st, 2009 in Cultura Pop, Música, Opinião, Rock 'n' Roll, Utilidade pública, Ética na sociedadeEu queria saber quem foi o mau caráter que inventou a área vip.

- “Área importante” pra mim é um banheiro limpo. Quero ver se com isso sim vão se preocupar.
O show do Faith No More (banda cultuadíssima no Brasil, que retorna ao país depois de retomar as atividades interrompidas há mais de dez anos e dona de um fiel e gigantesco séquito de fãs) na merda do Citibank Hall vai ter “área vip”. No Maquinária FESTIVAL também. O FESTIVAL Planeta Terra também vai ter a sua.
ÁREA VIP EM CASA DE SHOW?!? A p$%#@ da casa de show já não tem camarote, sacada, essas m#$%@ justamente para aqueles que querem pagar mais pra não ficar no aglomerado? VSF!
Área VIP (de very important people) em show de rock é a coisa mais mau-caráter já inventada pelo empresariado oportunista. Contraria em todos os sentidos o espírito de concepção da música e das apresentações. Festivais então nem se fala. Nada mais é do que uma putaria sem tamanho. É mais uma forma que os organizadores encontraram de tomar mais dinheiro dos fãs, ávidos por curtir seus ídolos mais de perto em oportunidades esparsas como essa. Infelizmente (e é por isso que essas práticas picaretas proliferam) vai ter muita gente pagando o preço de querer ficar mais perto. Até eu enquanto fã desesperado cheguei a cogitar a ideia, porque me sinto encurralado frente à opção de não poder assistir o show direito ou mais longe do palco.
Que saudade da época em que se respeitava o público.
Estou enojado desse papo. É a pá de cal que faltava para o enterro do rock n’ roll. Tudo agora é área vip. Nego só pensa na p%#$@ do dinheiro. Já era aquela história de confraternização, de curtir um bom show de rock no meio da galera, mais um na multidão. Agora os vip’s (termo de merda) ficam lá na frente separando as bandas do resto.
Também me pergunto o quanto de influência os artistas poderiam ter para evitar práticas ofensivas como essa. Se eu tenho uma banda foda e tenho milhões de fãs, de que me adiantaria fazer um show longe deles, com meia dúzia de endinheirados, artistas e personalidades na frente atrapalhando a minha interação com meu público?
Quanto aos festivais e à completa distorção de seu entendimento pelos seus organizadore$$, eu pergunto: Woodstock teve área vip? O Rock in Rio teve área vip (na frente de todo mundo)? Wembley tem área vip? A Brixton Academy tem área vip? O Download tem área vip? O Rock en Seine tem área vip? Isso é coisa de republiqueta terceiro mundista.
Nem sei mais se vou nessa merda. Pra ficar atrás de área vip, já vou no Maquinária (outro festivalzinho filho da puta, que ainda tem a cara-de-pau de declarar que traz “a grandiosidade dos festivais europeus de música ao vivo em locais abertos”) ficar jogando areia em global.
Como já gritava Lenny Kravitz (mais um show que sofreu com essa merda) pra quem quisesse ouvir, rock n’ roll is dead!
Rock n’ roll is dead – Music & Lyrics: Lenny Kravitz
You think you’re on top of the world
But you know it’s really over
Runnin’ round with diamond rings
And coke spoons that are overflowin’
Rock and Roll is dead
But all the money in the world
Can’t buy you from the place you’re going to
Rock and Roll is dead
Rock and Roll is dead
Rock and Roll is dead
You can’re even sing or play an instrument
So you just scream instead
You’re living for an image
So you’ve got five hundred women in your bed
Rock and Roll is dead
But it’s real hard to be yourself
When you’re living with those demons in your head
Rock and Roll is dead
Rock and Roll is dead
Rock and Roll is dead…
God gave Rock ‘n’ Roll to you!
41 Comments Published by Gaburah July 14th, 2009 in Blá Blá Gol, Música, Rock 'n' Roll
O melhor deste post prometem ser os comentários. Parafraseando Didi Mocó: “Aguarde e confie”.
A brincadeira começou no Blá Blá Gol com as mensagens pelo Dia Mundial do Rock e acabou se estendendo para o Twitter. O lance era simples: responder a pergunta Qual o seu hino pessoal do rock ‘n’ roll? – só havendo a possibilidade de uma escolha, por mais difícil que seja.
Pergunta difícil, ainda mais porque tenho a consciência do quanto de música e bandas boas existem por aí. Mas essa é a beleza da coisa: a música é a arte mais democrática que existe. A música chega pra todos da mesma forma, sem qualquer preconceito, e ainda assim permite a cada um que a ouve de uma mesma forma tirar sua impressão pessoal dela – seja alto, baixo, gordo, magro, careca, cabeludo, velho, novo, homem, mulher, preto, branco, amarelo ou vermelho. A música diz a cada um aquilo que lhe convém.
Em especial o rock ‘n’ roll – morto da forma romântica como foi concebido, infelizmente – com todas as suas facetas, como a gente vai poder estudar por aqui. Quase um estudo sociológico por assim dizer.
Cada um que respondeu ficou responsável por elaborar também um pequeno texto defendendo a sua escolha particular, que publico também junto a cada escolha. Criador e criatura.
Vai lá e vota! O dia já passou, mas o Rock ‘n’ Roll is here to stay!
Salve 13 de julho – Dia Mundial do Rock!
God gave Rock ‘n’ Roll to you Gave Rock ‘n’ Roll to you Gave Rock ‘n’ Roll to everyone!
Stanley, Simmons, Criss e Frahley







Últimos comentários